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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

PLÍNIO SALGADO: SÍNTESE CRONOLÓGICA


Plínio Salgado. Imagem: Casa de Plínio Salgado. 


1895 — Nascimento, a 22 de janeiro, na cidade paulista de São Bento do Sapucaí, filho do farmacêutico Francisco das Chagas Esteves Salga­do e da professora dona Ana Francisca Rennó Cortez. Quando criança, juntamente com seus irmãos, ouvia preleções de seu progenitor, chefe político do município, em torno de Caxias e outros grandes vultos da história pátria. Lia muito, principalmente os clássicos da língua.

1911 — Aos 16 anos, com o falecimento de seu pai, e estudando no Ginásio São José, em Pouso Alegre (Estado de Minas), teve de voltar para São Bento do Sapucaí a fim de cuidar de sua progenitora e dos quatro irmãos mais novos.

1913 — Aos 18 anos, cria o Partido Municipalista, juntamente com Gama Rodrigues, Machado Coelho, Agostinho Ramos e Joaquim Cortez, "para combater a ditadura do governo estadual" . Esta foi a primeira organização política brasileira a se voltar para a defesa do município. Aplica-se em sua cidade a diversas atividades, dirige um clube de futebol, um grupo teatral, pronuncia conferências é orador oficial em todas as solenidades,é defensor de réus quando faltavam advogados, funciona como topógrafo judicial e ocupa cargo de inspetor escolar no município. Lança o semanário local "Correio de São Bento".

1918 — Casa-se com a senhorita Maria Amélia Pereira, descendente de tradicional família sãobentista, a qual veio a falecer após um ano, dei­xando uma filha, Maria Amélia, com apenas 15 dias, que passou a ser zelada pela avó e tios.

1919 — Muda-se para São Paulo onde ingressa como suplente de revi­sor ascendendo logo a redator, no "Correio Paulistano", porta-voz do governo estadual na época. Aí trava conhecimento com inúmeros inte­lectuais e políticos, a muitos ligando-se por sólida e profunda amizade.

1922 — Realização da Semana de Arte Moderna, cujos principais par­ticipantes. "apontaram novos caminhos, libertações integrais, nacionalismo espontâneo". Leitura absorvente de Marinetti, Soffici, Apollinaire, Cocteau,Max Jacob,Cendrars.

1924 — Indicado como Secretário da Coligação Paulista, presidida por Altino Arantes.

1926 — Publicação de O Estrangeiro. Preocupação com problemaspolíticos, leituras de Marx, Sorel, Lenin, Trotsky, Riazonov, Plekanov, Fuerbach. Falecimento de sua progenitora,

1927 — Insistentemente convidado pelo Presidente Júlio Prestes candidatou -se a deputado estadual e é eleito com grande votação.

1928 — Cria a Prefeitura Sanitária de Campos do Jordão e consegue leis favoráveis àagricultura paulista. Funda, com Menotti dei Picchia,Cassiano Ricardo e Motta Filho o Movimento Verde-Amarelista.

1929 — Em 31 de julho, como primeiro ocupante, toma posse da cadeira nº 6, da Academia Paulista de Letras, sendo patrono da mesma Couto de Magalhães. Posse conjunta de Plínio Salgado, Menotti del Picchia, Alfredo Ellis Jr., Cassiano Ricardo, Nuto Sant'Ana e Gofredo da Silva Teles.

1930 — Viagem à Europa e Oriente, como preceptor de um jovem paulistano. Vê as transformações políticas da Turquia, da Itália, da Alemanha, "lê uma vasta literatura comunismo que circulava em País", examina a pequena Bélgica, medita no Egito (sobre o imperialismo inglês), observa observa a anarquia dos espíritos nas Espanha e a nova ordem de Portugal: "tudo me mostrava a morte de uma civilização, o advento de uma nova etapa humana". Deflagrada no Brasil a revolução contra Washington Luis e o sistema político que este representava.

1931 — Fundação e direção de "A Razão". Artigos diários de doutrinação política e análise da situação brasileira e internacional.

1932 — Revolução Constitucionalista. Incêndio de "A Razão", Funda­ção da Sociedade de Estudos Políticos (SEP). Lançamento do Manifesto de Outubro, com que se iniciaram as atividades independentes da Ação Integralista Brasileira, antes um setor de orientação da SEP.

1935 — Intentona comunista no quartel da Praia Vermelha, ocasião em que foram assassinados covardemente pelos comunistas, na calada da noite, quando dormiam, indefesos oficiais do Exército Brasileiro, alguns adeptos do Integralismo. Por telegrama ao Presidente da República é oferecida a ajuda dos Integralistas.

1936 — Casa-se em segundas núpcias com a senhorita Carmela Patti pertencente a conceituada família radicada em Taquaritinga, Estado de São Paulo, não havendo filhos deste consórcio.

1937 — Candidatura à Presidência da República, concorrendo com José Américo de Almeida e Armando Salles Oliveira. Fechamento de todas as organizações políticas. É convidado para Ministro da Educação, que recusa por não concordar com os termos da nova constituição. É implantado o Estado Novo.

1938 — Revolta, denominada "integralista" (Dicionário de História do Brasil, Melhoramentos, São Paulo, 1976, 4ª edição, pág. 469), objetivando a restauração democrática no Brasil, e que   ocasionou inúmeras prisões e fuzilamentos de membros da Ação Integralista Brasileira e exílio dos principais lideres.

1939 — Prisão na Fortaleza de Santa Cruz. Exílio para Portugal.

1939-1946 — Intensa atividade cultural e religiosa em Portugal.

1942 — Publicação da Vida de Jesus, cuja primeira edição, lançada em São Paulo, é apreendida e logo após liberada.

1946 — Retorno ao Brasil, com a deposição de Getúlio Vargas. Fun­dação, por um grupo de brasileiros, do Partido de Representação Popular. É eleito Presidente do Partido de Representação Popular (extinto, jun­tamente com todos os outros organismos políticos, após 1964).

1947 — Escreve semanalmente um artigo para o semanário "Idade Nova".

1948 — É convidado a comparecer às Conversações Católicas Interna­cionais, realizadas em San Sebastian, na Espanha, diretamente pelo Arcebispo de Santiago de Compostela, D. Bellester Nietto, para colaborar na redação de uma "Carta dos Direitos e Deveres do Homem", tendo a sua orientação sido a vencedora, e o primeiro artigo ficado assim redigido: "O Homem é um ser feito a imagem e semelhança de Deus, seu criador, possuindo uma alma imortal, dotada de inteligência e de vontade livre. Ele deve encontrar na sociedade civil os meios de cumprir seus deveres e exercer seus direitos correlativos, conforme as finalidades da sua natureza e sua vocação divina".

1950 — Apoia o Brig. Eduardo Gomes à Presidência da República e disputa a senatoria pelo R. G. do Sul, onde obtém mais dé 300.000 votos, não conseguindo, porem, eleger-se.

1952 — Fundação da Confederação de Centros Culturais daJuventude e sua eleição como Presidente de Honra da mesma, que reuniu, inicialmente, dezenove entidades de jovens, oriundas de todo o Brasil, e chegou a atingir para mais de quinhentas em todo o território nacional.

1953 — Fundação do semanário "A Marcha", de que foi colaborador até o encerramento de suas atividades.

1955 — Candidatura à Presidência da República, disputando com Jus­celino Kubitschek de Oliveira, Juarez Távora e Ademar deBarros, quando obteve quase um milhão de votos.

1956 — Eleito Deputado Federal pelo Estado do Paraná.

1960 — Passa a colaborar semanalmente no "Diário de São Paulo", o que faz durante 15 anos seguidos.

1960-1964-1970 — Eleito Deputado Federal pelo Estado de São Paulo, integrando sempre a Comissão de Educação e Cultura. Instala-se, definitivamente, em Brasília, a partir de 1960.

1961 — Representa o Brasil na Conferência Geral da UNESCO, em Paris, como observador parlamentar.

1975 — Falecimento, a 7 de dezembro, em São Paulo, sendo enterrado no cemitério do Morumbi.


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Você quer saber mais? 

SALGADO, Plínio. Vida de Jesus, São Paulo, Ed. Voz do Oeste, p. XII, 1985.































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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.