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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O valor da filosofia romana para o mundo

A filosofia romana teve grande importância para a formação do pensamento ocidental, principalmente porque os romanos souberam conhecer, adaptar e desenvolver muitas ideias que haviam surgido entre os gregos. Mais do que criar uma filosofia completamente diferente, os pensadores romanos procuraram relacionar a reflexão filosófica com os problemas do cotidiano, como a política, a moral, a amizade, a justiça, a felicidade e a maneira de enfrentar as dificuldades da vida. Por isso, suas ideias continuaram sendo estudadas durante muitos séculos e ainda podem ser encontradas em debates sobre ética, comportamento e vida em sociedade.

Entre os principais nomes está Cícero, que viveu no século I a.C. e escreveu sobre política, justiça, deveres e comportamento moral. Suas obras ajudaram a transmitir ideias da filosofia grega para o mundo romano e, posteriormente, para pensadores europeus. Outro importante filósofo foi Sêneca, conhecido principalmente por suas reflexões ligadas ao estoicismo. Para ele, era importante aprender a controlar as paixões, agir com equilíbrio e enfrentar as dificuldades com coragem e sabedoria. Já Epicteto, embora tenha nascido escravizado e vivido no mundo romano, ensinava que devemos concentrar nossa atenção naquilo que está sob nosso controle, procurando agir de maneira correta diante das situações que não podemos mudar.

Também podemos destacar Marco Aurélio, imperador romano e autor de Meditações. Em seus escritos, refletiu sobre a responsabilidade, a disciplina, o respeito pelas outras pessoas e a necessidade de manter a serenidade diante dos acontecimentos da vida. Assim, a filosofia romana deixou como contribuição uma forma de pensar que aproximava a reflexão filosófica das experiências humanas do dia a dia. Seu valor para o mundo está justamente nessa capacidade de nos fazer pensar sobre nossas escolhas, nossas responsabilidades e nossa convivência com os outros. Mesmo depois de tantos séculos, as perguntas feitas pelos filósofos romanos continuam atuais, mostrando que a filosofia não pertence apenas ao passado, mas pode ajudar cada geração a compreender melhor o ser humano e a sociedade.

Você quer saber mais?

CÍCERO, Marco Túlio. Dos deveres. São Paulo: Martin Claret, 2002.

SÊNECA, Lúcio Aneu. Sobre a brevidade da vida. São Paulo: L&PM, 2007.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A religiosidade na Roma Antiga

A religião fazia parte da vida dos romanos e estava presente nas casas, nas ruas e nos espaços públicos. Os romanos acreditavam em vários deuses, cada um relacionado a diferentes aspectos da vida, da natureza e da sociedade. Júpiter era considerado o principal deus romano, ligado ao céu, aos raios e à proteção de Roma. Juno, sua esposa, estava relacionada ao casamento, às mulheres e à proteção da família. Minerva representava a sabedoria, o conhecimento, as artes e também a estratégia na guerra. Júpiter, Juno e Minerva formavam a Tríade Capitolina, um grupo muito importante na religião romana. Marte era o deus da guerra e tinha grande importância para os romanos, que valorizavam muito suas conquistas militares. Vênus estava ligada ao amor, à beleza e à fertilidade, sendo também considerada uma ancestral do povo romano. Netuno era o deus dos mares e das águas, enquanto Mercúrio estava relacionado ao comércio, às viagens e aos mensageiros. Baco, por sua vez, era associado ao vinho, às festas e à diversão. 

Além desses deuses, as famílias romanas também cultuavam os Lares e Penates, considerados protetores da casa e da família. Os romanos faziam orações, ofereciam alimentos e outros presentes aos deuses e realizavam festas e sacrifícios em sua homenagem. Com a expansão de Roma, os romanos conheceram diferentes povos e passaram a incorporar divindades e costumes de outras culturas. Por isso, a religião romana foi se transformando ao longo do tempo, reunindo tradições de diferentes lugares.

Os templos romanos eram lugares construídos para homenagear os deuses e tinham grande importância na vida religiosa de Roma. Neles eram colocadas estátuas das divindades e realizadas orações, oferendas e cerimônias religiosas. Muitos templos ficavam em locais de destaque e chamavam atenção por suas colunas, escadarias e grandes construções. A arquitetura recebeu influência dos gregos, mas os romanos desenvolveram suas próprias formas de construir e decorar esses espaços. Um dos templos mais conhecidos é o Panteão, localizado em Roma, que impressiona até hoje por sua grande cúpula e pela qualidade de sua construção.

Você quer saber mais?

BEARD, Mary. SPQR: uma história da Roma Antiga. São Paulo: Planeta, 2017.

FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2002.

domingo, 28 de setembro de 2025

Império Romano

 O Império Romano foi uma das mais importantes civilizações da história, exercendo grande influência sobre a política, a cultura, a economia e a arte de seu tempo. Fundado em 27 a.C., quando Otávio Augusto tornou-se o primeiro imperador, o Império expandiu-se por vastos territórios da Europa, Norte da África e Oriente Médio. A administração romana era organizada e eficiente, com uma complexa rede de estradas, aquedutos e cidades planejadas, permitindo a integração de povos diversos.

O exército romano era uma das principais forças do Império, sendo responsável por conquistar e manter territórios, além de proteger fronteiras. A sociedade romana era estruturada em classes, incluindo patrícios, plebeus, escravos e libertos, cada uma com direitos e deveres específicos. A religião inicialmente politeísta influenciou profundamente a cultura, mas, com o tempo, o Cristianismo se tornou a religião oficial.

A economia romana baseava-se na agricultura, comércio e tributos das províncias conquistadas, possibilitando o enriquecimento da elite. O direito romano, com suas leis e códigos, influenciou sistemas jurídicos em diversos países até hoje. A arte e a arquitetura romanas, como o Coliseu, o Panteão e o Fórum Romano, refletem habilidade técnica e gosto estético refinado.

Durante séculos, o Império enfrentou crises políticas, sociais e econômicas, que culminaram em sua divisão em Império Romano do Ocidente e do Oriente. O Império do Ocidente caiu em 476 d.C., enquanto o Oriente, conhecido como Império Bizantino, perdurou até 1453. O legado romano é perceptível na língua, na arquitetura, na legislação e nos costumes contemporâneos.

Você quer saber mais?

CARR, E. H. História da Civilização Romana. Rio de Janeiro: Zahar, 1992.

FERRARI, L. O Mundo Romano: História, Cultura e Sociedade. São Paulo: Contexto, 2007.

WARD-PERKINS, B. A Queda de Roma e o Fim da Civilização. São Paulo: Unesp, 2006.

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

A República Romana

 A República Romana foi instaurada em 509 a.C., após a queda da monarquia etrusca e a expulsão do rei Tarquínio, o Soberbo. Esse período durou até 27 a.C., quando se consolidou o poder de Otávio Augusto e teve início o Império Romano. Durante a República, Roma estruturou um sistema político que buscava evitar a concentração de poder em uma única figura, como ocorrera na monarquia.

O governo republicano era exercido por magistraturas anuais e colegiadas, ou seja, os cargos tinham tempo limitado e eram compartilhados. Entre os principais magistrados estavam os cônsules, responsáveis pelo comando militar e administrativo, e os pretores, que cuidavam da justiça. Já os questores e edís atuavam em áreas financeiras e de manutenção da cidade.

A sociedade romana era marcada pela divisão entre patrícios, membros da aristocracia, e plebeus, que inicialmente eram excluídos das decisões políticas. Essa exclusão gerou as chamadas Lutas entre Patrícios e Plebeus, que resultaram em importantes conquistas sociais, como a criação do Tribunato da Plebe (494 a.C.), a publicação da Lei das Doze Tábuas (450 a.C.) e, mais tarde, o acesso às magistraturas.

O Senado, formado majoritariamente por patrícios, possuía enorme influência, orientando a política externa, controlando as finanças e servindo como conselho dos magistrados. Com o tempo, a República expandiu-se territorialmente, conquistando a Península Itálica e, depois, enfrentando grandes inimigos, como Cartago nas Guerras Púnicas (264–146 a.C.), que garantiram a supremacia romana no Mediterrâneo.

No entanto, a República também foi marcada por crises internas, decorrentes da desigualdade social, do acúmulo de terras nas mãos da nobreza e da ascensão de líderes militares poderosos, como Mário, Sula, Pompeu e Júlio César. A ditadura de César (49–44 a.C.) abalou as instituições republicanas, e seu assassinato abriu caminho para novas guerras civis.

Finalmente, em 27 a.C., o Senado concedeu a Otávio, sobrinho e herdeiro de César, o título de Augusto, marcando o fim da República e o início do Império Romano, que transformaria Roma na maior potência da Antiguidade.

Você quer saber mais?

LIVIO, Tito. História de Roma. São Paulo: Paumape, 1990.

FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Roma: vida pública e privada. São Paulo: Contexto, 2014.

GRIMAL, Pierre. História de Roma. Lisboa: Edições 70, 2009.

A Monarquia Romana

 A Monarquia Romana foi a primeira fase da história de Roma, tradicionalmente datada de 753 a.C., ano da fundação da cidade, até 509 a.C., quando a monarquia foi abolida e instaurada a República. Nesse período, Roma foi governada por sete reis, conforme a tradição preservada por autores como Tito Lívio. Os três primeiros – Rômulo, Numa Pompílio e Túlio Hostílio – foram de origem latina ou sabina, refletindo a diversidade étnica da região do Lácio.

A partir do século VII a.C., Roma passou a sofrer forte influência dos Etruscos, povo que habitava a região da Etrúria, ao norte do Lácio. Os reis etruscos, como Tarquínio Prisco (616–579 a.C.) e Sérvio Túlio (578–534 a.C.), introduziram importantes inovações urbanas, como a construção de muralhas, templos, o esgoto Cloaca Máxima e a organização do exército. Também fortaleceram o poder real, aproximando-o de um modelo mais aristocrático, em que os grandes clãs, os patrícios, ganhavam cada vez mais prestígio político.

Durante o reinado de Sérvio Túlio, houve reformas sociais e a primeira organização censitária, que dividia a população segundo sua riqueza, preparando a ascensão da aristocracia. Entretanto, foi no reinado de Tarquínio, o Soberbo (534–509 a.C.), que se consolidou o desgaste da monarquia. Conhecido por seu governo autoritário e violento, ele afastou o apoio dos patrícios e entrou em conflito com a nobreza romana.

O estopim para o fim da monarquia foi o episódio da violência contra Lucrécia, jovem patrícia que, após ser violentada por Sexto Tarquínio, filho do rei, suicidou-se. O fato revoltou a aristocracia, que liderou uma revolta sob comando de Lúcio Júnio Bruto. Em 509 a.C., Tarquínio foi deposto e exilado, dando lugar à criação da República Romana, marcada pela ascensão política dos patrícios e pela exclusão inicial dos plebeus das magistraturas.

Assim, a monarquia romana terminou como consequência da tensão entre os reis etruscos e a aristocracia local. A partir de então, Roma entrou em uma nova etapa de sua história, em que o poder real foi substituído por magistraturas anuais e colegiadas, preservando o prestígio dos patrícios e deixando a monarquia apenas como lembrança de um passado fundacional.

Você quer saber mais?

LIVIO, Tito. História de Roma. São Paulo: Editora Paumape, 1990.

GRIMAL, Pierre. História de Roma. Lisboa: Edições 70, 2009.

FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Roma: vida pública e privada. São Paulo: Contexto, 2014.

domingo, 11 de agosto de 2024

Origem da civilização romana

 A Loba Capitolina - o símbolo de Roma.  A lenda dos irmãos Rômulo e Remo originou uma escultura que veio a se tornar o símbolo de Roma: a Loba Capitolina.

O Império Romano é considerado o maior civilização da história ocidental. Durou cinco séculos: começou em 27 a.C. e terminou em 476 d.C. Estendia-se do Rio Reno para o Egito, chegava à Grã-Bretanha e à Ásia Menor. Assim, estabelecia uma conexão com a Europa, a Ásia e África. Uma das estórias sobre a fundação de Roma é a célebre lenda dos irmãos gêmeos, Rômulo e Remo, que viveram em 753 a.C.   Segundo historiadores, Roma surgiu a partir de um grupamento de pastores que viviam às margens do Rio Tibre. É essa a região geográfica que corresponde hoje à Itália. No decorrer do século VI a.C., Roma ficou sob a direção dos etruscos, de origens gregas. A liberdade foi conquistada gradualmente, quando se transformou numa cidade-estado onde a forma de poder exercida era a monarquia. Com as constantes desavenças entre os reis, os romanos experimentaram a república, entre 509 a.C. e 30 a.C. Nesta época, Roma passou a exercer forte poder colonial, político e militar.

Rômulo e Remo

Rômulo e Remo são dois irmãos gêmeos que, segundo a mitologia romana, estão diretamente ligados à fundação de Roma, tendo sido Rômulo especificamente o fundador da cidade. Segundo a lenda, filhos do Rei Marte e de Reia, os irmãos foram atirados a um rio para morrerem afogados. No entanto, acabaram por sobreviver e foram encontrados na margem do Rio Tibre por uma loba que passou a amamentá-los. Posteriormente, foram encontrados por um pastor de ovelhas chamado Fáustulo, que os criou como filhos.

A história de Rômulo e Remo

De acordo com a lenda de Rômulo e Remo, eles eram filhos do Deus grego Ares (também chamado de Marte) e de Reia Sílvia, mortal filha de Numitor, Rei de Alba Longa. Numitor havia sido deposto por Amúlio, seu próprio irmão, que obrigou sua sobrinha Reia a integrar o grupo das Virgens Vestais.  As vestais eram sacerdotisas com idade entre os 6 e os 10 anos, que cultuavam a deusa romana Vesta e faziam voto de castidade, servindo a ela durante 30 anos.  A intenção de Amúlio era dar fim a qualquer descendência de Numitor, evitando que sua sobrinha pudesse gerar futuros requerentes do trono, já ele próprio tinha interesse em reinar. No entanto, seduzida pelo Deus Marte, Reia acabou por engravidar e deu à luz os gêmeos Rômulo e Remo. Furioso, Amúlio ordenou que os bebês fossem atirados ao rio para morrerem afogados. 

O cesto onde estavam os bebês, no entanto, foi parar à margem do rio e os irmãos foram encontrados por uma loba que passou a amamentá-los. Posteriormente, um pastor de ovelhas chamado Fáustulo encontrou os irmãos perto da entrada de uma caverna e, com sua esposa, criou os meninos como filhos.

Quem são os fundadores de Roma na mitologia?

Segundo a mitologia romana, embora Rômulo e Remo estejam diretamente ligados à fundação de Roma, o fundador propriamente dito foi Rômulo. Já em idade adulta, Remo teve um desentendimento com um pastor local e, por esse motivo, foi entregue ao então Rei Amúlio, que fez dele prisioneiro.  Com isso, o pai adotivo Fáustulo falou sobre a ascendência dos irmãos ao gêmeo de Remo, Rômulo, que partiu para resgatar o irmão.  Depois de libertar Remo, Rômulo matou o então regente Amúlio e os cidadãos locais ofereceram a coroa de Alba Longa aos irmãos, que preferiram devolver o trono ao avô Numitor e fundar uma cidade própria em outro local.  Os irmãos entraram em desacordo sobre qual seria o local ideal; enquanto Rômulo escolheu a região do Monte Palatino, Remo optou pelo Monte Aventino.  Como não chegaram a um consenso, os irmãos optaram por decidir através de um auspício, que consiste no ato de observar as aves de forma a receber resposta através de um sinal dos deuses.  Rômulo afirmou ter visto 12 pássaros sobre o Monte Palatino, enquanto Remo afirmou ter visto 6 sobre o Monte Aventino, o que veio a significar a vitória de Rômulo.

A morte de Remo e o reinado de Rômulo

Na disputa pela decisão do local ideal para a construção de uma nova cidade, Remo não aceitou de bom grado a vitória do irmão, que prontamente começou a construção de uma muralha ao redor do local de sua escolha: o Monte Palatino. Remo respondeu à construção do irmão com bastante ironia, debochando e rindo constantemente dela e da cidade do irmão.  Em dado momento, chegou a subir na muralha com uma atitude jocosa e irônica, o que despertou a fúria de Rômulo que acabou por matar o irmão.  Algumas versões da morte de Remo apresentam um desfecho diferente. Uma afirma que quem matou Remo foi um apoiador de Rômulo e outra relata que, na verdade, Remo acabou por cair da muralha vindo a falecer. Essa versão é interpretada como um sinal do poder dos deuses de Roma.  No dia da morte de Remo, em 21 de abril de 753 a.C. acontece a fundação de Roma pelas mãos de Rômulo.

Você quer saber mais?

ALFÖLDY, Géza. A História Social de Roma. Lisboa: Editorial Presença, 1989.

ARAÚJO, Sônia Rebel de; CARDOSO, Ciro Flamarion. A Sociedade Romana do Alto Império. In: MENDES, Norma Musco; SILVA, Gilvan Ventura da. (Orgs.). Repensando o Império Romano: perspectiva socioeconômica, política e cultural. Rio de Janeiro: Mauad; Vitória, ES: EDUFES, 2006.

AZEVEDO, Sarah Fernandes Lino de. Tácito e a História Magistra Vitae: Um historiador do Império? In: FAVERSANI, Fábio; JOLY, Fábio Duarte (Orgs.). As formas do Império Romano. Mariana: UFOP, 2014.

BARTH, Fredrik. Introducción. In: BARTH, F. (org.), Los grupos étnicos y sus fronteras. México: Fondo de Cultura Económica 1976.

BENARIO, Herbert W. The Annals. In: PAGÁN, Victoria Emma (Ed.). A Companion to Tacitus. Oxford: Blackwell Publishing, 2012.

BIRLEY, Anthony Richard. The Agricola. In: WOODMAN, Anthony John. (Ed.). The Cambridge Companion to Tacitus. Cambridge: Cambridge University Press, 2009.

BRAUND, David. Ruling Roman Britain: kings, queens, governors and emperors from Julius Caesar to Agricola. Abingdon: Routledge, 1996.

BUSTAMANTE, Regina Maria da Cunha. Práticas Culturais no Império Romano: entre a unidade e a diversidade. In: MENDES, Norma Musco; SILVA, Gilvan Ventura da. (Orgs.). Repensando o Império Romano: perspectiva socioeconômica, política e cultural. Rio de Janeiro: Mauad; Vitória, ES: EDUFES, 2006.

CATROGA, Fernando. Memória, História e Historiografia. Coimbra: Quarteto, 2001.