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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Nossa sociedade está morrendo de ausência! Ausência de que?

Estamos diante do Crepúsculo de uma Civilização ou da Aurora de uma Ordem Nova e Integral. Imagem: Prisioneiro do Poder.

Alguma coisa está ausente do mundo. Sim: o mundo está separado de alguma coisa. Há na sua tormenta, na agitação dos dias presentes, essa vaga inquietação indefinível, esse mal-estar que não se compreende bem. Referve no “complexus” universal o limbo de todos os desejos e as tendências de todas as exaltações. Uma superexcitação nervosa passa como um calafrio sobre a superfície aflita da terra.

E não se sabe ao certo se a humanidade vive num crepúsculo, na indecisão das formas e das cores, na confusão de todos os aspectos, da hora melancólica do anoitecer; ou se já nestes anseios frementes vibra a germinação de novas auroras.

No fundo de todas as angústias das Nacionalidades e das massas populares, o que é fora de dúvida é que se percebe um desequilíbrio, em tentativas supremas para uma recomposição de ritmos e de harmonias.

De que mal sofre o mundo?

Para se compreender as surdas revoltas das multidões;  para se penetrar na psicologia agitada dos governos; para se surpreender o lineamento preponderante de uma literatura de confusão, de uma filosofia de perplexidade, de uma política de desconfiança, de uma atitude de recíprocos rancores;  para se procurar a incógnita do mundo contemporâneo, - não temos mais do que examinar o caso particular de cada um de nós, ou dos que nos rodeiam.

Então, nós logramos descobrir algo que nos esclarece o entendimento, como que uma suave mão guia o nosso raciocínio através das sombras. E o mistério da hora presente se revela no mistério de cada drama pessoal.

O mundo está morrendo de ausência do “espírito”.

Ausência do “espírito”...

Como é fácil e, ao mesmo tempo, difícil compreender o que seja o “espírito”! É preciso ter uma noção integral da própria criatura humana. E a humanidade de hoje perdeu completamente o senso da personalidade, o sentido das proporções e dos limites, a percepção da harmonia das formas, a intuição dos equilíbrios exatos, o sentimento das euforias perfeitas.

Como definir a alma, se todos se esqueceram dela, completamente, numa civilização em que só se cultivou a matéria?  Como entendê-la, se ela fala uma linguagem tão diversa do idioma falado por criaturas que fizeram da vaidade, da exibição, do egoísmo mais torpes e dos orgulhos mais imbecis, toda a razão da sua vida?

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.