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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Basílica Santa Sofia, Istambul


Bizâncio, antiga capital do Império do mesmo nome, constituído pela parte oriental do Império Romano, foi, em 330, rebatizada pelo imperador Constantino, transformando-se, sob o nome de Constantinopla, no centro da Igreja Oriental grego-ortodoxa. O esplendor  da cidade enriquecida pela sua posição geográfica no ponto de cruzamento das importantes vias comerciais, manifestou-se principalmente no século VI, durante o reinado do imperador Justiniano, o Grande. Foi graças a ele que diversas igrejas foram erguidas na cidade, destacando-se entre elas a de Santa Sofia, construída em 532 para servir de sede ao Patriarcado.

O substantivo SOPHIA significa em grego sabedoria. Dado esse nome á igreja, esta tornou-se simbolicamente, a depositária da santificada sapiência e transforou-se no centro da vida eclesiástica da Igreja Oriental. Destruída parcialmente em 558 por um terremoto, foi aperfeiçoada e enriquecida pelo arquiteto Isídoro, o jovem.

Nenhum edifício bizantino posterior ultrapassou Santa Sofia em maturidade de ordenação da estrutura interna. A vasta nave central, coroada por enorme cúpula e ladeada por duas semi-cúpulas, produziu notáveis efeitos acústicos, tão a gosto da suntuosa liturgia grego-ortodoxa. A influencia dessa igreja seria sentida até o Ocidente, inspirando nela os arquitetos da basílica de são Marcos em Veneza, da igreja de São Vital de Ravena e até da catedral de Aquisgrano, na Alemanha.

O santuário de Santa Sofia foi separado da nave por uma fina parede, dentro da qual a porta central, chamada de santa, e localizada defronte do altar, aprofundava o ambiente de mistério que caracteriza a liturgia local.

No interior da igreja, outrora rico em mosaicos ocultos sob o reboco em época turca, e hoje me parte redescoberto, encontram-se numerosos exemplares de esculturas entalhadas, de capiteis rendilhados e de preciosos mármores policromos. Transformada Santa Sofia em mesquita, após a queda de Constantinopla, foram acrescidos a ela diversos minaretes que, justapostos às imponentes moles, modificaram a primitiva estrutura externa, enquanto o aspecto interno foi alterado cobrindo-se os elementos decorativos cristãos.

A queda do Império Otomano e a tomada do poder na Turquia pelo governo de Kemal Ataturk, conduziram à transformação, da então mesquita, num museu bizantino. Este mantem as características externas bizantino-cristãs conjugadas com as ulteriores adições muçulmanas, ao seu interior, porém, devolveram-se as primitivas características bizantinas, graças à remoção das camadas que as cobriam.


Panorama da Arquitetura Religiosa no Brasil e no Mundo. São Paulo: Editora Abril, 1968.

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Plínio Salgado.