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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Mapa mental: Florestas e chuvas


 

Eras Geológicas da Terra

A história da Terra é dividida em diferentes eras geológicas, que representam grandes intervalos de tempo marcados por transformações significativas na crosta terrestre, no clima e na vida. Essa divisão faz parte da escala do tempo geológico, que permite compreender a evolução do planeta ao longo de aproximadamente 4,6 bilhões de anos. As principais eras são: Pré-Cambriana, Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica.

A Era Pré-Cambriana é a mais longa, compreendendo cerca de 90% da história da Terra. Durante esse período, formaram-se as primeiras rochas, os oceanos e a atmosfera primitiva. Surgiram também as primeiras formas de vida unicelulares, como bactérias e algas. Foi nessa era que se consolidou a base para o desenvolvimento dos continentes e dos ecossistemas futuros.

A Era Paleozoica, iniciada há cerca de 540 milhões de anos, ficou conhecida pela explosão cambriana, quando ocorreu uma grande diversificação da vida nos mares. Nesse período surgiram os primeiros peixes, insetos e plantas terrestres. No final dessa era, formou-se o supercontinente Pangeia, seguido por uma das maiores extinções em massa da história.

Na Era Mesozoica, também chamada de “Era dos Répteis”, dominaram os dinossauros e surgiram as primeiras aves e mamíferos. Foi uma época de intenso movimento das placas tectônicas, que iniciou a separação dos continentes. Essa era terminou há cerca de 66 milhões de anos, com a extinção dos dinossauros, provavelmente causada pela queda de um asteroide.

Por fim, a Era Cenozoica, conhecida como “Era dos Mamíferos”, é o período em que vivemos. Nela, os mamíferos e as aves se diversificaram, e os continentes assumiram sua configuração atual. Durante o Quaternário, surgiram os seres humanos e ocorreram grandes mudanças climáticas, como as glaciações.

O estudo das eras geológicas permite compreender como os processos naturais moldaram o planeta e influenciaram a evolução da vida. Entender essas transformações é essencial para interpretar o presente e projetar o futuro da Terra.

Você quer saber mais?

ALMEIDA, Fernando Flávio Marques de. Geologia do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2012.

COX, Allan; HART, Richard B. Plate Tectonics: How it Works. Oxford: Blackwell Science, 2009.

ICG – International Commission on Stratigraphy. International Chronostratigraphic Chart. 2023. Disponível em: https://stratigraphy.org/chart. Acesso em: 7 nov. 2025.

PRESS, Frank; SIEVER, Raymond; GROTZINGER, John; JORDAN, Thomas H. Para entender a Terra. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.

STANLEY, Steven M. Earth System History. 4. ed. New York: W. H. Freeman and Company, 2015.

Tipos de Florestas

As florestas são ecossistemas fundamentais para a manutenção da vida no planeta, pois abrigam grande diversidade de espécies e desempenham papel essencial na regulação do clima. Existem diferentes tipos de florestas no mundo, classificadas de acordo com o clima, a vegetação e a localização geográfica. Entre as principais, destacam-se as florestas tropicais, temperadas e boreais.

As florestas tropicais ocorrem em regiões quentes e úmidas, próximas à linha do Equador. No Brasil, o exemplo mais conhecido é a Floresta Amazônica, a maior floresta tropical do mundo, que abriga enorme biodiversidade e desempenha papel crucial na absorção de dióxido de carbono. Já as florestas temperadas são encontradas em regiões de clima moderado, com estações bem definidas. Nelas, as árvores perdem as folhas no outono e voltam a brotar na primavera, como ocorre em partes da América do Norte, Europa e Ásia.

Por fim, as florestas boreais, também chamadas de taigas, predominam em regiões frias do hemisfério norte, como Canadá, Rússia e Escandinávia. São compostas principalmente por coníferas, adaptadas a longos invernos e baixas temperaturas.

Cada tipo de floresta possui características ecológicas próprias e importância ambiental única. A conservação desses ecossistemas é essencial para garantir o equilíbrio climático, a proteção da biodiversidade e o bem-estar das futuras gerações.

Você quer saber mais?

IBGE. Biomas e Sistema Costeiro-Marinho do Brasil: compatível com a escala 1:250 000. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2019. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 7 nov. 2025.

MARTINS, Lilian; RODRIGUES, Ricardo. Ecologia de florestas tropicais do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015.

ODUM, Eugene P. Ecologia. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

Processo de urbanização no Brasil

 O processo de urbanização no Brasil foi um fenômeno intenso e acelerado, especialmente a partir da segunda metade do século XX. Até o início do século XX, o país era predominantemente rural, com a maior parte da população vivendo no campo e dependendo da agricultura. No entanto, com a industrialização e a modernização econômica, as cidades começaram a atrair cada vez mais pessoas em busca de trabalho e melhores condições de vida.

Durante o governo de Getúlio Vargas, na década de 1930, a industrialização se intensificou, concentrando-se principalmente nas regiões Sudeste e Sul. Essa concentração gerou fluxos migratórios internos, com milhões de pessoas deixando o campo para viver nas cidades. A partir da década de 1950, com a construção de Brasília e o avanço das políticas desenvolvimentistas, o processo de urbanização se expandiu para outras regiões do país.

Entretanto, o crescimento urbano ocorreu de forma desordenada e desigual. As cidades brasileiras cresceram mais rápido do que sua infraestrutura podia acompanhar, resultando em problemas como favelização, falta de saneamento básico, desemprego e violência. A desigualdade social, já marcante no campo, foi reproduzida e agravada nos centros urbanos.

Nas últimas décadas, a urbanização brasileira se consolidou: mais de 85% da população vive atualmente em áreas urbanas. Apesar de avanços em mobilidade, moradia e serviços, desafios persistem, como a ocupação irregular do solo e a degradação ambiental. Assim, o processo de urbanização no Brasil reflete tanto o desenvolvimento econômico quanto as profundas contradições sociais que ainda marcam o país.

Você quer saber mais?

IBGE. Censo Demográfico 2022: resultados gerais da amostra. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2023. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 7 nov. 2025.

SANTOS, Milton. A urbanização brasileira. 5. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013.

MARICATO, Ermínia. O impasse da política urbana no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2011.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

América Anglo-Saxônica

A América Anglo-Saxônica é formada principalmente por dois países: Estados Unidos e Canadá. Essa região está localizada na porção norte do continente americano e é chamada de "anglo-saxônica" por causa da forte influência da língua inglesa e da cultura britânica em sua formação histórica.

Geograficamente, possui grande diversidade de relevo e clima. Nos Estados Unidos, encontramos desde áreas montanhosas, como as Montanhas Rochosas, até planícies férteis e desertos. O Canadá tem vastas florestas boreais, lagos e regiões frias ao norte. Ambos os países têm grande extensão territorial e são ricos em recursos naturais.

No aspecto social, são países desenvolvidos, com alta qualidade de vida, elevado índice de desenvolvimento humano (IDH), bom acesso à saúde e educação. No entanto, também enfrentam desigualdades sociais, principalmente nas grandes cidades.

Economicamente, a América Anglo-Saxônica é muito poderosa. Os Estados Unidos possuem a maior economia do mundo, com forte presença na indústria, tecnologia e serviços. O Canadá também tem uma economia forte, baseada na mineração, energia, agricultura e comércio com os EUA.

Politicamente, ambos são democracias consolidadas. Os Estados Unidos têm um sistema presidencialista e o Canadá é uma monarquia parlamentarista, com a Rainha do Reino Unido como chefe de Estado simbólica. Eles têm grande influência nas decisões internacionais e participam de importantes blocos econômicos e políticos, como o G7 e a OTAN.

A cultura da América Anglo-Saxônica tem grande influência global, especialmente através do cinema, da música, da tecnologia e da moda. Hollywood, nos Estados Unidos, é o principal centro da indústria cinematográfica mundial. Além disso, grandes empresas de tecnologia como Apple, Microsoft e Google têm sede nessa região. O idioma inglês também é considerado uma “língua global”, sendo usado em negócios, ciência e turismo. Essa influência cultural reforça o poder geopolítico da região.

Você quer saber mais?

Referências bibliográficas:

CLAVAL, Paul. Geografia e ação. Florianópolis: Editora da UFSC, 2011.

MOREIRA, João Carlos; SENE, Eustáquio de. Geografia Geral e do Brasil: espaço geográfico e globalização. São Paulo: Scipione, 2017.

MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o Ensino Médio. São Paulo: Moderna, 2016.

VESENTINI, José William. Sociedade e espaço: geografia geral e do Brasil. São Paulo: Ática, 2013.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

As Independências na África

Durante séculos, os países africanos foram colonizados por potências europeias, como Inglaterra, França, Portugal, Bélgica, entre outras. Esses países impuseram sua cultura, sua religião e exploraram os recursos naturais da África, como ouro, petróleo, diamantes e terras férteis. Além disso, os africanos foram frequentemente tratados como cidadãos de segunda classe, sem direitos políticos e com pouca ou nenhuma liberdade.

A situação começou a mudar no século XX, especialmente após a Segunda Guerra Mundial (1939–1945). A guerra enfraqueceu os países europeus e fortaleceu movimentos nacionalistas em várias partes do mundo. Muitos africanos que lutaram ao lado dos europeus durante a guerra voltaram com o desejo de conquistar liberdade para seus próprios países.

Nas décadas de 1950 a 1970, houve uma grande onda de independências no continente africano. Um dos primeiros países a conquistar sua independência foi Gana, em 1957, liderado por Kwame Nkrumah. Esse evento inspirou vários outros movimentos ao redor da África. Em poucos anos, dezenas de países africanos deixaram de ser colônias e se tornaram nações independentes.

No entanto, o processo de independência nem sempre foi pacífico. Em alguns lugares, como Argélia (colônia francesa) e Angola e Moçambique (colônias portuguesas), houve guerras sangrentas, com muitos mortos e destruição. Em outros, como Senegal e Tanzânia, a independência foi conquistada de forma mais pacífica, por meio de negociações.

Apesar da independência política, muitos países africanos enfrentaram (e ainda enfrentam) sérios desafios: pobreza, conflitos internos, corrupção, falta de infraestrutura e interferência de potências estrangeiras. Isso se deve, em parte, ao fato de que as fronteiras criadas pelos colonizadores não respeitavam os povos e culturas locais, o que causou conflitos entre grupos étnicos diferentes.

Mesmo assim, a conquista da independência foi um passo importante para a autodeterminação dos povos africanos. Com o tempo, muitos países vêm fortalecendo suas democracias, investindo em educação, saúde e cultura, e buscando um desenvolvimento mais justo para suas populações.

Hoje, estudar as independências africanas é essencial para entender como o colonialismo ainda impacta o mundo atual e por que a luta por igualdade e justiça continua em muitos países do continente.

Você quer saber  mais?

SANTANA, Allan. Pan‑Africanismo e descolonização das nações africanas: possibilidades de inserção no ensino de História. Belo Horizonte: Editora Dialética, 2021. 

MACQUEEN, Norrie. A descolonização da África Portuguesa. Lisboa: Inquérito, 1998.

SANTOS, Ynaê Lopes dos. História da África e do Brasil Afrodescendente. Rio de Janeiro: Pallas Editora, 2017. 

KI‑ZERBO, Joseph. História da África. [Tradução para o português]. São Paulo: editora (diversas edições). 2004.

UNESCO; Brasil; UFSCar etc. História Geral da África. Brasília: UNESCO / Secad / MEC / UFSCar, 2010.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

O Primeiro Reinado: Nem todos queriam a independência

A Independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro em 7 de setembro de 1822, não significou que todo o território brasileiro aceitasse de imediato o rompimento com Portugal. Durante o Primeiro Reinado (1822–1831), o novo governo enfrentou várias resistências regionais, pois nem todas as províncias concordavam com a separação ou com a forma como ela ocorreu. Em algumas regiões, a presença de tropas portuguesas e a influência de comerciantes ligados à metrópole provocaram conflitos e atrasaram a consolidação da independência.

Na Bahia, a resistência foi intensa. Salvador permaneceu ocupada por forças portuguesas por quase um ano após o grito do Ipiranga. A população local, composta por soldados, lavradores, artesãos e mulheres, organizou-se para combater os portugueses. Entre os combatentes destacou-se Maria Quitéria de Jesus, que disfarçada de homem, alistou-se no exército e lutou bravamente pela causa da independência. Por sua coragem, foi reconhecida como heroína nacional e homenageada pelo próprio imperador Dom Pedro I.

No Pará, a adesão ao movimento independentista ocorreu apenas em 1823, e também foi marcada por conflitos. As elites locais temiam perder privilégios comerciais mantidos com Portugal e relutaram em aceitar a autoridade do novo governo do Rio de Janeiro. Situação semelhante aconteceu no Maranhão, onde a presença portuguesa era forte e as tropas leais a Lisboa resistiram por meses antes de se renderem.

Essas lutas mostraram que a independência não foi um processo pacífico e uniforme. Cada região viveu o movimento de forma diferente, dependendo de seus interesses econômicos e políticos. A consolidação do Brasil como país independente exigiu batalhas, negociações e a participação ativa de diversos grupos sociais, revelando que a construção da nação foi um processo longo e cheio de desafios.

Você quer saber mais?

MOTA, Myriam Becho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: Sociedade & Cidadania – 8º ano. São Paulo: Moderna, 2018.

SCHMIDT, Mário Furley. Nova História Crítica – 8º ano. São Paulo: Nova Geração, 2017.

CAMPOS, Flávio de. História – 8º ano: das origens à formação do mundo moderno. São Paulo: Moderna, 2019.

Rede Urbana e Regiões Metropolitanas

A rede urbana é o conjunto de cidades que se relacionam entre si por meio de fluxos de pessoas, mercadorias, informações e serviços. Essas cidades se organizam de forma hierárquica, ou seja, há cidades maiores e mais importantes, chamadas metrópoles, e outras menores, que dependem delas em vários aspectos. As metrópoles concentram atividades econômicas, políticas e culturais, além de oferecerem uma grande variedade de serviços, como hospitais, universidades e centros comerciais.

No Brasil, a rede urbana se desenvolveu principalmente nas áreas litorâneas e nas regiões de maior industrialização, como o Sudeste. As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro são exemplos de metrópoles nacionais, pois influenciam todo o território brasileiro. Outras cidades, como Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador, são metrópoles regionais, com forte influência sobre os estados vizinhos.

As regiões metropolitanas surgem quando uma cidade central cresce e passa a se integrar com cidades próximas, formando uma grande área urbana contínua. Nessas regiões, é comum que as pessoas morem em um município e trabalhem em outro, utilizando o transporte público para se deslocar diariamente. Esse fenômeno é chamado de conurbação, e ele demonstra como as cidades estão cada vez mais conectadas.

As regiões metropolitanas enfrentam desafios como o trânsito intenso, a poluição, o aumento da população e a desigualdade social. Planejar essas áreas é essencial para garantir qualidade de vida, mobilidade urbana e sustentabilidade. A rede urbana, portanto, é um reflexo do desenvolvimento econômico e social de um país e ajuda a entender como as pessoas vivem e se organizam nas cidades.

Você quer saber mais?

MOREIRA, Igor. Geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, 2020.

VESENTINI, José William. Geografia Crítica: o espaço natural e o espaço humano. São Paulo: Ática, 2019.

ROSS, Jurandyr L. S. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2021.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Aspectos naturais das Américas

O continente americano é o segundo maior do planeta, estendendo-se do Polo Norte ao Polo Sul e apresentando grande diversidade de aspectos naturais. Essa vasta extensão territorial faz com que o continente seja dividido em três partes: América do Norte, América Central e América do Sul. Essa divisão não é apenas geográfica, mas também influencia o clima, a vegetação, o relevo e a hidrografia.

O relevo das Américas é marcado por grandes contrastes. Na porção oeste, estende-se uma cadeia de montanhas quase contínua, formada pelas Montanhas Rochosas, na América do Norte, e pela Cordilheira dos Andes, na América do Sul. Já nas áreas centrais e orientais predominam planícies e planaltos, como as Grandes Planícies e o Planalto Brasileiro.

Os climas também variam bastante devido à latitude e à influência das correntes marítimas. Ao norte, predominam climas frios e polares; na faixa central, os climas tropicais e equatoriais; e ao sul, os climas temperados e frios. Essa diversidade climática contribui para a formação de diferentes tipos de vegetação, como as florestas temperadas, as florestas tropicais, os desertos e as pradarias.

A hidrografia é igualmente rica. O continente possui grandes bacias hidrográficas, como a do Rio Amazonas — a maior do mundo em volume de água —, a do Mississippi-Missouri e a do São Lourenço. Essa diversidade de rios, lagos e lagunas desempenha papel essencial na vida econômica e ambiental das Américas.

Assim, os aspectos naturais do continente americano influenciam diretamente a vida, a economia e a cultura dos povos que nele habitam, revelando a importância da relação entre o ser humano e o meio ambiente.

Você quer saber mais?

MORAES, Antônio Carlos Robert. Geografia: Grandezas Naturais e Humanas. São Paulo: Moderna, 2019.

MOREIRA, João Carlos. Geografia Geral e do Brasil: Espaço e Globalização. São Paulo: Scipione, 2020.

ROSS, Jurandyr L. Sanches. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2018.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Mapa mental- Agricultura no Brasil

 


Transformações no Campo: Produção, Economia, Tecnologias e Sustentabilidade

Nas últimas décadas, o campo passou por grandes transformações que modificaram a forma como os alimentos e outros produtos agrícolas são produzidos. Antes, o trabalho rural era feito de maneira mais simples, com ferramentas manuais e pouca tecnologia. Hoje, o campo está cada vez mais moderno, com o uso de máquinas, computadores, drones e sistemas de irrigação automatizados. Essas inovações aumentaram a produtividade e facilitaram o trabalho dos agricultores.

A economia do campo também mudou. A agricultura e a pecuária se tornaram atividades fundamentais para o desenvolvimento do país, gerando empregos e movimentando o comércio. Muitos produtos agrícolas, como soja, milho e carne, são exportados para outros países, o que fortalece a economia nacional.

Entretanto, o uso intenso de tecnologias e a expansão das áreas agrícolas trouxeram desafios. O desmatamento, o uso excessivo de agrotóxicos e a poluição dos rios são problemas que afetam o meio ambiente e a saúde das pessoas. Por isso, tem crescido a importância da sustentabilidade no campo, ou seja, produzir sem destruir a natureza.

Hoje, fala-se muito em agricultura sustentável, que busca equilibrar a produção de alimentos com a preservação do solo, da água e da biodiversidade. Práticas como o uso de adubos orgânicos, o plantio direto e a rotação de culturas ajudam a manter o campo produtivo e saudável. Assim, o desafio atual é continuar produzindo de forma moderna, mas com respeito ao meio ambiente e às gerações futuras.

Você quer saber mais?

ALMEIDA, J. A. de. Geografia: espaço e transformação. São Paulo: Moderna, 2019.

MENDONÇA, F. A.; SOUZA, M. A. A. Geografia geral e do Brasil: o espaço natural e socioeconômico. São Paulo: Saraiva Educação, 2020.

MOREIRA, J. C.; SENE, E. Geografia para o ensino fundamental: espaço e sociedade. São Paulo: Scipione, 2021.

domingo, 5 de outubro de 2025

O Governo de Fernando Henrique Cardoso (1995–2002): Estabilidade e Reformas

Fernando Henrique Cardoso (FHC) assumiu a presidência em 1995 com o prestígio conquistado pelo sucesso do Plano Real, do qual fora o principal articulador. Seu governo foi marcado pela estabilização econômica, com controle da inflação e aumento do poder de compra da população. FHC implementou um programa de reformas liberais, que incluiu privatizações, abertura ao capital estrangeiro e flexibilização das leis trabalhistas, buscando modernizar o Estado e reduzir o déficit público.

No campo social, criou programas importantes como o Bolsa Escola e o Comunidade Solidária, precursores do Bolsa Família. Em seu segundo mandato, sancionou a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impôs maior controle dos gastos públicos. Apesar dos avanços econômicos, seu governo enfrentou críticas devido ao desemprego, à valorização cambial e à dependência do capital internacional.

FHC foi reeleito em 1998, após uma emenda constitucional que permitiu a reeleição, e concluiu seu governo em 2002, deixando um país mais estável, embora ainda desigual. Seu legado é amplamente reconhecido pela consolidação da estabilidade econômica e institucional do Brasil.

Você quer saber mais?

CARDOSO, Fernando Henrique. A Arte da Política: a história que vivi. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14. ed. São Paulo: Edusp, 2015.
SOUZA, Jessé. A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato. São Paulo: Leya, 2017.

O Governo de Itamar Franco (1992–1994): Transição e Estabilidade Econômica

   Itamar Franco assumiu a presidência após o impeachment de Collor, em um momento de grande instabilidade política e econômica. Seu governo buscou restaurar a confiança nas instituições e promover a estabilidade nacional. Itamar adotou uma postura conciliadora e republicana, formando um ministério plural, com representantes de diferentes partidos e correntes ideológicas.

    O grande destaque de sua gestão foi a condução do Plano Real, lançado em 1994, idealizado pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. O plano introduziu uma nova moeda, o Real, e conseguiu estabilizar a economia após anos de inflação descontrolada. No campo político, Itamar se destacou pela defesa da soberania nacional e pelo incentivo à indústria automobilística, com a abertura de novas montadoras no país.

     Mesmo com pouco tempo de governo, Itamar Franco deixou um legado de estabilidade e credibilidade, pavimentando o caminho para o sucesso do Plano Real e para a eleição de seu sucessor.

Você quer saber mais?

BRASIL. Plano Real: documentos e discursos. Brasília, DF: Ministério da Fazenda, 1994.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14. ed. São Paulo: Edusp, 2015.
SILVA, Hélio. Itamar Franco: o presidente improvisado. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995.

O Governo de Fernando Collor de Mello (1990–1992): Reformas e Crise Política

O governo de Fernando Collor de Mello marcou o início da década de 1990 com promessas de modernização e combate à corrupção. Ele foi o primeiro presidente eleito por voto direto após a redemocratização. Collor assumiu o cargo em um contexto de hiperinflação e crise econômica. Seu principal objetivo era estabilizar a economia e reduzir a intervenção do Estado. Para isso, lançou o Plano Collor, que confiscou parte das poupanças e depósitos bancários, além de introduzir uma nova moeda, o Cruzeiro. A medida, embora drástica, não conseguiu conter a inflação de forma duradoura.

Collor também iniciou um processo de abertura econômica, reduzindo tarifas de importação e incentivando a privatização de estatais. Entretanto, seu governo foi marcado por denúncias de corrupção, envolvendo o esquema comandado por Paulo César Farias, tesoureiro de sua campanha. Em 1992, após intensa mobilização popular e a atuação dos “caras-pintadas”, Collor sofreu impeachment, sendo substituído pelo vice Itamar Franco. Seu governo deixou marcas profundas na política e na economia brasileira, abrindo caminho para novas reformas e estabilização futura.

Você quer saber mais?

FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14. ed. São Paulo: Edusp, 2015.

GASPARI, Elio. A Ditadura Encurralada. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014.

SINGER, André. Collor: o homem, o tempo e o poder. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

O Governo de José Sarney (1985–1990): Transição e Desafios da Nova República

    O governo de José Sarney marcou o início da chamada Nova República, período de redemocratização do Brasil após duas décadas de regime militar. Sarney assumiu a presidência em 1985, após a morte de Tancredo Neves, eleito indiretamente pelo Colégio Eleitoral. Seu mandato foi caracterizado por profundas transformações políticas, econômicas e sociais. Um dos marcos de seu governo foi a convocação da Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição de 1988, símbolo do retorno pleno à democracia e das garantias de direitos civis, sociais e trabalhistas.

    No campo econômico, Sarney enfrentou uma grave crise inflacionária, herança dos anos anteriores. Para contê-la, lançou o Plano Cruzado (1986), que instituiu uma nova moeda e congelou preços e salários. Inicialmente bem recebido, o plano não se sustentou, gerando desabastecimento e novo aumento da inflação. Outros planos econômicos, como o Plano Cruzado II, o Plano Bresser e o Plano Verão, também fracassaram em estabilizar a economia.

    Politicamente, Sarney teve de equilibrar-se entre as pressões populares por reformas e as resistências das elites tradicionais. Seu governo foi essencial para consolidar as bases democráticas, mas terminou desgastado por denúncias de corrupção e pela crise econômica. Ainda assim, o período foi crucial para o fortalecimento das instituições republicanas e da liberdade de imprensa, além da ampliação da participação popular na vida política.

Você quer saber mais?

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14. ed. São Paulo: Edusp, 2015.
GASPARI, Elio. A Nova República: de Tancredo a Sarney. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2016.

domingo, 28 de setembro de 2025

Império Romano

 O Império Romano foi uma das mais importantes civilizações da história, exercendo grande influência sobre a política, a cultura, a economia e a arte de seu tempo. Fundado em 27 a.C., quando Otávio Augusto tornou-se o primeiro imperador, o Império expandiu-se por vastos territórios da Europa, Norte da África e Oriente Médio. A administração romana era organizada e eficiente, com uma complexa rede de estradas, aquedutos e cidades planejadas, permitindo a integração de povos diversos.

O exército romano era uma das principais forças do Império, sendo responsável por conquistar e manter territórios, além de proteger fronteiras. A sociedade romana era estruturada em classes, incluindo patrícios, plebeus, escravos e libertos, cada uma com direitos e deveres específicos. A religião inicialmente politeísta influenciou profundamente a cultura, mas, com o tempo, o Cristianismo se tornou a religião oficial.

A economia romana baseava-se na agricultura, comércio e tributos das províncias conquistadas, possibilitando o enriquecimento da elite. O direito romano, com suas leis e códigos, influenciou sistemas jurídicos em diversos países até hoje. A arte e a arquitetura romanas, como o Coliseu, o Panteão e o Fórum Romano, refletem habilidade técnica e gosto estético refinado.

Durante séculos, o Império enfrentou crises políticas, sociais e econômicas, que culminaram em sua divisão em Império Romano do Ocidente e do Oriente. O Império do Ocidente caiu em 476 d.C., enquanto o Oriente, conhecido como Império Bizantino, perdurou até 1453. O legado romano é perceptível na língua, na arquitetura, na legislação e nos costumes contemporâneos.

Você quer saber mais?

CARR, E. H. História da Civilização Romana. Rio de Janeiro: Zahar, 1992.

FERRARI, L. O Mundo Romano: História, Cultura e Sociedade. São Paulo: Contexto, 2007.

WARD-PERKINS, B. A Queda de Roma e o Fim da Civilização. São Paulo: Unesp, 2006.

Hino do Rio Grande do Sul com a estrofe suprimida em 1966

Essa estrofe foi retirada da versão oficial do hino em 1966, durante o regime militar, por conter referências à democracia ateniense e críticas aos "tiranos", que poderiam ser interpretadas como subversivas.

Na atualidade, acabou gerando controvérsias, pois a ausência de uma estrofe tornou outra sem sentido, como ocorre com a palavra “virtude”. Ela se refere à virtude romana, que são valores fortemente ligados à maçonaria, da qual vários farrapos faziam parte.

Hino Rio-Grandense

Letra: Francisco Pinto da Fontoura (Chiquinho da Vovó)
Melodia: Joaquim José Mendanha
Harmonização: Antônio Corte Real

1ª Estrofe:
Como a aurora precursora
Do farol da divindade,
Foi o Vinte de Setembro
O precursor da liberdade.

Estribilho:
Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra,
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.

2ª Estrofe (suprimida em 1966):
Entre nós, reviva Atenas,
Para assombro dos tiranos,
Sejamos gregos na glória
E na
virtude, romanos.

Estribilho:
Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra,
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.

3ª Estrofe:
Mas não basta pra ser livre
Ser forte, aguerrido e bravo;
Povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo.

Estribilho:
Mostremos valor, constância
Nesta ímpia e injusta guerra,
Sirvam nossas façanhas
De modelo a toda terra.



Transformação no campo e distribuição de terras

 As transformações no campo e a distribuição de terras fazem parte da nossa história e ainda são muito importantes hoje. Desde o tempo do Brasil Colônia, a terra sempre foi concentrada nas mãos de poucas pessoas, enquanto a maioria tinha pouco ou quase nada. Essa situação começou com as capitanias hereditárias e as sesmarias, quando enormes áreas eram dadas a famílias ricas e poderosas.

Com isso, surgiram os grandes latifúndios, que são fazendas enormes, voltadas para a produção em larga escala. Ao mesmo tempo, milhares de camponeses e trabalhadores rurais ficaram sem terra para plantar e viver. Essa desigualdade gerou muitos conflitos no campo, porque quem não tinha terra também queria a chance de trabalhar por conta própria e sustentar sua família.

No século XX, surgiram movimentos pedindo a chamada reforma agrária, que é a divisão de grandes propriedades para que mais famílias possam ter acesso à terra. A ideia é que a terra não sirva só para gerar lucro, mas também para cumprir uma função social, garantindo trabalho, alimento e dignidade para quem vive no campo.

Além disso, o campo também mudou muito por causa das máquinas, dos fertilizantes e dos agrotóxicos. Isso ajudou a aumentar a produção, mas também trouxe problemas, como o desemprego de muitos trabalhadores substituídos pelas máquinas e os impactos no meio ambiente.

Até hoje, a questão da terra continua sendo um dos grandes desafios do Brasil. Afinal, o campo pode ser um espaço de riqueza e fartura, mas também pode revelar muitas desigualdades que ainda precisamos enfrentar.

Na atualidade, a concentração de terras no Brasil ainda é muito grande, com poucas pessoas controlando enormes áreas, enquanto muitos trabalhadores rurais seguem sem acesso para viver e produzir. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é um dos mais conhecidos nessa luta, organizando ocupações de terras improdutivas para pressionar o governo pela reforma agrária. Porém, o movimento também recebe muitas críticas, sendo acusado por alguns setores da sociedade de cometer abusos durante ocupações. Ao mesmo tempo, a agricultura moderna utiliza tecnologias como tratores, drones e sistemas de irrigação, o que aumenta a produção, mas também dificulta a vida de pequenos produtores que não conseguem acompanhar esses custos. Outro ponto importante é o uso de agrotóxicos, que levanta preocupações sobre saúde e meio ambiente. Apesar disso, a agricultura familiar continua sendo fundamental, pois garante a maior parte dos alimentos consumidos no país. O debate sobre a reforma agrária segue no Congresso, mas avança de forma lenta, mantendo a questão da terra como um dos grandes desafios ligados à justiça social e à segurança alimentar no Brasil.

Você quer saber mais?

MARTINS, José de Souza. O poder do atraso: ensaios de sociologia da história lenta. São Paulo: Hucitec, 1994.
PRADO JR., Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
STEDILE, João Pedro (org.). A questão agrária no Brasil. São Paulo: Expressão Popular, 2005.

João Figueiredo e a transição para a democracia

 O governo do presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo (1979-1985) marcou o fim da ditadura militar no Brasil e o início da transição para a democracia. Último general a ocupar a presidência, ele assumiu prometendo “fazer do Brasil uma democracia” e dar continuidade ao processo de abertura política iniciado por seu antecessor, Ernesto Geisel. No entanto, essa promessa foi acompanhada de contradições, pois, ao mesmo tempo em que se falava em abertura, havia forte repressão contra movimentos sociais e greves de trabalhadores.

Um dos principais momentos de seu governo foi a Lei da Anistia, aprovada em 1979. Ela permitiu a volta de exilados políticos e concedeu perdão a crimes cometidos por opositores e também por agentes do Estado durante o regime militar. Isso trouxe alívio para famílias perseguidas, mas também gerou polêmica por colocar militares e torturadores sob a mesma condição de anistiados.

Figueiredo enfrentou uma grave crise econômica, marcada por inflação alta, desemprego e aumento da dívida externa. A insatisfação social cresceu, com greves de trabalhadores e mobilizações populares pedindo mais liberdade e participação política. Nesse contexto, surgiu o movimento “Diretas Já”, que defendia eleições diretas para presidente. Milhões de brasileiros foram às ruas, mas a emenda que permitiria o voto direto não foi aprovada pelo Congresso.

Dessa forma, manteve-se a regra da eleição indireta pelo Colégio Eleitoral. Em 1985, após intensas articulações políticas, Tancredo Neves foi eleito como o primeiro presidente civil após 21 anos de governos militares, embora indiretamente. Infelizmente, Tancredo faleceu antes de tomar posse, e quem assumiu foi seu vice, José Sarney, simbolizando o fim definitivo do ciclo militar no poder e a transição para a Nova República.

Assim, o governo Figueiredo representou tanto o último fôlego do regime militar quanto a preparação para a democracia. Sua gestão ficou marcada pelas tensões entre repressão e abertura, dificuldades econômicas e o desejo crescente da sociedade por participação popular.

Você quer saber mais?

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015

GASPARI, Elio. A ditadura derrotada. São Paulo: Companhia das Letras, 2003

SKIDMORE, Thomas E. Brasil: de Castelo a Tancredo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.