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segunda-feira, 19 de março de 2012

Os mais perversos da história: Pol Pot, o arquiteto de um genocídio.

Pol Pot em uma das poucas fotografias.

Autor: Leandro CHH do Blog Construindo História Hoje.

Pol Pot foi um líder que não mostrou misericórdia para com seu povo. Foi responsável pela morte de 2 milhões de pessoas, um terço da população de seu país, o Camboja. Durante quatro anos, torturou e matou cambojanos de fome. Homens, mulheres, crianças e bebês muitas vezes foram brutalmente agredidos com martelos e enterrados vivos.

Nascido em Saloth Sar em 1925, foi criado numa próspera fazenda de arroz ao norte de Phnom Penh, num Camboja governado pelos franceses. Nunca trabalhou em um campo de arroz, nem conhecia bem a vida na aldeia, pois aos seis anos de idade foi mandado para a capital para se tornar monge.

Em 1949 Pol Pot foi estudar em Paris depois de ganhar uma bolsa para aprender radioeletricidade. Ali seu racismo inato encontraria expressão no comunismo extremista.

Durante os anos que Pol Pot estudou em Paris , o Partido Comunista era o partido stalinista mais linha-dura da Europa Ocidental. Também absorveu a filosofia de outro estudante cambojano de esquerda, Khieu Samphan, segundo o qual, para fazer uma verdadeira revolução rural, o Camboja precisava regredir à economia camponesa – sem cidades, indústrias, moeda ou educação.

Depois da faculdade em Paris, Pol Pot voltou ao Camboja cheio de ideais revolucionários e entrou para o Partido Comunista clandestino, que fazia oposição ao monarca apoiado pelos franceses, o rei Sihanouk, e ao presidente Lon Nol. Em dois anos ele foi nomeado secretário-geral do partido e, para não ser capturado pelas forças governamentais, fugiu para as montanhas, com seus quadros agora fortemente armados, e pregou sua doutrina revolucionária para as tribos enquanto travava uma feroz guerrilha. Desde o início da década de 1970, Pol Pot e seu grupo, conhecido como Khmer Vermelho, envolveram-se numa campanha violenta contra o governo de Lon Nol e, em 1972, o conflito havia chegado a uma verdadeira guerra civil.


Posição geopolítica do Camboja.

No dia 17 de abril, logo depois do ano-novo cambojano, o Khmer Vermelho entrou na capital vitorioso, depois de uma guerra de cinco anos.

Depois de 24 anos de vida, o Partido Comunista do Camboja, agora rebatizado de Campuchea, havia conseguido uma vitória retumbante.

O mundo reagiu com perplexidade quando os revolucionários esvaziaram as cidades, destruíram os bens de consumo ocidentais, aboliram o dinheiro e os mercados cambiais estrangeiros e instituíram o controle estatal sobre todo o comercio nacional e internacional começando a liquidar a elite ocidentalizada.

Campos de trabalhos, aonde o Khmer Vermelho matava seu próprio povo de exaustão e fome.

A catedral católica romana de Phnom Penh foi demolida pedra por pedra até não sobrar nenhum vestígio do mais proeminente edifício ocidental do país.

As coisas chegaram ao ponto de o novo governo declarar que o ano não era mais 1975, mas o Ano Zero.

Médicos, advogados, professores, mecânicos, varredores de ruas, todos foram obrigados a ir para o interior trabalhar como camponeses, cultivando arroz e construindo represas para a revolução. Dois milhões de cambojanos que viviam em Phnom Penh deixaram a cidade em 72 horas. Com a evacuação forçada das cidades, o Khmer Vermelho praticamente cortou toda e qualquer ligação material que a população tinha com o regime antigo. Os hábitos sociais, religiosos, familiares e econômicos foram abalados enquanto a população era lançada numa luta pela sobrevivência.

Para reforçar suas políticas, Pol Pot declarou que dali em o dinheiro e o pertence pessoal seriam banidos.

As pessoas até mesmo mulheres grávidas ficavam dentro d’água até o pescoço nas estações frias e chuvosas, trabalhando em canais, com as pernas e pés inchados e sangrentos. Se alguém parasse de trabalhar por causa de alguma doença, não recebia comida. O slogan do Khmer Vermelho na época era “Mantê-lo vivo não e ganho, destruí-lo não é perda”. Todos tinham de trabalhar.

Pol Pot acreditava que para sua visão de pureza dar certo o individualismo tinha de ser banido. Só destruindo todas as raízes, todos os vestígios do pensamento individual é que surgiria um povo dedicado a um regime coletivista.

Com o advento da nova moralidade revolucionária, os maridos eram separados das mulheres por longos períodos, a permissão para se casar só era dada pela Angkar (A Organização), e só sob regras estritas, e o sexo pré-conjugal tornou-se passível de castigos extremos; as vezes até a pena de morte.

"Soldados" do Khmer Vermelho mostram com orgulho a cabeça de um compatriota decapitado como troféu.

Os adolescentes eram arrancados da família e mandados para um rigoroso treinamento ideológico. Pol Pot acreditava que, se treinasse seus jovens recrutas com jogos cruéis, eles acabariam se transformando em soldados que gostavam de matar, e encorajava os jovens a ter prazer em atormentar animais e a fazer suas vitimas sofrer o mais possível.

Agora as crianças mal viviam com os pais: as que tinham menos de seis anos eram entregues a “avós” que cultivavam seu espírito revolucionário com a narração de histórias heróicas.

Antes da ascensão ao poder de Pol Pot , o Camboja possuía uma população majoritariamente budista. Após a entrada ao poder de Pol Pot o budismo foi varrido do país. Executaram os monges mais importantes, destituíram o resto de suas funções sacerdotais, proibiram o acumulo de mérito por meio das doações e destruíram muitos templos.

Depois o Khmer Vermelho começou a perseguir e executar líderes políticos, oficiais militares, funcionários públicos e todos os que tivessem instrução. Em alguns casos matavam junto suas mulheres e filhos. As crianças muito pequenas, novas demais para ter ideia do que estava acontecendo, eram pegas pelos soldados do Khmer Vermelho, que lhes arrancavam os membros um por um em frente aos seus pais.

As escolas e bibliotecas foram fechadas logo depois que o Khmer Vermelho subiu ao poder, e os jornais deixaram de existir.

Com o Khmer Vermelho no poder só havia duas soluções para o povo: “Se a bala das armas não acabava com alguém, a fome o fazia”.

O arquiteto dessa desgraça controlava todos os aspectos da vida das pessoas, mas nunca assumiu nenhuma responsabilidade pelo sofrimento de seu povo, nem pela morte de alguém que tivesse morrido por algo que não fosse o motivo certo.

Numa casa de Phnom Penh onde havia funcionado uma escola Pol Pot estabeleceu a notória prisão de Tuol Sleng, ou S-21, como centro de extermínio de uma rede nacional de encarceramento, interrogatório, tortura e execução. Todos os que eram levados para a S-21 eram fotografados e seus crimes meticulosamente registrados. O Khmer Vermelho criou seu próprio código para registrar os crimes e o destino dos prisioneiros.

Com os oponentes de classe e os adversários políticos fora do caminho, Pol Pot, impelido pelo racismo que ocupava grande parte de seu programa, voltava a atenção para as minorias étnicas do Camboja. Ele acreditava que só havia uma raça pura: a raça do Khmer, originária do Camboja Inferior.

As crianças dentro do regime de Pol Pot eram doutrinadas a aprender a matar e torturar com habilidade.

No final de 1978, com as execuções e a fome no auge, e com o regime de Pol Pot parecendo invencível, o governo começou a sua autodestruição. Com informações provenientes de suas forças de segurança, o Partido caiu sob o feitiço da contraespionagem, consumindo a si mesmo quase da mesma forma que consumira o povo do Camboja. Seus membros haviam esmagado toda e qualquer oposição pelo terror e pela coerção. O ódio psicótico que Pol Pot sentira durante toda a vida pelos vietnamitas seria sua ruína.

Depois de uma serie de violentos confrontos de fronteira com o Vietnã, 150.000 soldados vietnamitas atacaram a fronteira campucheana e, no dia 6 de janeiro, aproximaram-se de Phnom Penh. Os expurgos constantes de Pol Pot haviam rompido os elos de comando entre oficiais e soldados e abalado o moral tanto do exército quanto do Partido. Aqueles acusados de traição que não haviam traído ninguém não sabiam o que fazer: morrer em nome do Partido ou fugir. Mas o povo cambojano sabia o que fazer – recebeu os vietnamitas de braços abertos e com gritos de alegria. Ironicamente, três cambojanos vietnamitas, que haviam escapado do expurgo – Heng Samrin, Chea Sim e Ros Samay – logo seriam chefes do governo que substituiu Pol Pot.

Pol Pot e seus capangas fugiram para o norte do Camboja e para a Tailândia, e o odiado administrador da S-21, evitou a captura. Enquanto fugia num Mercedes branco e depois num helicóptero, que o levou, e a seus asseclas, para a Tailândia, milhares de outros membros do Khmer Vermelho deixavam um Camboja arrasado. Pol Pot continuou lutando de sua base militar ao lado de seus seguidores fiéis no interior e formou a Frente de Libertação dos Povos do Khmer. Outros vinte anos se passariam antes de Pol Pot ser visto de novo – mas dessa vez num tribunal. Finalmente o Khmer Vermelho voltou-se contra seu antigo líder, que foi preso, não pelos crimes de genocídio ou contra a humanidade, mas por ser inimigo político.

Os campos de arroz aonde o povo cambojano trabalhava para o regime do Khmer Vermelho de Pol Pot eram regados a sangue.

Numa entrevista feita por Nate Thayer pouco antes de sua morte, Pol Pot recusou-se a dizer se havia se arrependido de ter causado morte de tantas pessoas inocentes e disse que os erros cometidos pelo regime foram principalmente os de implementação da política. Duas semanas mais tarde, em abril de 1998, Pol Pot morreu de morte natural.

Em busca de um “comunismo puro”, o Khmer Vermelho reduziu uma economia devastada pela guerra, mas tradicionalmente capaz de recuperação rápida, a outra quase sem perspectiva de regeneração espontânea. As regras draconianas de vida sob Pol Pot transformaram o Camboja num gulag de dimensões nacionais.

Autor: Leandro CHH

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Você quer saber mais?

TWISS, Miranda. Os Mais Perversos da História. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2004.

CHANDLER, David P. Brother Number One: a Political Biography of Pol Pot. Oxford: West-view, 1999.

JACKSON, Karl D. Cambodia 1975-1978 – Rendezvouz With Death. Princeton, 1989.

KIERNAN, Ben. The Pol Pot Regime. Yale University Press, 1996.

MARTIN, M.A. Cambodia – A Shattered Society. University of California Press, 1994.

sexta-feira, 16 de março de 2012

“Frankenstein”: Cientistas da Inglaterra alertam sobre pesquisas secretas de híbridos de seres humanos com animais

Imagem ilustrativa, acrescentada por Construindo História Hoje.

Thaddeus Baklinski de LONDRES, Inglaterra, 25 de julho de 2011 (Notícias Pró-Família) — Num cenário que um grupo de cientistas da Academia de Ciências Médicas avisou se assemelha ao “Frankenstein” de Mary Shelley, cientistas britânicos criaram mais de 150 embriões híbridos de seres humanos com animais em pesquisas secretas conduzidas em laboratórios britânicos.

De acordo com o jornal Daily Mail, 155 embriões “mesclados”, contendo material genético tanto humano quanto animal, foram criados durante os passados três anos por cientistas que disseram que dava para se colher células-tronco para serem usadas em pesquisas com a finalidade de alcançar possíveis curas para uma grande variedade de doenças.

As pesquisas secretas foram reveladas depois que uma comissão de cientistas alertou sobre um cenário de pesadelo em que a criação de híbridos de seres humanos com animais poderia ir longe demais.

O Prof. Robin Lovell-Badge do Instituto Nacional de Pesquisas Médicas e coautor de um relatório feito pela comissão de cientistas, avisou sobre os experimentos e pediu uma vigilância mais rigorosa desse tipo de pesquisa. De forma especial ele concentrou a atenção em material genético humano que vem sendo implantado em embriões animais, e tentativas de dar atributos humanos aos animais de laboratórios injetando células-tronco nos cérebros de macacos.

Revelou-se que os laboratórios da Universidade King’s College de Londres, da Universidade de Newcastle e da Universidade de Warwick receberam autorizações para realizar as pesquisas após a introdução da Lei de Embriologia e Fertilização Humana de 2008 que legalizou a criação de híbridos de seres humanos com animais, bem como “cíbridos”, em que um núcleo humano é implantado numa célula animal, e “quimeras”, em que células humanas são misturadas com embriões animais.

Entretanto, os cientistas não pediram nenhuma lei adicional para regulamentar tais pesquisas polêmicas, mas pediram, em vez disso, uma comissão de especialistas para supervisioná-las. O Prof. Martin Bobrow, presidente do grupo de trabalho da Academia que produziu o relatório, disse: “A vasta maioria dos experimentos não apresenta questões além do uso geral de animais em pesquisas e esses experimentos devem prosseguir sob os regulamentos atuais. Um número limitado de experimentos deveria ser permitido e sujeito a análises por parte do órgão de especialistas que recomendamos; e só um número muito pequeno de experimentos deveria ser empreendido, até que pelo menos as consequências potenciais sejam mais plenamente compreendidas”.

Peter Saunders, presidente da Federação Médica Cristã, uma organização com sede na Inglaterra com 4.500 médicos ingleses, expressou ceticismo acerca de tal órgão regulador.

“Cientistas regulando cientistas é preocupante porque os cientistas geralmente não são especialistas em teologia, filosofia e ética e muitas vezes têm interesses especiais de natureza ideológica ou financeira em suas pesquisas. Além disso, eles não gostam que coloquem restrições em seu trabalho”, observou Saunders.

Numa sessão de perguntas e respostas no Parlamento sob a direção do Lorde David Alton depois da divulgação do relatório, revelou-se que as pesquisas envolvendo híbridos de seres humanos com animais pararam devido à falta de financiamento.

“Argumentei no Parlamento contra a criação de seres meio humanos e meio animais como assunto de princípio”, disse lorde Alton. “Nenhum dos cientistas que apareceu diante de nós conseguiu nos dar qualquer justificativa em termos de tratamento. Em toda fase a justificação dos cientistas foi: se tão somente vocês nos derem permissão para fazer isso, encontraremos curas para todas as doenças que a humanidade conhece. Isso é chantagem emocional”.

“Eticamente, nunca dá para justificar isso — isso nos tira o crédito como um país. É envolver-se com coisas bizarras”, acrescentou lorde Alton. “Dos 80 tratamentos e curas que ocorreram a partir das células-tronco, todos vieram das células-tronco adultas, não das embrionárias. Na base da ética e moralidade, [os experimentos com células-tronco embrionárias] fracassam; e na base da ciência e medicina também”.

Josephine Quintavalle, da organização pró-vida Comment on Reproductive Ethics (Corethics), disse para o Daily Mail, “Estou horrorizada com o fato de que isso esteja ocorrendo e não sabíamos nada disso. Por que eles guardaram isso como segredo? Se eles têm orgulho do que estão fazendo, por que precisamos fazer ao Parlamento perguntas para que isso seja trazido à luz?”

“O problema com muitos cientistas é que eles querem fazer coisas porque querem fazer experiências. Essa não é uma justificativa boa o suficiente”, concluiu Quintavalle.

Artigos relacionados:

“Frankenstein” ou grande avanço científico?: Biólogo americano cria polêmica com DNA artificial

Governo dos EUA infectou centenas de guatemaltecos com DSTs na década de 1940

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/news/frankenstein-uk-scientists-warn-about-secret-human-animal-hybrid-research

Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para NoticiasProFamilia.blogspot.com. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.

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http://juliosevero.blogspot.com/2011/07/frankenstein-cientistas-da-inglaterra.html

http://noticiasprofamilia.blogspot.com/

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quarta-feira, 14 de março de 2012

“Estamos desperdiçando talentos”, diz especialista em superdotados!

Psicóloga alerta que muitas crianças com altas habilidades são diagnosticadas erroneamente. Estudantes precisam de atenção especial.

Cristina Paulino Colavite cresceu vendo a mãe, professora de escola pública, quebrar a cabeça para estimular os alunos mais inteligentes de suas turmas. “Ela contava que alguns aprendiam mais rápido do que outros e sentia que precisava oferecer algo a mais a eles”, lembra. E por que alguns alunos aprendiam mais rápido do que outros? Em busca da resposta e fascinada pelos diferentes níveis e graus de aprendizagem dos seres humanos, Cristina resolveu se especializar em crianças com altas habilidades, os superdotados.

Psicóloga com pós-graduação em Psicologia Clínica, especializada em Educação Especial para alunos com capacidade acima da média, ela atuou na educação básica durante 20 anos. “Na minha concepção, deveria haver professores e psicólogos nas escolas. Educar significa dar amparo emocional também”, afirma.

Apesar de terem o rótulo de “gênias” e “superhomem”, Cristina destaca que as crianças superdotadas são em geral incompreendidas e sofrem. Muitas recebem diagnóstico errado de hiperatividade, déficit de atenção e são medicadas sem necessidade. Para orientar professores a trabalhar com esses alunos em sala de aula, Cristina dará um curso a partir do dia 15 de março no Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP).

Hoje, Cristina é membro do Conselho Brasileiro para Superdotação (CONBRASD), da Associação Brasileira para Altas Habilidades/superdotação (ABAHSD) e atende crianças, jovens e adultos em uma clínica particular. “Tenho recebido muitos pacientes com diagnóstico errado de hiperatividade e TDA (Transtorno do Déficit de Atenção). Crianças que estão tomando Ritalina aos 8 anos de idade, sem necessidade”, alerta.

***Leia a entrevista concedida ao iG:

iG: Como identificar a criança com superdotação? A quais sinais os pais e professores devem estar atentos?

Cristina Colavite: É muito complexo, porque são crianças heterogêneas. Geralmente elas têm uma facilidade muito grande de aprendizado em diversas áreas do conhecimento, profundidade na percepção de mundo, nas sensações, nas observações, nos detalhes e um senso de justiça, ética e moral muito aguçado. São crianças que ficam indignadas com a injustiça e têm uma necessidade absurda de conhecimento, de desafio. Tem facilidade para fazer analogias, associar desde muito cedo o que veem, leem e ouvem. A memória é maravilhosa e elas conseguem organizar as informações. Uma criança comum passa por um menino de rua passando fome e repara. Mas, se logo na sequência há uma vitrine de brinquedos, ela esquece o menino. O superdotado não, ele quer saber por que a criança está lá, quem vai cuidar dela, se ela vai à escola, se ela tem família, e não para de fazer perguntas. Eles se envolvem com os assuntos.
Na sala de aula, elas acabam ficando com rótulos negativos. Porque o que o professor fala, para elas não é o suficiente e às vezes completamente banal. Então elas não prestam atenção e fazem bagunça, ou se fecham no seu mundo interno. São crianças desde muito cedo incompreendidas.

Esses sintomas podem ser confundidos com distúrbios emocionais?

Cristina Colavite: Sim. Erroneamente muitas crianças com altas habilidades são classificadas ou como apáticas, ou hiperativas e déficit de atenção. Elas sofrem e ficam com uma sensação de impotência fora do comum diante das injustiças, dos problemas sociais e políticos do País, por exemplo. Se não são orientadas, se fecham em uma redoma e muitas vezes não conseguem lidar com a frustração. Seu desenvolvimento cognitivo não é compatível com seu desenvolvimento emocional. Os superdotados têm ideais e profundidade no fazer acontecer, mas muitas vezes acabam sendo desestimulados pelos pais e professores, que dizem coisas do tipo “isso não é para a sua idade”, “quando você ficar mais velho vai entender”, “chega de tantas perguntas”, etc. Tenho recebido muitas crianças com diagnóstico errado de hiperatividade e TDA (Transtorno do Déficit de Atenção), que estão tomando Ritalina aos 8 anos de idade.

Como eles devem ser tratados na escola?

Cristina Colavite: Não se deve segregar. Eles devem conviver com as diferenças e devem ser geradas oportunidades para que eles encontrem seus pares. O ideal é ter um espaço extraclasse, com profissionais capacitados, no qual eles possam ter acesso a tudo o que necessitam para seu desenvolvimento pleno, inclusive cursos. Na minha concepção, deveria haver professores e psicólogos nas escolas. Educar significa dar amparo emocional também. O ideal é ter essa parceria, porque os psicólogos vão orientar como as crianças lidam com a aquisição do conhecimento, como se relacionam enquanto os professores vão transmitindo o conhecimento.

Mas são poucas escolas com esses profissionais. O que os professores podem fazer para estimular esses alunos?

Cristina Colavite: Não é uma coisa fácil e é por isso que estou dando este curso. Os professores precisam ter estratégias na elaboração de projetos para esses alunos. Cada uma vem com uma demanda. Eles têm que estar preparados para não minar essas crianças, e sim para estimulá-las. O papel é orientar essa demanda. Não pode falar “não” o tempo todo. “Agora não pode perguntar”, “isso você vai ver o ano que vem”. É direito da criança portadora de necessidades especiais ter um trabalho específico para seu desenvolvimento. Os superdotados também estão nesta classificação, pois a lei de diretrizes e bases diz que é necessário dar amparo específico.

Estima-se que 5% a 10% da população seja superdotada. Isso significa que em praticamente toda classe há cerca de dois alunos superdotados. Estamos desperdiçando talentos?

Cristina Colavite: A Organização Mundial de Saúde fala em 12% da população. Eu acho que este índice varia de 5 a 8% e acredito que em cada sala a gente tenha pelo menos um estudante com alta habilidade perceptível. Sem dúvida, estamos deixando de despertar nossos melhores políticos, administradores, matemáticos, cientistas, artistas, pesquisadores.

Os superdotados tem um perfil emocional distinto? São tímidos, sofrem bullying, tem problemas emocionais, dificuldades de expressão ou isso varia muito de criança para criança?

Cristina Colavite: Depende de cada criança. A maturidade significa desenvolver os recursos internos emocionais para lidar com as situações adversas do mundo. A criança não sabe fazer isso. Mediante a uma percepção de mundo muito aguçada, o desenvolvimento emocional estará sempre aquém. O desenvolvimento emocional tem que estar muito bem amparado para segurar essa percepção de mundo intensa. Educadores e pais têm que ouvir a criança, entender a demanda dela e não minar. Tentar entender suas necessidades. Olhar para a criança sem preconceito, sem a ideia de que todas são iguais. E procurar supri-las.

Marina Morena Costa, iG São Paulo

Você quer saber mais?

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/estamos-desperdicando-talentos-diz-especialista-em-superdotados/n1597689953678.html

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/superdotados+uma+minoria+invisivel/n1237785575247.html

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/ate-hoje-nao-achei-nada-dificil-eu-consigo-diz-superdotada/n1597368887052.html

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/cacadores-de-superdotados-investem-em-criancas-carentes-no-rio/n1597368790506.html

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/novo-decreto-e-pne-assustam-defensores-de-educacao-inclusiva/n1597408058657.html

segunda-feira, 12 de março de 2012

A bandeira Integralista e o Sigma. Nenhuma relação com simbologia nazista.

A bandeira do Movimento Integralista é simbolizada por uma bandeira azul e branca com as seguintes características: em campo azul real, uma esfera branca, ao centro da qual se destaca um Sigma maiúsculo em cor preta.

O azul da bandeira simboliza a atitude do pensamento integralista. Evoca distâncias, mostrando que o Integralismo não se submete aos limites políticos que nos têm amesquinhado, mas tem um grande ideal que é a integridade do Brasil e a projeção de seu respeito e grandeza entre os povos do Universo.

A esfera branca mostra a pureza de sentimentos e a sinceridade dos propósitos integralistas.

A cor branca é ainda a resultante da mistura de todas as cores, e o Sigma nela inscrito significa, como está dito acima, é a integralização de todas as Forças Sociais na suprema expressão da Nacionalidade.

Cada sub-divisão do movimento contava com símbolos próprios, como por exemplo, os plinianos (os grupos de juventude), cuja bandeira era similar à oficial, porém, com um cruzeiro do sul atrás do sigma. Gostaria que o leitor frisasse bem esses símbolo, pois atualmente grupos de cunho neonazista têm adulterados símbolos integralistas para parecerem com símbolos nazistas e um deles é o da Juventude Pliniana, que aparece como uma bandeira da marinha de guerra nazista. UM ABSURDO!!! A simbologia integralista é 100% nacional e isso incomoda a muitos principalmente por pregarmos a mestiçagem das etnias que compõem o Brasil e o cristianismo como base familiar.

O que e o Sigma?

O Sigma é o sinal simbólico do Movimento Integralista . É uma letra grega que corresponde ao nosso "S" sinonimo de soma. É usada para indicar a soma dos finitamente pequenos e também era a letra com a qual os primeiros cristãos da Grécia indicavam o nome de Cristo (Soteros).

O símbolo lembra que o nosso movimento tem o significado de integrar todas as forças sociais do país na suprema expressão da nacionalidade, seja você negro, branco, pardo ou indígena, a nossa luta é para implantar o estado integral.

Neonazismo e nazismo na rede. O que fazer?

Se você viu algum dos símbolos que seguem abaixo em algum site ou blog. Denuncie, pois o uso desses símbolos são proibidos em nosso território nacional. São símbolos de ódio! Símbolos que pregam o ódio contra negros, amarelos, pardos etc. Símbolos que dizem...se você não for branco você não presta para nada, ENTÃO UNA-SE A NÓS INTEGRALISTAS NA LUTA CONTRA ESSAS ATROCIDADES.....NAZISMO NUNCA MAIS!!!!!!!

Denuncie! Nazismo é crime! ESSES SÍMBOLOS NÃO TÊM NENHUMA RELAÇÃO COM O MOVIMENTO INTEGRALISTA E NUNCA TIVERAM!

Abaixo seguem os links das principais instituições governamentais e ongs, aonde você pode denúnciar sites e blogs de cunho neonazista.

Estou colocando os principais links das páginas oficiais do movimento integralista nas quais poderam encontrar informações sobre as origens do movimento e juntamente segue os principais e-mails da direção da FRENTE INTEGRALISTA BRASILEIRA.

Você quer saber mais?

http://denuncia.pf.gov.br/

http://www.safernet.org.br/site/

https://denuncia.uol.com.br/

http://www.dpf.gov.br/

Conheça realmente o Integralismo!

http://www.integralismo.org.br/

http://www.integralismo.org.br/?cont=786&vis=

http://acaodosblogsintegralistas.blogspot.com/

http://noticiasdosigma.blogspot.com/

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Caixa Postal 1156, São Paulo - SP - CEP 01032-970

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sábado, 10 de março de 2012

Teseu, o lendário herói grego.

Lendário herói e considerado um semi-deus da mitologia grega, nascido em Genetíon, perto de Trenezene, na Argólida, cujo maior feito foi matar o Minotauro, monstro metade touro e metade homem, que habitava o célebre labirinto mantido pelo rei Minos, na ilha de Creta. Filho de Egeu, rei de Atenas, e de Etra, filha do sábio Piteu, rei de Trezena, na Argólida, e foi criado por sei avô materno, que o educou nas artes musicais e gímnicas, e por Quírom que ensinou a arte de caçar. Ao deixá-lo com o avô, Egeu, antes de retornar a seu reino, escondeu suas espada e sandálias sob uma pesada rocha e recomendara ao filho que só as procurasse quando fosse bastante forte para levantá-la.

Aos dezesseis anos, pôde realizar a façanha e foi ao encontro do pai, decidido a livrar Atenas do pesado tributo devido a Creta, de sete moças e sete rapazes que eram devorados pelo Minotauro todos os anos. Depois de vencer vários obstáculos, inclusive matando Procustoe, a ferocíssima porca de Cromíon, chegou ele a Atenas, onde foi reconhecido por seu pai, ao desembainhar a espada. Capturou, em seguida, o touro de Maratona, que lançava fogo pelas narinas e derrotou seus primos, filhos de Palas que aspiravam ao reino de Atenas. Com a concordância do pai, o herói seguiu para a ilha de Creta como se fosse um do grupo de sete rapazes e sete moças de Atenas a serem sacrificados, como tributo ao Minotauro.

Em Creta, a filha de Minos, rei de Creta, Ariadne, apaixonou-se por ele e deu-lhe um novelo de fios de lã e uma espada. O herói entrou no labirinto, encontrou e matou o monstro com um golpe de espada e conseguiu achar a saída do temível labirinto seguindo o fio de lã que havia desenrolado do novelo por todo o caminho percorrido, libertando Atenas do tributo. Depois de deixar Creta levando Ariadne, abandonou-a à própria sorte na ilha de Naxos e chegou a Atenas, onde foi causa involuntária da morte de seu pai Egeu, que achando que o filho tinha morrido, suicidou-se. Sucessor do pai, uniu os povos da Ática, com capital em Atenas, adotou o uso da moeda, criou o Senado, promulgou leis e instaurou a base da democracia e instituiu as festas Panatenéias e os jogos Ístmicos.

Depois voltou a fase de aventuras e em companhia de Héracles, participou da expedição contra as Amazonas e terminou por casar-se com à rainha delas, Antíope, com a qual teve um filho, Hipólito. Viúvo, casou-se com Fedra, irmã de Ariadne, da qual teve Acamas e Deméfon. Participou da caçada ao javali de Calídon e da expedição dos Argonautas. Foi íntimo amigo de Piríto, com o qual derrotou os Centauros e raptou Helena de Esparta, mais tarde resgatada por seus irmãos Castor e Pólux. Desceram ao mundo inferior, com a intenção de raptar Perséfone, porém Hades os aprisionou até a chagada de Héracles, que os libertou. Voltando a Atenas, encontrou seu trono ocupado por Menesteu que o julgava morto. Desolado, desistiu do poder, mandou os filhos para a Eubéia e exilou-se na ilha de Ciros, onde foi morto por seu primo, o rei Licomedes, empurrando-o em um precipício. Por ordem de Delfos, seus ossos foram transportados para Atenas, onde foi-lhe exigido um esplêndido templo.

Você quer saber mais?

http://www.mlahanas.de/

http://www.explorecrete.com/mythology/GR-amaltheia.html

sexta-feira, 9 de março de 2012

Internacionalização da Amazônia

Não sejam ingênuos gringos! A Amazônia é nossa....não nos subestimem. A última vez que os estadosunidenses subestimaram um povo foi no Vietnã e vejam as consequências. Tiveram que abandonar o país derrotados. AQUI NÃO SERÁ DIFERENTE.

Durante debate ocorrido no mês de Novembro/2000, em uma Universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam, foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade.

Cortaremos os dedos dos falsos ambientalistas, que invadem nossa nação com intenções excusas e destruiremos seus interesses imperialistas.

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado.

Sodados brasileiros treinando táticas de guerrilha na selva. SELVA!!!!!!!!!!!!!!!!

Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA.

Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

O aviso está dado! Jamais nos curvaremos diante dos interesses estrangeiros. Aqui é terra de brasileiro, e quem dita as regras são os brasileiros. Qualquer tentativa de invasão de nossas fronteiras por quem for será considerado um ato de guerra e a nação ou nações invasoras serão consideradas INIMIGO!

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa." E PONTO FINAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

(*) Cristóvam Buarque foi governador do Distrito Federal e reitor da Universidade de Brasília (UnB), nos anos 90. É palestrante e humanista respeitado mundialmente.

Você quer saber mais?

http://br.monografias.com/trabalhos/amazonia-ameacada/amazonia-ameacada.shtml

http://www.forte.jor.br/tag/amazonia/

http://www.portalbrasil.net/reportagem_amazonia.htm

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