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domingo, 15 de março de 2026

A República da Espada no Brasil: governos de Deodoro e Floriano

A chamada República da Espada foi o período inicial da República no Brasil, marcado pelo governo de militares logo após a queda da monarquia. Esse período ocorreu entre 1889 e 1894 e recebeu esse nome porque os dois primeiros presidentes eram marechais do Exército. 

A República foi proclamada em 15 de novembro de 1889 por Deodoro da Fonseca, encerrando o governo de Dom Pedro II e o período do Império do Brasil. Após a proclamação, Deodoro assumiu o governo provisório e iniciou a organização do novo regime republicano. Durante esse período foi elaborada e promulgada a Constituição Brasileira de 1891, que estabeleceu o sistema presidencialista e o federalismo no país. O governo de Deodoro da Fonseca enfrentou diversas dificuldades políticas e econômicas, incluindo a crise financeira conhecida como Encilhamento. Além disso, houve conflitos entre o presidente e o Congresso Nacional, o que gerou grande instabilidade política. Em 1891, diante da pressão política e militar, Deodoro renunciou ao cargo de presidente. 

Após sua renúncia, assumiu o vice-presidente Floriano Peixoto. O governo de Floriano foi marcado por forte centralização de poder e repressão a revoltas. Durante seu mandato ocorreram conflitos importantes, como a Revolta da Armada e a Revolução Federalista no sul do Brasil. Floriano Peixoto ficou conhecido como “Marechal de Ferro” devido à sua postura firme diante das rebeliões. Seu governo também buscou fortalecer a autoridade da República e garantir a manutenção do novo regime político. Apesar das tensões, a República da Espada foi fundamental para consolidar a mudança do sistema monárquico para o republicano no Brasil. Esse período marcou o início de profundas transformações políticas e institucionais no país. Após o governo de Floriano Peixoto, iniciou-se a chamada República Oligárquica, com maior participação das elites agrárias no poder. Assim, a República da Espada representou uma fase de transição e consolidação do novo regime republicano brasileiro.

Você quer saber mais?

CARVALHO, José Murilo de. Os Bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2013.

SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. 

Conceito de Estado, Nação e Território

O conceito de Estado refere-se a uma organização política soberana que exerce autoridade sobre uma população dentro de um espaço geográfico definido. O Estado possui instituições responsáveis por administrar a sociedade, criar leis e garantir a ordem interna e a defesa externa. Em geral, considera-se que o Estado é formado por três elementos básicos: população, território e governo. A ideia moderna de Estado foi fortalecida a partir do Tratado de Vestfália, assinado em 1648, que consolidou o princípio da soberania dos países.

A nação é um conceito relacionado à identidade coletiva de um povo. Ela envolve elementos culturais, históricos, linguísticos e simbólicos compartilhados por um grupo de pessoas que se reconhecem como parte de uma mesma comunidade. Diferente do Estado, a nação não depende necessariamente de fronteiras políticas, pois um mesmo povo pode estar distribuído em diferentes países. Assim, a nação está mais ligada ao sentimento de pertencimento e à identidade cultural de um grupo.

Já o território corresponde ao espaço geográfico sobre o qual um Estado exerce sua soberania. Esse espaço inclui o solo, o subsolo, as águas e o espaço aéreo dentro de limites reconhecidos internacionalmente. O território é fundamental para a existência do Estado, pois é nele que o governo aplica suas leis e exerce sua autoridade. Além disso, o território também pode possuir grande importância econômica, estratégica e cultural para a população que vive nele.

A Independência dos Estados Unidos e a Formação de uma Nova Nação

A independência dos Estados Unidos foi um processo histórico que ocorreu no final do século XVIII e marcou profundamente a história política do mundo ocidental. As Treze Colônias da América do Norte eram controladas pela Grã-Bretanha, que exercia forte controle econômico e político sobre a região. Após a Guerra dos Sete Anos, o governo britânico passou a impor novos impostos às colônias para recuperar suas finanças. Entre essas medidas estavam leis como o Stamp Act e o Tea Act, que provocaram grande insatisfação entre os colonos. Um dos episódios mais marcantes desse período foi a Boston Tea Party, quando colonos protestaram contra os impostos britânicos jogando carregamentos de chá no mar. A tensão aumentou e, em 1775, iniciou-se a Guerra da Independência dos Estados Unidos entre os colonos e as forças britânicas. Durante o conflito, os colonos organizaram um exército liderado por George Washington

Em 1776, representantes das colônias reunidos no Congresso Continental aprovaram a Declaração de Independência dos Estados Unidos, documento redigido principalmente por Thomas Jefferson e que também contou com a participação de líderes como Benjamin Franklin e John Adams. Esses líderes ficaram conhecidos como os Pais Fundadores, pois tiveram papel central na criação do novo país. A guerra continuou por vários anos, contando inclusive com o apoio da França aos colonos. Em 1783, com o Tratado de Paris de 1783, a Grã-Bretanha reconheceu oficialmente a independência das colônias. Após a vitória, surgiu o desafio de organizar politicamente o novo Estado. 

Em 1787 foi elaborada a Constituição dos Estados Unidos, considerada uma das mais importantes da história moderna. Ela estabeleceu um sistema republicano e federalista, dividindo o poder em três ramos: executivo, legislativo e judiciário. Esse modelo buscava evitar abusos de poder e garantir equilíbrio político. A constituição também foi complementada posteriormente pela Declaração de Direitos, que assegurou liberdades fundamentais aos cidadãos. Assim, a independência dos Estados Unidos não foi apenas uma ruptura colonial, mas também a criação de um novo modelo político que influenciou diversas revoluções e constituições ao redor do mundo.

Você quer saber mais?

HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções: 1789–1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

KARNAL, Leandro. História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI. São Paulo: Contexto.

MORISON, Samuel Eliot; COMMAGER, Henry Steele. The Growth of the American Republic. Oxford University Press.

WOOD, Gordon S. The American Revolution: A History. New York: Modern Library.