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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Civilizações esquecidas: Reino de Aksum.


Aksum, foi um poderoso império comercial que floresceu no nordeste da África há vários séculos. Aksum também era o nome da capital do reino. Atualmente, é uma cidade do norte da Etiópia.

A localização de Aksum entre o mar Vermelho e o rio Nilo ajudou a transformá-la num dos mais importantes e ricos centros comerciais da época. Entre os produtos que circulavam por seus portos estavam marfim, couro de hipopótamo, perfumes, ouro e animais.

O reino também era famoso por sua arquitetura. Na praça central da cidade de Aksum ainda estão alguns dos obeliscos de granito entalhado da época do império. (Um obelisco é uma coluna alta e estreita, com uma pequena pirâmide no topo.) Acredita-se que alguns obeliscos de Aksum estejam sobre túmulos subterrâneos dos governantes do reino.

Aksum se expandia à medida que se tornava mais poderosa. No século IV d.C., conquistou o reino de Kush, ao norte. Os soberanos de Aksum então ampliaram suas fronteiras até o sul da península Arábica, depois de cruzar o mar Vermelho. Nos séculos VII e VIII, o reino se enfraqueceu enquanto os árabes muçulmanos emergiam como um novo centro de poder.


O povo de Aksum sempre fora cristão desde o século IV. Os árabes permitiram que mantivessem a religião cristã, porque, no passado, Aksum havia dado refúgio aos seguidores do fundador do islamismo, o profeta Maomé. Atualmente, Aksum é considerada uma cidade sagrada da Igreja Ortodoxa Etíope. Aksum tem 54.000 habitantes (estimativa de 2011).

Aksum foi sede de um dos estados mais poderosos da região entre o Império Romano do Oriente e a Pérsia, cujo poder estendeu-se do século I ao XIII dC. O auge da cidade e do Império de Aksum ocorreu no século IV dC, quando o território controlado abrangia a atual Etiópia, o sul do Egipto e parte da Arábia, no sul do atual Iêmem. O comércio marítimo, com rotas que chegavam até o Ceilão, era realizado através do porto de Adulis (na atual Eritreia). Segundo o autor grego anônimo do Périplo pelo Mar da Eritreia, datado do século I dC, Adulis exportava escravos, marfim e cornos de rinoceronte. Relações comerciais foram mantidas com o Egito (então uma província romana) desde o século I e com a Índia a partir do século III; o comércio continuou com o Egito, Síria e o Império Bizantino até o século VII. A área da cidade chegou a cobrir 250 acres e estima-se que a população alcançou 20.000 pessoas no seu auge. A desaparição do Império de Meroe, por volta de 320, pode estar relacionado ao crescimento de Aksum, que com isso pôde redirecionar o comércio de marfim do rio Nilo ao porto de Adulis. Sinal da importância econômica da cidade foi a cunhagem de moedas, que começou no século III e continuou até o século VII.


Durante os primeiros séculos do primeiro milênio dC foram levantados, no campo de Mai Hedja, grandes estelas de pedra que recordavam grandes reis. Essa prática, que durou até cerca de 330 dC, terminou na época do rei Ezana, que converteu-se ao Cristianismo. Em total há 126 obeliscos em Aksum, incluído o de maior tamanho conhecido, quase todos atualmente caídos e partidos em pedaços.

O Cristianismo foi adotado como religião estatal em 330, o que criou laços religiosos com o Egito (então cristão) e o Império Bizantino. Segundo a história, o rei Ezana foi convertido por Frumêncio, um monge sírio que foi mais tarde feito bispo pela Igreja Copta egípcia. A partir dessa época, os reis cristãos de Aksum construíram palácios e igrejas, entre estas a primeira Igreja de Santa Maria, levantada em finais do século IV, segundo uma lenda, na área de um lago que secou milagrosamente. Achados arqueológicos e antigos textos mostram que a cidade contou com palácios e casas nobres de pedra com vários andares, mas a maioria das moradas em Aksum eram de barro e cobertas de palha.


Segundo a tradição religiosa da Igreja Ortodoxa Etíope, recolhida na obra Kebra Nagast (século XIII), foi de Aksum que partiu Makeda, a rainha de Sabá, para visitar o rei Salomão em Jerusalém. Ainda segundo a tradição, da união entre ambos nasceu Menelik, que após visitar o pai trouxe à Etiópia a Arca da Aliança, que até hoje estaria numa capela do complexo da Igreja de Santa Maria de Sião.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.