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terça-feira, 24 de novembro de 2015

A Revolução francesa, questões sociais, as ideias Iluministas, a configuração política após a revolução, e as questões econômicas.


21 de janeiro de 1793, Luís XVI foi decapitado pela guilhotina na Place de la Révolution. 
          
A Revolução Francesa é conhecida por muitos nomes como ‘encruzilhada do mundo moderno’ onde as pessoas podiam mudar tudo inclusive a natureza humana para uma nova direção mais justa e fraterna. A Revolução apoiou a indústria e o capitalismo, mas foi uma nova ordem que custou muito caro a vida milhares de franceses. Robespierre, o incorruptível esteve a frente da revolução e suas palavras eram suas maiores armas, mas a Revolução em certo ponto devoraria seus próprios filhos. No palácio de Versalhes construído por Luís XIV para se afastar do povo ocorreu um dos eventos importantes no cenário da Revolução advinda, o casamento de Luís da família Bourbon da França com Maria Antonieta dos Habsburgo da Áustria. O objetivo desse casamento era acabar com as rivalidades entre os dois impérios e iniciando uma aliança com ambas as nações por via dos herdeiros, mas Luís XVI demorou anos para ter um filho com Maria Antonieta, pois ele sofria de uma doença, após se operado eles tiveram 4 filhos.

O desgoverno monárquico deixou o povo na miséria e faminto, quando Luís XV faleceu seu filho Luís XVI  não sabia governar e ficava vivendo no luxo em Versalhes enquanto o povo morria de fome. Em Paris as ideias iluministas florescem desde a Idade Média a sociedade era dividida em nobreza, clero e camponeses, mas a união de ciência e razão traria uma corrente de novas ideias para Paris, segundo as ideias iluministas a pessoa deve pensar por si só. As ideias do iluminismo permeavam todas as classes e colocava em risco a hierarquia medieval. O apoio francês a guerra da independência dos Estados Unidos marcou a quebra do governo francês. Maria Antonieta gastava dinheiro em futilidades comprando joias e roupas enquanto a França era assolada pela miséria. A visão que o povo tinha da monarquia nesse período era péssima. Um dos exemplos era a farinha que ficava mais cara a cada dia enquanto em Versalhes gastavam muito com festas e comidas refinadas. Robespierre enviava cartas à Versalhes criticando a monarquia, mas Luís XVI as ignorava completamente, pois continuava a aumentar os impostos do povo no pior inverno em anos o de 1788. A farinha para o povo do século XVIII era a essência da vida e  o pão vida. Logo os altos preços tornaram o preço de um pão o soldo de um mês de trabalho. Então o povo se rebelou  em revoltas populares desorganizadas.

O rei reúne os Estados Gerais para realizar eleições que são consideradas injustas, pois cada classe tem direito a um voto, nobreza, clero e camponeses, mas 97% da população são de camponeses. Robespierre inspirado nas ideias iluministas quer que o clero e a nobreza paguem impostos, então nasce a Assembleia Nacional em meio as ideias iluministas de Robespierre e dos Deputados. O povo cria uma Guarda Nacional em Paris para se proteger dos soldados monarquistas. Pegam 28 mil mosquetes, mas faltava pólvora que eles sabiam aonde encontrar, na prisão da Bastilha. Então clamam 'Par‘ a Bastilha’, e no meio do povo tremula a bandeira tricolor vermelho e azul de Paris cortada pelo branco da casa real de Bourbon. Luís XVI foi informado sobre a tomada da Bastilha que desencadeou a Revolução francesa, os franceses, o povo derrubaram-na com suas próprias mãos como um símbolo do fim do antigo regime. É regida a Declaração dos Direitos Humanos e  declarada uma monarquia constitucional. O francês Marat escreve e publica o jornal L’ami du people, que expunha e criticava a  nobreza e o clero e defendia ideias iluministas de igualdade, liberdade e fraternidade, pois nunca houve liberdade de imprensa na França e os revoltosos a exigiam. Marta odiava os gastos da monarquia enquanto o povo passava fome. Marat incitava o povo a cortar cabeças de nobres.

Diante desses acontecimentos, soldados monarquistas cercam Paris e o povo se arma para a defesa. As mulheres atuam veementemente na Revolução, elas avançam junto a 20 mil pessoas até os portões de Versalhes e o cercam. Exigem a ida do Rei e da Rainha para Paris. A turba invade o palácio de Versalhes atrás dos nobres. O rei e a rainha estavam a mercê do povo que só queria sua atenção para seus problemas. Levaram o rei e a rainha até Paris e carroças cheias de farinha dos estoques reais. Após dois anos que a família real está em Paris. Os jacobinos se reúnem liderados por Robespierre. Em 1791, Luís XVI tenta reassumir o poder com o apoio de outras monarquias europeias como a Áustria, mas Luís XVI fracassa na fuga. Essa tentativa de fuga rompeu os elos entre o povo e seu rei que agora era visto como traidor da revolução. A decapitação era uma pena de morte reservada somente a nobres, mas os revolucionários queriam que todos morressem da mesma forma. Então o médico e inventor José Ignácio Guillotin criou uma máquina de decapitar humanitária. Os revolucionários creem em valores humanitários. Em 1792 Paris declara guerra a Austria contra a vontade de Robespierre. Luís XVI e Maria Antonieta jogavam um jogo duplo, pois fingiam apoiar a revolução, mas enviavam cartas aos austríacos revelando as posições das tropas revolucionárias.

Em 1792 nasce a republica e Luís XVI é tirado do trono, quando os austríacos ameaçaram destruir Paris se algum mal fosse feito a família real. Enquanto isso Danton inflama o povo a defender seu país contra os austríacos e prussianos. Os Sansculottes matam 1600 prisioneiros, pois temiam que eles se voltassem contra eles em caso de invasão externa. A revolução é criticada pelo mundo, Robespierre acredita que alguém deve tomar o controle e de inicio manda decapitar o rei Luís XVI, marcando a vitória da revolução e o nascimento da república. O editor do jornal L’ami du people é assassinado por acharem que ele incitava o povo ao ódio, mas Marat acabou se tornando mártir da república. Maria Antonieta é condenada a morte em 1793. A França se encontra isolada das outras nações europeias.

O reino de Terror de Roberpierre tem inicio e a paranoia tem a revolução e a guilhotina trabalhando incessantemente. Robespierre antigo opositor da pena de morte agora torna-se seu feroz defensor e também trabalha para a descristianização da França. A Igreja passou a ser inimiga dos revolucionários, criaram uma calendário revolucionário para se opor ao cristão. O exército francês liderados pelo general Napoleão começa a conquistar vitórias. Danton antes aliado de Robespierre decide por fim aso massacres da revolução, mas Robespierre entende isso como traição e manda decapitar todos os dantonistas. Em 1794 durante do ‘grande terror’, 800 pessoas eram mortas por mês na guilhotina. Quando Robespierre cria o festival do ‘ser supremo’, os revolucionários acham que Robespierre ficou louco. Os deputados o declaram fora da lei. Robespierre tenta se suicidar, mas não consegue, sendo executado na guilhotina em 1794. O terror morreu com Robespierre, mas não a revolução.

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BENETTI, Viviana; CHAGAS, Wagner dos Santos.  História Contemporânea do Século XIX, 2015.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.