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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O que é Zooarqueologia?


Zooarqueologia no MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia – Zooarqueologia). Marcos Santos/usp imagens. 

A palavra pode parecer estranha quando ouvimos pela primeira vez, mas após este momento, se busca então tentar entender o que ela significa.
De maneira geral, o significado da palavra é desconhecido para a maioria das pessoas, independente do meio em que se encontram, inclusive no meio acadêmico. Muitos alunos e professores não fazem ideia do que significa a palavra Zooarqueologia.

Pois então vamos entende-la: o conceito ZOO nos remete a animal, vem de Zoologia, que é a ciência que trata dos animais; e ARQUEOLOGIA pode ser entendida como a ciência que estuda todo o tipo de vestígios de antigas populações humanas.

Bom, a partir daqui já nos é possível entender o que faz a Zooarqueologia, é a disciplina ligada à Arqueologia, que se dedica ao estudo dos vestígios faunísticos encontrados associados a sítios arqueológicos.

Mas agora você pode estar se perguntando o que é Vestígio Faunístico? O que é Sítio Arqueológico? Bom, vamos entender o que significam estes termos: Vestígios Faunísticos são, em geral, fragmentos de conchas e/ou ossos que restaram dos animais; Sítio Arqueológico pode ser denominado como o local onde se encontram remanescentes culturais de antigas populações.

Agora que já sabemos o que é a Zooarqueologia, podemos inferir que o profissional ligado a este tipo de estudo é o Zooarqueólogo. Os estudos zooarqueológicos ocorrem através da análise dos remanescentes, sejam eles conchas ou ossos, escavados em sítios arqueológicos.

Com base nestes elementos é possível se obter conhecimentos sobre padrões alimentares, padrões de assentamento, processos de formação dos sítios, paleoambientes (“Ambientes Antigos”), paleodistribuição (“Distribuição Antiga”), entre outros conhecimentos. Estas são informações muito importantes para entendermos de que forma as antigas populações humanas se distribuíram e ocuparam os espaços,a fim de desenvolver seu modo de vida.

A análise e identificação dos remanescentes faunísticos ocorrem principalmente através de comparação com os elementos conchíferos (de conchas) e ósseos de coleções de referência (em geral Coleção Conquiliológica e Osteológica) e da consulta em bibliografias especializadas no assunto.


Esquema ósseo de uma Anta. Imagem: Instituto Anchietano de Pesquisas.

O trabalho do Zooarqueólogo exige minúcia, paciência, dedicação e estudo. São necessários conhecimentos da área de zoologia, ecologia e paleontologia, fundamentais para as interpretações em conjunto com a Antropologia e Arqueologia. Para o desenvolvimento de seu trabalho se utilizam muitas técnicas, várias delas vindas da Paleontologia, ciência que se dedica ao estudo de animais e vegetais fósseis.

Algumas pessoas, muitas vezes se confundem, e acham que zooarqueólogo e paleontólogo são iguais, porém não são. Como comentado anteriormente, há algumas técnicas de trabalho que são comuns para as duas especialidades, porém ambas trabalham com escalas temporais distintas. A Paleontologia trabalha com eras geológicas (na escala de milhões de anos) e a Zooarqueologia em uma escala temporal mais recente, ligada estritamente ao contexto humano.

Trabalhos com olhar zooarqueológico possuem relevante papel no resgate dos padrões de comportamento e adaptação cultural das antigas populações humanas e esta área de atuação vem contribuindo de forma cada vez mais significativa em várias áreas da Arqueologia.

Este breve texto é apenas um sucinto comentário sobre a práxis zooarqueológica e sua intenção é apresentar alguns aspectos sobre o que propõe este tipo de estudo e de que forma este pode contribuir na construção do conhecimento sobre antigas populações humanas.

O Instituto Anchietano de Pesquisas abriga em seu acervo duas coleções de referência, uma Conquiliológica e outra Osteológica, com 616 exemplares de animais. Estas coleções contribuem em projetos desenvolvidos pela instituição desde meados de 1960, e vem sendo aprimoradas de forma contínua.


Coleção Osteológica. Imagem: Instituto Anchietano.


Aos que tiverem interesse em conhecer e se aprofundar mais no assunto podem vir ao Instituto fazer uma visita e conhecer o acervo.

Agendamento de visitas: (51) 3590 8409; anchietano@unisinos.br

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.