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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

PELO DESTINO DO BRASIL E PELAS FORÇAS ÍNTIMAS DA NACIONALIDADE.

Revista Anauê!,agosto de 1935, nº 18, p. 8. Acervo da Fundação Biblioteca Nacional – Brasil

Destino dos povos, vontade desconhecida, que ages no fundo das Eras, através das transformações numerosas e constantes do Espírito do Tempo e das fisionomias da Terra;

Forças providencial, que determinaste as mingrações das raças e tangeste nações em marchas de conquistas, fundando as religiões e estabelecendo os impérios;

Tenhas partido da Ásia, ou hajas ali renascido da morte de civilizações milenárias, és tão eterna como o roteiro dos astros, e és agora tão viva no nosso amargurado século XX como estavas presente quando nasceram os primeiros “deuses”.

Destino dos povos revelado na ânsia de destruir dos exércitos de Tamerlão e de Cambises, de Gêngis-Khan e de Átila; ou anunciado na febre das construções que deixaram no Egito, em Babilônia, na Grécia e em Roma, os sinais das grandes épocas...

Tu, que conduzes os povos, que modificas as cartas geográficas, que derrubas e ergues os tiranos, que oprimes as multidões em obediência a teus secretos desígnios, e, como as oprimes, as elevas, na glória das civilizações.

Tu, Destino Misterioso, que conduziste, pelo deserto, Moisés e o seu povo, dando-lhes água e maná, mas, sobretudo, ofertando-lhes a deliciosa dádiva da esperança; ti Que estiveste presente em todos os tempos na guerra ou na paz, na destruição e na construção; nas catacumbas de Roma; no anoitecer do império latino; lusco-fusco da Idade Média; nos laboratórios dos alquimistas; nas medições dos filósofos; nas rivalidades dos reis; nas guerras das religiões, na epopéia das descobertas iluminando o caminho dos navegadores; no desbravamento das matas virgens dos continentes virgens; nos rios de sangue da Revolução Francesa; no grande sonho romântico do século passado; nas descobertas científicas, que vieram do machado de pedra à época do rádio; e chegaste, até nós, neste momento angustioso para a sociedade contemporânea.

Tu, Destino dos Povos, dá ao Brasil o seu instante de afirmação, proporciona-lhe a hora da sua palavra ao Mundo.

Que missão estará reservada a esta grande Pátria? Que contribuição trará ela à Humanidade do Futuro? Tudo nos indica que se desafogarão em nós, e aqui desaparecerão, todos os ódios de raças ou de religiões, de classes ou de nacionalidades; e um tipo de humanidade melhor poderá surgir na Terra Jovem.

É preciso, entretanto, para que um dia tenhamos o dom da palavra, que não deixemos aqui predominar nenhuma das feições já definidas da velha civilização que agoniza, depois da Grande Guerra, porque o seu ciclo está definitivamente encerrado...

É necessário que o brasileiro se expanda, de forma que não se anulem, sob as influências cosmopolitas, as forças íntimas que estão no recesso do seu espírito e são a garantia da sua própria personalidade.




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SALGADO, Plínio. A quarta Humanidade. São Paulo: Ed. Das Américas, 1957.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.