A Revolução Puritana ocorreu na Inglaterra entre 1640 e 1649 e foi resultado de conflitos políticos, sociais e religiosos entre o rei e o Parlamento. O rei Carlos I defendia o absolutismo e acreditava governar por direito divino, enquanto o Parlamento desejava limitar seu poder. Além da disputa política, havia tensões religiosas entre anglicanos, puritanos e católicos. Muitos puritanos criticavam a influência da Igreja Anglicana e apoiavam maior participação política. Quando Carlos I tentou governar sem convocar o Parlamento, a crise se agravou e iniciou-se uma guerra civil. Os parlamentares organizaram um exército forte liderado por Oliver Cromwell. Esse grupo, conhecido como “Cabeças Redondas”, enfrentou o exército real. Após anos de conflito, as forças do Parlamento venceram. Em 1649, Carlos I foi julgado por traição e executado. A monarquia foi abolida temporariamente e a Inglaterra tornou-se uma república liderada por Cromwell.
A Revolução Gloriosa aconteceu em 1688 e representou uma mudança política importante na Inglaterra. Diferente da revolução anterior, ela ocorreu quase sem violência, por isso recebeu o nome de “gloriosa”. O rei Jaime II era católico e buscava fortalecer o poder absolutista. Isso gerou grande preocupação entre parlamentares protestantes e parte da população. Temendo a volta do absolutismo, líderes políticos convidaram Guilherme de Orange, governante protestante da Holanda, para assumir o trono inglês. Guilherme chegou à Inglaterra com apoio militar e político. Diante da pressão, Jaime II fugiu do país, evitando uma guerra. Guilherme e sua esposa Maria assumiram o trono. Em 1689 foi aprovado o Bill of Rights, documento que limitava o poder do rei e garantia maior autoridade ao Parlamento. A partir desse momento consolidou-se a monarquia parlamentar inglesa, considerada um passo importante para o desenvolvimento das ideias liberais e para a formação de sistemas políticos baseados em leis e na participação do Parlamento.
Você quer saber mais?
HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções: 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012.
HILL, Christopher. O mundo de ponta-cabeça: ideias radicais durante a Revolução Inglesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História geral e do Brasil. São Paulo: Scipione, 2013.
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