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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

FRASES EXTRAIDAS DO LIVRO “O NOME DA ROSA”


“Para não parecer tolo mais tarde, renuncio a ser astuto agora!”

Frei Guilherme (O nome da Rosa, pg. 243; de Umberto Eco).

“Os homens de outrora eram grandes [...] agora mais se assemelham a crianças, mas esse fato é  apenas um dos muitos que testemunham a desventura de um mundo que vai envelhecendo. A juventude não quer aprender mais nada, a ciência está em decadência, o mundo inteiro caminha de cabeça para baixo, cegos conduzem outros cegos e os fazem precipitar-se nos abismos, os pássaros se lançam ante de alçar voo, o asno toca lira, os bois dançam. [...] tudo está desviado do próprio caminho. Sejam dadas graças a Deus por eu naqueles tempos ter adquirido de meu mestre a vontade de aprender e o sentido do caminho reto, que se conserva quando o atalho é tortuoso.”

Frei Adso (O nome da Rosa, pg.22-23; de Umberto Eco).

“Os monstros existem porque fazem parte do desígnio divino e nas mesmas horríveis feições dos monstros revela-se a potência do Criador.”

Abade Jorge (O nome da Rosa, pg.45; de Umberto Eco).

“Para cada virtude e para cada pecado há um exemplo tirado dos bestiários, e os animais tornam-se figuras do mundo humano. [...] Oque querem todas essas nugae? Um mundo invertido e oposto ao estabelecido por Deus, sob o pretexto de ensinar os preceitos divinos!”

Abade Jorge (O nome da Rosa, pg. 84; de Umberto Eco).

“Podes de certo falar nessas coisas de magia, concordou Guilherme. Porém existem duas formas de magia. Há uma magia que é obra do diabo e que visa à ruína do homem através de artifícios de que não é lícito falar. Mas há uma magia que é obra divina, lá onde a ciência de Deus se manifesta através da ciência do homem, que serve para transformar a natureza, e um de cujos fins é prolongar a vida humana. E esta é magia santa, a que os sábios deveriam se dedicar sempre, não só para descobrir coisas novas, mas para REDESCOBRIR muitos segredos da natureza que a sabedoria divina revelara aos hebreus, aos gregos, a outros povos antigos [...] E por que aqueles que possuem tal ciência não a comunicam a todo povo de Deus? Porque nem todo o povo de Deus está pronto para aceitar tantos segredos, e muitas vezes aconteceu que os depositários dessa ciência foram tomados por magos ligados por pacto ao demônio. ‘Tu receias portanto que os simples possam fazer mau uso desses segredos?’ No que respeito ao simples receio apenas que possam ficar aterrorizados com eles, ao confundi-los com as obras do diabo.”

Dialogo entre Frei Guilherme e Frei Nicola (O nome da Rosa, pg.91; de Umberto Eco).

“Nós vivemos para os livros. Doce missão neste mundo dominado pela desordem e pela decadência.”

Frei Bêncio (O nome da Rosa, pg.113; de Umberto Eco).

“Até então pensara que todo livro falasse das coisas, humanas ou divinas, que estão fora dos livros. Percebia agora que não raro os livros falam de livros, ou seja, é como se falassem entre si. À luz dessa reflexão, a biblioteca pareceu-me ainda mais inquietante. Era então o lugar de um longo e secular sussurro, de um diálogo imperceptível entre pergaminho e pergaminho, uma coisa viva, um receptáculo de forças não domáveis por uma mente humana, tesouro de segredos emanados de muitas mentes, e sobrevividos à morte daqueles que os produziram, ou os tinham utilizado.”

Frei Adso (O nome da Rosa, pg.277; de Umberto Eco).

“O bem de um livro está em ser lido. Um livro feito de signos que falam de outros signos, os quais por sua vez falam das coisas. Sem um olho que o leia, um livro trás signos que não produzem conceitos, e portanto é mudo.”

Frei Guilherme (O nome da Rosa, pg.383; de Umberto Eco).

“O livro tem a força de mil escorpiões.”

Frei Malaquias (O nome da Rosa, pg.451; de Umberto Eco).

“Tu dizes que sou o diabo; não é verdade. Eu fui à mão de Deus. [...] Deus criou os monstros também.”


Abade Jorge (O nome da Rosa, pg.458; de Umberto Eco).

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.