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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Palestina: O Holocausto Invisível!




Escrito por Mary Sparrowdancer.
Traduzido por Antonio Celso Barbieri.
Ao celebrarmos 40 anos da “ocupação” militar ilegal de lares e terras Palestinas, talvez seja o momento para o mundo dar uma boa olhada em Israel e seu campo experimental de guerra que, se faz de estado religioso precisando de proteção. O mundo inteiro tem até medo de questionar as atividades do estado de Israel ou, fazê-lo prestar contas perante as leis internacionais de proteção aos direitos humanos. Já é tempo do mundo passar algumas horas com os refugiados palestinos invisíveis. Os palestinos são uma nação de vítimas. Uma nação, quase por 60 anos, brutalmente “ocupada” contra a sua vontade e transformada num Holocausto Zionista até o presente.
“Ocupação” é uma palavra higiênica que, parece que ninguém quer questionar ou importar-se. A verdade é que a palavra “ocupação” ou “terra ocupada” não serve nem para começar a contar a história total do que foi feito contra os palestinos. Para que possamos melhor compreender este assunto, precisamos voltar até o ano de 1948, o ano em que Israel declarou-se um estado dentro da nação Palestina e depois, retroceder ainda mais no tempo para ver como tudo isto foi orquestrado.
Entretanto, primeiro imagine Católicos Romanos ou Batistas Sulistas declarando-se como sendo um estado dentro dos Estados Unidos, no qual eles apenas reconhecerão os direitos humanos dos membros da sua religião, tomarão posse dos direitos pertencentes à outros sobre casas, terras, pomares, propriedades e água e depois, seus residentes que moravam dentro e em torno deste novo estado criado sejam expulsos com uso de força. Uma situação como esta nunca seria permitida nos Estados Unidos porque é uma situação claramente ilegal.
A criação de um país para os Zionistas não aconteceu do dia para a noite. Israel não passou à existir subitamente em 1948. Na verdade, seu planejamento foi, na Inglaterra, rascunhado e aperfeiçoado em vários documentos desde o começo de 1900. Em 2002 numa entrevista concedida à BBC News, Jack Straw, o prévio Secretário do Exterior, culpou o “passado imperial britânico” pelo presente conflito Árabe-Israelense.
Foi em 1917 através da “Declaração de Balfour” que a Inglaterra “deu” a terra dos palestinos para os Zionistas. (1) (2)
Poderíamos dizer que Israel nasceu como resultado de explosivos. No começo de 1900, o doutor Chaim Weizmann descobriu um jeito de usar fermentação industrial para fazer um explosivo chamado cordite (também conhecido como “pólvora sem fumaça”). Esta descoberta provou ser de uma ajuda imensa para os esforços de guerra e, quando Chaim Weizmann foi perguntado de que forma ele queria ser compensado pelos serviços prestados ao Reino Unido respondeu “Existe somente uma coisa que eu quero, uma nação para o meu povo”. Ele queria especificamente a Palestina. Logo depois, a Declaração de Balfour seria escrita e o Doutor Weizmann acabaria eventualmente sendo o primeiro presidente do novo estado chamado “Israel”. (3)
Com a Declaração de Balfour, uma nação prometeu à outra nação que ainda não existia uma terra que já era habitada por uma terceira nação. Esta terceira nação não foi consultada. Balfour mais tarde escreveria “na Palestina nós não consultamos e nem fizemos algum tipo de plebiscito para saber o desejo dos habitantes deste país” e mais tarde escreveu sobre a Palestina “O Zionismo, seja certo ou errado, bom ou ruim, esta arraigado numa tradição muito antiga, nas necessidades presentes, nas esperanças futuras, de muito maior importância do que os desejos e preconceitos dos 700.000 árabes que agora habitam esta terra antiga”.
Lorde Balfour com seus preconceitos pessoais, colocou a caneta no papel e arruinou a vida do o que são hoje milhões de seres humanos. Ele aparentemente falhou em não perceber que muitos palestinos tinham vivido na Palestina, nas suas terras ancestrais, por 1.000 anos ou até mais. Dando os lares ancestrais dos palestinos para os Zionistas e Judeus vindos dos outros países, dando aos Judeus imigrantes uma casa nova se desejassem, tornou todos os palestinos em refugiados em sua própria terra. A revolta e desespero em relação à uma atitude tão desumana resultou em 60 anos de violência através da Palestina. Violência esta que o mundo não sabe nada à respeito porque o problema palestino continua grandemente invisível para nós. (4)
Depois de Israel em 1948 ter declarado-se um estado dentro da Palestina e o conseqüente conflito que se seguiu, o Conde Folke Bernadotte, um diplomata suíço, foi enviado para tentar estabelecer normas de justiça que resultasse em paz para a região. Isto é o que Bernadotte disse sobre Israel: “Um estado judeu chamado Israel existe dentro da Palestina e não existe boas razões para assumirmos que ele continuará a existir.” Ele então criou um plano que limitaria as fronteiras entre Israel e Palestina e que também permitiria que os refugiados palestinos que fugiram dos militares israelense bem armados, retornassem para suas casas. Depois de escrever o plano, o Conde foi emboscado e assassinado pelos revoltados terroristas Zionistas. (5)
Muito do que tem acontecido no Oriente Médio tem sido censurado pela imprensa controlada pelo estado. A censura tem sido pesada e, a verdade raramente achou caminho até o público. Por causa disto, foi inevitável que alguns jornalistas frustrados se reunissem e criassem uma imprensa professional e independente chamada Al-Jazeera onde pudessem mostrar o que eles estavam observando sem nenhuma censura. Al-Jazeera não busca aprovação dos Estados Unidos, Israel ou Inglaterra antes de publicar suas matérias, comentários e documentários. Ela tem apresentado uma grande quantidade de material fotográfico cobrindo a agressão militar dos Estados Unidos e Israel. Este material é tão embaraçoso que os escritórios árabes e viaturas da Al-Jazeera, muito embora sejam claramente marcados e pintados, tem sido bombardeados e metralhados pelos aviões Norte Americanos e tanques Norte Americanos e Ingleses. (6) (7) (8)
Na Al-Jazeera, num recente debate no seu programa Inside Story, centrado num “relatório condenatório” escrito pela Anistia Internacional relativo aos 40 anos de ocupação militar ilegal da Palestina, a Anistia relatou uma grande quantidade de violações de direitos humanos assim como, violações de leis internacionais cometidas por Israel. No programa, o jornalista da Al-Jazeera, Darren Jordan perguntou: “Porque a comunidade internacional não faz mais para ajudar a terminar com todo este sofrimento?” Infelizmente a simples resposta foi de que, na maior parte, a comunidade internacional não sabe nada à respeito do sofrimento porque, a maioria dos países estão recebendo informação através de uma imprensar controlada pelo estado. Nos não temos recebido notícias corretas sobre Israel por quase 60 anos. (9)
Nenhuma das TVs controladas pelo governo tem apresentado uma imagem justa do conflito Zionista/Israelense mostrando um visão honesta da invasão militar da Palestina. Esta informações não tem aparecido na imprensa pelos simples motivo de que Israel não deseja que a comunidade internacional fique sabendo o que eles andam fazendo contra o povo palestino.
Os “invisíveis” palestinos não estão protegidos dos militares israelenses nem mesmo dentro dos campos de refugiados palestinos.Muitos dos palestinos não possuem casas, vidas normais, direitos, existência protegida, voz ou lugar para ir. Eles são algumas vezes, nas inúmeras barreiras e pontos de controle dentro de suas comunidades, despidos completamente e forçados a caminhar nus na frente dos soldados israelenses e qualquer um presente, incluindo sua família, vizinhos e desconhecidos. Eles são forçados a carregar Papeis de Identificação o tempo todo para que possam passar de uma barreira à outra dentro da sua própria terra. As vezes eles são detidos por muitas horas. Eles são forçados à submeterem-se à autoridade israelense sem nenhum direito de defesa. Eles são publicamente espancados, alvejados e aterrorizados. Por quase 60 anos eles tem esperado que alguém os escute e ajude mas, os israelenses tem recebido apoio para continuar seu abuso dos direitos humanos sem receber nenhuma oposição das nações que os apoiam. (mais notadamente os Estados Unidos).
Todo este tempo, o mundo, através da imprensa mundial, tem sido levado à acreditar numa idéia de que os palestinos não são confiáveis. Nós nunca escutamos à respeito do contínuo assassinato feito por Israel de crianças e civis desarmados.
Nota do tradutor: Esta matéria foi escrita antes deste recente ataque ao Estreito de Gaza, onde com a existência da Al-Jazeera e da imprensa livre online não há mais como esconder mais este genocídio da população civil palestina.
Nós escutamos pouco sobre as muralhas, cercas eletrificadas e de arame farpado que os israelense estão construindo ou instalando numa terra que não lhes pertence, muitas vezes isolando os fazendeiros das suas próprias terras de cultivo. Nós não ouvimos sobre o bombardeamento e destruição por Israel de bairros inteiros usando tratores, tanques, bazucas, jatos F16 e os helicópteros Black Hawk.Em vez disto, nós ouvimos falar dos “homens bomba suicidas palestinos” com tanta intensidade que, hoje em dia a própria palavra “palestino” é sinônimo de “terrorista”. É importante lembrar que primariamente os palestinos estão armados apenas com pedras e estilingues. Talvez, também fosse importante ter-se em mente que “suicídio” é sempre um ato de desespero. Já é tempo de nos perguntarmos o que tem causado um desespero tão horrível que leve ao suicídio. (10) (11) (12) (13)
Jornalistas independentes estão arriscando suas vidas para criar documentários para que possamos ver com nossos próprios olhos o que a imprensa comprada não nos permite ver. Estes jornalistas estão gravando em vídeo tapes o que está acontecendo nas terra ocupadas por Israel e, também em outros países onde Israel, Estados Unidos e aliados estão invadindo e bombardeando lares e terras que pertences à cidadãos de outras nações, matando e ferindo civis desarmados. Agora, podemos assistir filmagens atuais do que está acontecendo e, depois de muitos anos de mentiras, nós podemos finalmente nos perguntar quem são realmente os terroristas.
Depois de passar algum tempo com os palestinos nos vídeos abaixo, imagine-se junto com a população, a maioria totalmente desarmada usando apenas as pedras e estilingues já mencionados, correndo, fugindo de tanques e outros veículos militares metralhando e despejando balas de canhão dirigidas aos prédios, lojas, barracas de frutas e povo.
A população de refugiados correndo onde muitos podem ser vistos carregando com eles sacolas de pão. Trata-se de uma visão difícil de esquecer. Ver o povo agarrado às suas sacolas de pão fugindo dos soldados Zionistas sugere que estes refugiados estão correndo com a esperança de que possam viver o suficiente para poderem fazer a sua próxima refeição.
Neste dia em particular, no vídeo abaixo, durante as filmagens uma criança de 6 anos não teve tanta sorte. Ela não viverá para poder ter a próxima refeição com sua família. Ela acompanhou seu pai até a padaria e esperou dentro do carro enquanto seu pai entrou na padaria para comprar o seu pão diário. Enquanto a criança esperava ela foi atingida por um tiro no peito e outro no estômago. Imagine-se como se sentirá um pai saindo da padaria e, encontrando seu filho que um minuto atrás, estava vibrante e cheio de vida, agora morrendo. Imagine-se carregando esta criança até o hospital numa tentativa inútil para salvar esta vida inocente. Imagine-se voltando para o seu carro para encontrá-lo todo ensangüentado com o sangue do seu filho morto. O pão ainda continua em cima do capô do carro no mesmo lugar onde você deixou.
Por favor, enquanto assistir este vídeo tenha em mente que o governo israelense estava “invadindo” Jenin quando estas atrocidades aconteceram. Israel não tem direitos legais para ocupar estas terras palestinas, usar munição contra refugiados nem tem direito legal para aterrorizá-los, criar “toque de recolher” assim como humilhá-los horrendamente. Também, tenha em mente que aqueles que defendem Israel insistem que não existe nenhum Holocausto acontecendo na Palestina.
O caminho para a paz na verdade é muito simples, até uma criança poderia entendê-lo e memorizá-lo. Um homem de paz que amou os palestinos o suficiente para andar entre eles, um homem de dignidade que chamava-se Jesus, um dia resumiu a coisa desta forma:“Ame uns aos outros da mesma forma que eu amo vocês.”

Birobidjan, a Capital da primeira nação moderna do povo judeu: Oblast Autônomo Judaico.



Brasão da Cidade de Birobidjan, Capital da Região Autônoma Judaica. 

Birobidjan em yiddish: ביראָבידזשאן. É a capital do Oblast (É uma subdivisão Federal administrativa) Autônomo Judaico da Rússia. (Yevreyskaya avtonomnaya oblast). A cidade é cortada pelos rios Bira e pelo Bidjan, na fronteira com a China, e é atravessado pela ferrovia Transiberiana,o que garante o contato entre Birobidjan e Moscou. Suas coordenadas são: 48°48′N 132°57′E. Segundo o censo de 2002, a cidade possui 77,250 habitantes. No livro O Exército de um Homem Só de Moacyr Scliar, os personagens principais migraram de Birobidjan para Porto Alegre, o livro conta a história do Império Russo e da União Soviética, sendo que os personagens principais são judeus e um deles é um comunista que sonha com um mundo livre, querendo fundar uma nova sociedade nas vizinhanças de Porto Alegre, com o nome de Nova Birobidjan.

A região foi criada em 1934 como 'Distrito Nacional Judaico', como resultado da política nacionalista de Josef Stalin, que designou à população judaica da Rússia seu próprio território, para que pudessem preservar seu patrimônio cultural iídiche dentro de uma estrutura socialista. Apesar do nome, apenas 1,2% da população de 190 400 habitantes é formada por judeus; 90% é formada por russos e o restante por ucranianos e chineses. Sua capital é Birobidjan.

Em 28 de Março de 1928, o “Presidium” do Comitê Executivo Geral da URSS baixou um decreto definindo como “Komzet” um território livre próximo ao rio Amur no extremo leste para assentamento de trabalhadores judeus. O decreto em verdade dava a entender :

"a possibilidade de estabelecimento de um território administrativo para os judeus nessa região”.

Em 20 de Agosto de 1930 o Comitê Executivo Geral da então RSFSR aceitou o decreto para “Formação da região nacional de Birobidjan numa estrutura de Território do Extremo Oriente”, considerado pelo Comitê de Planejamento do Estado como uma unidade economicamente separada. Em 1932 os primeiros números (orçamentos) para desenvolvimento de Birobidjan foram considerados e autorizados.



Brasão da Região Autônoma Judaica.

O brasão de armas da Região Autônoma Judaica é um escudo heráldica francês, de cor água-marinha russa (verde escuro). As partes superior e inferior do escudo estão marcados com riscas horizontais estreitas em branco-azul-branco. Todas as cores são iguais em largura, e são de 1/50 da altura do escudo. As listras azuis simbolizam os rios Bira e Bidzhan. O centro do escudo é estampado com um Ussurian tigre dourado com listras pretas em sua coloração natural. A figura do tigre é girada para a direita em direção ao espectador que simboliza uma história incomum e uma forma original de desenvolvimento da Região.

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Plínio Salgado.