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domingo, 29 de junho de 2014

As Intervenções Militares brasileiras no Prata durante o II Império.


Imagem: Manuel Ceferino Oribe y Viana.

A Guerra contra Oribe (Uruguai) e Rosas (Argentina) em 1851-1852.

            O governador de Montevidéu, o blanco Manuel Oribe, alia-se a Juan Manuel de Rosas, governador de Buenos Aires e cria entraves para os negócios brasileiros em Montevidéu e impedimentos para os estancieiros brasileiros que tinham propriedades no Uruguai, para passagem de seu gado pela fronteira rumo às suas estâncias no Rio Grande do Sul.

            Decidido a derrubar os dois caudilhos, do Uruguai e da Argentina, o Brasil firmou alianças com o Paraguai presidido por Carlos López e com os inimigos políticos do blanco Oribe (frutuoso Rivera -Colorado) e de Rosas (Justo Urquiza –governador da província de Entre-Rios e da província de Corrientes).

            Irineu Evangelista de Sousa financiou a resistência à Oribe em Montevidéo. Caxias (comandou o Exército) e Grenfell (comandou a Marinha) que derrotam Oribe em 1851. Rosas é derrotada na batalha de Montecaseros em 1852. O império estabelece um domínio ostensivo no Prata.  

            Os brasileiros em número de mais de vinte mil, constituíam mais de 10% da população uruguaia possuindo cerca de 30% de terras do país.

            O blanco Berro procurou limitar o assentamento de brasileiros no Uruguai, assim como o direito de possuírem escravos e, além disso, se recusou a renovar os Tratados de Comércio e Navegação com o Brasil que expiraram em 1861 e tentava controlar e taxar o comércio bovino através da fronteira com o RS.

A Guerra contra Aguirre no Uruguai (1864-65).


Foto: Atanásio da Cruz Aguirre.

            No Uruguai, em abril de 1863, iniciou-se uma guerra Civil do general colorado Venâncio Flores contra os Blancos de Berro. O Brasil e a Argentina (unificada com Bartolomeu Mitre) apoiaram Venâncio Flores. Em 1864, o Brasil enviou uma missão diplomática chefiada por José Antônio Saraiva, já sob a presidência do sucessor de Berro, o também blanco Atanásio Aguirre e a pretexto de proteger os direitos adquiridos pelos brasileiros no Uruguai buscava de fato criar condições para justificar uma intervenção militar no Uruguai. Acompanhado por uma esquadra comandada pelo então vice-almirante Tamandaré. Saraiva tentou impor uma substituição dos blancos por colorados. Aguirre, que já entrara em entendimentos com o Paraguai, esperando o apoio do presidente Solano López, recusa-se ceder às pressões brasileiras o que motivou o ultimato imperial ameaçando invadir o país, caso as exigências brasileiras não fossem atendidas em um prazo de seis dias. Como Aguirre manteve sua posição, em 12 de setembro tropas brasileiras invadiram o Uruguai.
           
    
        O governo argentino se manteve formalmente neutro. Em 1865, Flores, colorado, conseguiu tomar o poder em Montevidéo, selando um acordo de paz com o Império.  A esta altura um novo conflito já se iniciara quando o Paraguai declara Guerra ao Brasil.

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DEL PRIORE, Mary e Renato Venâncio. O Livro de Ouro da História do Brasil. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.

NEVES, Lúcia Maria Bastos; MACHADO, Humberto Fernandes. O Império do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.