A Revolução Francesa foi um dos processos mais marcantes da história moderna; surgiu em um contexto de profunda crise econômica, desigualdade social e insatisfação política na França do século XVIII. A sociedade estava dividida em três estados, sendo o clero e a nobreza privilegiados, enquanto o Terceiro Estado — composto por burgueses, camponeses e trabalhadores urbanos — arcava com pesados impostos e pouca representação política; além disso, a influência das ideias iluministas, que defendiam liberdade, igualdade e fraternidade, alimentou o desejo de transformação. A crise financeira agravada pelos gastos da monarquia e pelas más colheitas levou à fome e ao desespero; nesse cenário, a tomada da Queda da Bastilha simbolizou o início da ruptura com o Antigo Regime.
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domingo, 26 de abril de 2026
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Movimento de 1848, a Primavera dos Povos.
A
“Primavera dos Povos” é como chamamos a série de movimentos revolucionários liberais
que ocorreram por toda a Europa durante todo o ano de 1848. A partir Revolução
Francesa de 1789, os ideais libertários chegaram a todos os lugares da Europa, deixando
temerosos os monarcas absolutistas europeus.
Diante
desses acontecimentos institui-se o Congresso de Viena, em 1815, após a derrota
de Napoleão Bonaparte, os reacionários governos europeus que procurava restaurar
a antiga ordem vigente anterior a Revolução Francesa de 1789, e dar uma nova
feição à Europa. Monarquias que haviam sido abolidas foram restauradas, e
políticas repressoras voltaram a ser aplicadas à população.
Como
ocorreu com a subida do rei Luís Filipe da França em 1830, denominado "rei
burguês", havia esperança entre a classe burguesa que seus interesses
seriam devidamente representados, sendo o próprio monarca oriundo daquela
classe.
As
revoluções liberais se espalharam por toda Europa. Essas revoluções conhecidas
como “Primavera dos Povos” chegou até o Brasil durante a Revolução Praieira,
ocorrida em Pernambuco também em 1848. Predominante em todos esses movimentos
foi à ideologia do socialismo utópico com a concepção do famoso ‘Manifesto
Comunista’ de Karl Marx e Friedrich Engels em 1848.
Mas
como nem a primavera dura, em dezoito meses todos os regimes derrubados foram
restaurados com exceção da República da França. A primeira onda revolucionária
assinalou a derrota da aristocracia em 1830 e a segunda onda marcou a derrota
do proletariado em 1848. Tendo assim atingido a burguesia os seus dois alvos
concretos: de um lado a aristocracia do Antigo Regime e do outro o
proletariado.
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terça-feira, 24 de novembro de 2015
A Revolução francesa, questões sociais, as ideias Iluministas, a configuração política após a revolução, e as questões econômicas.
21 de janeiro de 1793, Luís XVI foi
decapitado pela guilhotina na Place de la Révolution.
A Revolução Francesa é conhecida por muitos nomes como ‘encruzilhada
do mundo moderno’ onde as pessoas podiam mudar tudo inclusive a natureza humana
para uma nova direção mais justa e fraterna. A Revolução apoiou a indústria e o
capitalismo, mas foi uma nova ordem que custou muito caro a vida milhares de
franceses. Robespierre, o incorruptível esteve a frente da revolução e suas
palavras eram suas maiores armas, mas a Revolução em certo ponto devoraria seus
próprios filhos. No palácio de Versalhes construído por Luís XIV para se
afastar do povo ocorreu um dos eventos importantes no cenário da Revolução
advinda, o casamento de Luís da família Bourbon da França com Maria Antonieta
dos Habsburgo da Áustria. O objetivo desse casamento era acabar com as
rivalidades entre os dois impérios e iniciando uma aliança com ambas as nações
por via dos herdeiros, mas Luís XVI demorou anos para ter um filho com Maria
Antonieta, pois ele sofria de uma doença, após se operado eles tiveram 4
filhos.
O desgoverno monárquico deixou o povo na miséria e
faminto, quando Luís XV faleceu seu filho Luís XVI não sabia governar e ficava vivendo no luxo
em Versalhes enquanto o povo morria de fome. Em Paris as ideias iluministas
florescem desde a Idade Média a sociedade era dividida em nobreza, clero e
camponeses, mas a união de ciência e razão traria uma corrente de novas ideias
para Paris, segundo as ideias iluministas a pessoa deve pensar por si só. As
ideias do iluminismo permeavam todas as classes e colocava em risco a
hierarquia medieval. O apoio francês a guerra da independência dos Estados
Unidos marcou a quebra do governo francês. Maria Antonieta gastava dinheiro em
futilidades comprando joias e roupas enquanto a França era assolada pela
miséria. A visão que o povo tinha da monarquia nesse período era péssima. Um
dos exemplos era a farinha que ficava mais cara a cada dia enquanto em
Versalhes gastavam muito com festas e comidas refinadas. Robespierre enviava
cartas à Versalhes criticando a monarquia, mas Luís XVI as ignorava
completamente, pois continuava a aumentar os impostos do povo no pior inverno
em anos o de 1788. A farinha para o povo do século XVIII era a essência da vida
e o pão vida. Logo os altos preços
tornaram o preço de um pão o soldo de um mês de trabalho. Então o povo se
rebelou em revoltas populares
desorganizadas.
O rei reúne os Estados Gerais para realizar eleições que
são consideradas injustas, pois cada classe tem direito a um voto, nobreza,
clero e camponeses, mas 97% da população são de camponeses. Robespierre
inspirado nas ideias iluministas quer que o clero e a nobreza paguem impostos,
então nasce a Assembleia Nacional em meio as ideias iluministas de Robespierre
e dos Deputados. O povo cria uma Guarda Nacional em Paris para se proteger dos
soldados monarquistas. Pegam 28 mil mosquetes, mas faltava pólvora que eles
sabiam aonde encontrar, na prisão da Bastilha. Então clamam 'Par‘ a Bastilha’,
e no meio do povo tremula a bandeira tricolor vermelho e azul de Paris cortada
pelo branco da casa real de Bourbon. Luís XVI foi informado sobre a tomada da
Bastilha que desencadeou a Revolução francesa, os franceses, o povo
derrubaram-na com suas próprias mãos como um símbolo do fim do antigo regime. É
regida a Declaração dos Direitos Humanos e
declarada uma monarquia constitucional. O francês Marat escreve e publica
o jornal L’ami du people, que expunha e criticava a nobreza e o clero e defendia ideias
iluministas de igualdade, liberdade e fraternidade, pois nunca houve liberdade
de imprensa na França e os revoltosos a exigiam. Marta odiava os gastos da
monarquia enquanto o povo passava fome. Marat incitava o povo a cortar cabeças
de nobres.
Diante desses acontecimentos, soldados monarquistas
cercam Paris e o povo se arma para a defesa. As mulheres atuam veementemente na
Revolução, elas avançam junto a 20 mil pessoas até os portões de Versalhes e o
cercam. Exigem a ida do Rei e da Rainha para Paris. A turba invade o palácio de
Versalhes atrás dos nobres. O rei e a rainha estavam a mercê do povo que só
queria sua atenção para seus problemas. Levaram o rei e a rainha até Paris e
carroças cheias de farinha dos estoques reais. Após dois anos que a família
real está em Paris. Os jacobinos se reúnem liderados por Robespierre. Em 1791,
Luís XVI tenta reassumir o poder com o apoio de outras monarquias europeias
como a Áustria, mas Luís XVI fracassa na fuga. Essa tentativa de fuga rompeu os
elos entre o povo e seu rei que agora era visto como traidor da revolução. A
decapitação era uma pena de morte reservada somente a nobres, mas os
revolucionários queriam que todos morressem da mesma forma. Então o médico e
inventor José Ignácio Guillotin criou uma máquina de decapitar humanitária. Os
revolucionários creem em valores humanitários. Em 1792 Paris declara guerra a
Austria contra a vontade de Robespierre. Luís XVI e Maria Antonieta jogavam um
jogo duplo, pois fingiam apoiar a revolução, mas enviavam cartas aos austríacos
revelando as posições das tropas revolucionárias.
Em 1792 nasce a republica e Luís XVI é tirado do trono,
quando os austríacos ameaçaram destruir Paris se algum mal fosse feito a
família real. Enquanto isso Danton inflama o povo a defender seu país contra os
austríacos e prussianos. Os Sansculottes matam 1600 prisioneiros, pois temiam
que eles se voltassem contra eles em caso de invasão externa. A revolução é
criticada pelo mundo, Robespierre acredita que alguém deve tomar o controle e
de inicio manda decapitar o rei Luís XVI, marcando a vitória da revolução e o
nascimento da república. O editor do jornal L’ami du people é assassinado por
acharem que ele incitava o povo ao ódio, mas Marat acabou se tornando mártir da
república. Maria Antonieta é condenada a morte em 1793. A França se encontra
isolada das outras nações europeias.
O reino de Terror de Roberpierre tem inicio e a paranoia
tem a revolução e a guilhotina trabalhando incessantemente. Robespierre antigo
opositor da pena de morte agora torna-se seu feroz defensor e também trabalha
para a descristianização da França. A Igreja passou a ser inimiga dos
revolucionários, criaram uma calendário revolucionário para se opor ao cristão.
O exército francês liderados pelo general Napoleão começa a conquistar
vitórias. Danton antes aliado de Robespierre decide por fim aso massacres da
revolução, mas Robespierre entende isso como traição e manda decapitar todos os
dantonistas. Em 1794 durante do ‘grande terror’, 800 pessoas eram mortas por
mês na guilhotina. Quando Robespierre cria o festival do ‘ser supremo’, os
revolucionários acham que Robespierre ficou louco. Os deputados o declaram fora
da lei. Robespierre tenta se suicidar, mas não consegue, sendo executado na
guilhotina em 1794. O terror morreu com Robespierre, mas não a revolução.
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terça-feira, 17 de novembro de 2015
A França do século XIX, e sua sociedade industrial.
Em
um primeiro momento durante a revolução industrial a política de cercamentos do
governo inglês expulsou milhares de famílias do campo aonde viviam da agricultura
de subsistência ou do pequeno comercio. Essa política gerou o êxodo rural e a
migração de pessoas do campo para cidade em busca de emprego. No Brasil vemos
hoje que muitas famílias estão deixando campo por não conseguirem competir com
as grandes corporações agrícolas que exploram a terra em larga escala com
monoculturas mecanizadas. Além de perderem as terras, pois acabam tendo que
vender pela falta de lucro nas plantações os agricultores familiares não consegue
emprego no campo devido a automação das máquinas agrícolas que trabalham por
centenas de pessoas.
Essas pessoas então vão para as cidades em
busca de trabalho nas indústrias automatizadas aonde o tempo para refeição,
banheiro etc são controlados rigidamente. Aonde recebem salários baixos que mal
conseguem sustentar suas famílias como ocorria no inicio da Revolução
Industrial. O surgimento dos primeiros sindicatos foi uma reação dos
trabalhadores contra a exploração. As conquistas foram lentas, mas
acumulativas, como a redução da jornada de trabalho, melhores condições de
trabalho etc.
Na
atualidade vemos muitos dos direitos trabalhistas que foram conquistados no
decorrer de décadas correrem o risco de se perderem devido a sindicatos
hipócritas que servem mais ao patrão do que ao funcionário. Vemos ainda os
baixos salários não sustentarem a família dos operários e os acidentes
constantes mesmo com as inovações tecnológicas que também fazem centenas de
pessoas perderem seus empregos todo o ano no Brasil e no mundo.
Os
políticos do século XIX preocupavam-se tanto com a situação do operariado e sua
família como os do século XXI, pois para eles o que conta é o lucro e os
vínculos com as grandes empresas nacionais e multinacionais que patrocinam suas
campanhas eleitorais que visam unicamente seus interesses pessoais e do
sindicato patronal.
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sexta-feira, 4 de julho de 2014
A Formação do Mundo Moderno: O Novíssimo Tempo, Luzes e Revoluções.
Frontispício da Encyclopédie (1772), desenhado por Charles-Nicolas
Cochin e gravado por Bonaventure-Louis Prévost. Esta obra está carregada de
simbolismo: a figura do centro representa a verdade – rodeada por luz intensa
(o símbolo central do iluminismo). Duas outras figuras à direita, a razão e a
filosofia, estão a retirar o manto sobre a verdade.
Encyclopedie's
frontispiece, full version. Engraving by Benoît Louis Prévost.
Iniciada no
Renascimento a Época das Luzes, talvez indique de maneira mais concreta o que
ocorreu no século XVIII. O Iluminismo nunca foi um movimento homogêneo e sim
pluralista. É no século XVIII que a visão do Iluminismo ganha força como
opositora às forças reacionárias do Antigo Regime e apresenta uma visão mais
racional do mundo e da interação entre os seres humanos. Representa um
movimento geral na Europa de crítica ao Antigo Regime, objetivam dar conteúdo
as críticas onde a razão e a liberdade estaria do lado do homem.
Criando uma
fé na razão, amparada nas pesquisas do século XVII como as de Isaac Newton, que
estabeleceu que em tudo estava presente a natureza. Mas o século XVIII
apresentou seus revolucionários, desenvolvendo a autonomia das esferas de
conhecimento e, em meio a essa tônica é que encontramos homens como Benjamin
Franklin, que através de seu estudo dos raios fez a Igreja ver que se tratava
de um fenômeno natural. Também procuraram estabelecer melhores condutas sociais
e políticas a partir da descoberta das leis sociais e políticas.
Montesquieu
Parte dessas
experiências já haviam sido testadas sem sucesso no século XVII. O que tornou o
século XVIII especial foi a crise geral, decorrente da impossibilidade de deter
novas ideias pela Igreja e os Estados Absolutistas, os mesmos viram-se
obrigados a envolverem-se com os novos tempos para sobreviver, resultando em
uma instabilidade política e religiosa.
Na cidade de
Paris, surgiu o clima necessário para as mudanças com a ida da corte para
Versalles. Nesse clima os portadores da crítica são os literatos, criando uma
literatura de oposição ao Antigo Regime. Esses primeiros literatos da França
criaram uma liberdade que não era a dos libertários, mas a dos libertinos,
diante desse clima é que se formaram os intelectuais que realizaram as mudanças
e que foram a base da produção das ideias iluministas. Eram homens com um
profundo conhecimento das questões universais, críticos das instituições
políticas e sociais, acreditavam que a única forma de se limitar a intolerância
e a criação de um governo esclarecido.
Filósofos Iluministas reunidos no salão de madame Geoffrin. Óleo sobre tela de Anicet-Charles Lemonnier, 1812.
Durante o
iluminismo surgem as primeiras Enciclopédias que contém todos os novos valores
e conhecimentos apresentados na época, sua introdução era um manifesto do
Iluminismo. Propagando as luzes surge no
século XVIII o movimento filosófico denominado Ilustração que afirmava o poder
ilimitado da razão para governar o mundo. Isso foi tão destacado que chamam a
época da Ilustração simplesmente de “racionalismo”. Visavam também construir
uma base moral, para a religião e a ética de acordo com a razão inalterável das
pessoas. Não é por coincidência que a pedagogia como ciência tem suas origens
na Ilustração.
Os
iluministas desejavam converter a religião em algo natural um conceito de
cristianismo humanizado. O Iluminismo seguia o objetivo de acabar como medo dos
homens e de convertê-los em senhores. Propunham por meio da ciência, a
dissolver os mitos e confusões da imaginação. Inaugurando dessa forma o Século
das Luzes por meio da visão humana, em que a igualdade foi a nova mestra das
trocas e das virtudes humanas e a referência para as críticas ao domínio
aristocrático.
John Locke
A cidade, em
oposição ao campo, passou a ser o espaço original das novidades, onde os novos
valores se anunciavam e eram divulgados, transformando-se em ideais burgueses.
O mercantilismo como um conjunto de práticas e projetos econômicos
desenvolvidos nessa Europa moderna fez
com que a terra perdesse valor, era preciso torna-la capaz de gerar mais
riqueza e valor sólidos. Novos homens ricos e urbanos dominaram o cenário das
cidades, afastando delas os velhos hábitos rurais.
Objetivando
aumentar seus lucros os burgueses avançaram para os campos, tornando a terra consolidadora de seus bens.
Os comerciantes foram, sem dúvida, a expressão mais pontual da inexistência de
fronteiras entre o campo e a cidade. Seja pela exploração da circulação de
matérias-primas, fossem rebanhos de ovelhas ou artesanato. O resultado mais
importante foi à descoberta pela burguesia ascendente de que o Estado do Antigo
Regime era um freio aos anseios de liberdade de interesses. Passaram então a
buscar instrumentos que lhes permitissem manter seus interesses.
Voltaire
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sábado, 5 de abril de 2014
Louis XVI de France
Louis XVI
Né à
Versailles en 1754, mort en 1793, roi de France de 1774 à 1791, Louis XVI est
le petit fils de Louis XV. Orphelin de père à onze ans et de mère à treize ans,
il fut élevé par son précepteur Mgr de Coetlosquet et par le duc de La
Vauguyon. Il reçut une éducation très conservatrice et très religieuse, au sein
d’une cour où dominait la Marquise de Pompadour.
Ayant
peu de goût pour la guerre, il se passionnait pour la chasse et les travaux
artisanaux ( en particulier la serrurerie ). Le futur Louis XVI est
intelligent, instruit, mais manque de caractère et sa timidité presque maladive
lui fera adopter des attitudes hésitantes et contradictoires. Marié en 1770 à
l’archiduchesse Marie-Antoinette, fille de François 1er empereur d’Autriche ,
il eut quatre enfants, mais deux mourront en bas-âge.
Sacré
le 10 mai 1774, il souhaite rompre avec les habitudes de débauche de la Cour,
et ce roi de vingt ans, vertueux, un peu maladroit s’attire en ce début de
règne, les sympathies et l’affection du peuple. Il forme une nouvelle équipe
gouvernementale avec Turgot aux finances. Cependant, il se refuse à effectuer
les réformes modernistes proposées.
Turgot fut renvoyé en mai 1776. Le Genevois Jacques
Necker, fut nommé directeur général des finances en 1777, mais il ne parvint
pas plus que son prédécesseur à imposer les réformes nécessaires et la
publication en 1781 de son Compte-Rendu décrivant l’état exact des finances du
royaume lui valut son renvoi.
La
politique extérieure, permet de retrouver le prestige perdu par les défaites
successives du règne précédent. La lutte des treize colonies d’Amérique obtient
le soutien officiel du gouvernement. Louis XVI signe avec Benjamin Franklin un
traité d’amitié en 1778, tandis que de jeune aristocrates comme La Fayette ou
Rochambeau, s’engagent activement dans les mouvements de libération. Les
Français apportent une aide réelle à Georges Washington. Cette politique menée
également aux Indes et en Europe entraîne un déficit budgétaire important ( 1
milliard de livres ont été dépensées rien que pour l’indépendance américaine !)
Louis
XVI et Benjamin Franklin
La
crise financière se double d’une crise morale, politique et sociale. Les
débordements et le gaspillage de la Cour, la baisse des revenus agricoles, le
manque de réformes fiscales, font que le mécontentement populaire s’accentue
porté par des oeuvres comme « le mariage de Figaro » de Beaumarchais et
amplifié par des scandales comme l’affaire du Collier de la Reine 1785.
Le
roi mal entouré, d’une indécision constante, ne sut pas faire face à la montée
révolutionnaire. Face à une agitation grandissante charge Loménie de Brienne de
convoquer les Etats Généraux. Dès
la convocation faite, Louis XVI le renvoie et rappelle Necker.
Par
un Edit du 8 août 1788, Brienne convoque les Etats Généraux pour le 1er Mai
1789. Lors de leur ouverture , le 5 mai 1789, Louis XVI refuse de répondre à la
question du système de vote ( par ordre ou par tête ).
Arrestation
aux Tuileries
Ce
qui provoque une totale désillusion au sein de la bourgeoisie, et impuissant
devant la contestation, il accepte alors la proclamation des Etat Généraux en
Assembler Nationale, invitant la Noblesse et le Clergé à s’y associer.
Le
17 juin 1789 les Communes décident de se transformer en l’Assemblée Nationale,
ce qui sonne le glas de l’absolutisme royal : la Révolution est en marche. Le 9
juillet l’Assemblée nationale se proclame constituante. Le 17 juillet 1789
Louis XVI renvoie Necker pour la seconde fois et le remplace par la baron de
Breteuil, un contre-révolutionnaire notoire. Cette provocation ajoutée aux
problèmes économiques rencontrés par les parisiens, déclenche les évènements de
juillet.
En
octobre le peuple se rend à Versailles pour ramener la famille royale à Paris,
et le 14 juillet 1790 le roi prête serment de fidélité à la Nation durant la
fête de la Fédération, mais la Constitution Civile du Clergé heurte sa
conscience de chrétien.
Exécution
de Louis XVI
Il décide de fuir à l’étranger
mais est arrêté à Varennes la nuit du 20 au 21 juin 1791. Suspendu de ses
fonctions durant un mois, il devient « rois des français » le 14 septembre 1791
après avoir juré fidélité à la Constitution.
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