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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Uma pequena análise sobre o livro de Enoch

Enoch, o sétimo depois de Adão.

O livro de Enoch foi retirado do corpus bíblico por ser apócrifo, e isto comporta duas assepções, tanto a de oculto, quanto a de se ser suspeito e pouco confiável. Pela estrutura do texto, ambas devem ser aplicáveis.
Excluindo-se o sentido cabalístico do texto, em muitas seções resta apenas um arrazoado sem o menor sentido diante da ciência contemporânea, é claro que o essencial resta oculta nas estâncias do misticismo Sepher Dzieunuta, e do Sepher Yetsirá.
Entretanto, embora este livro tenha sido retirado da oficialidade canônica, não deixa de ser citado muitas vezes no corpus bíblico,como em Lucas (3,37), Hebreus (11,5), Eclesiástico (44,16 ; 49,14). Na epístola de Judas Tadeu cita Enoch textualmente: Tembém Enoch, o sétimo depois de Adão, profetizou destes, dizendo: " Eis que vem o Senhor entre milhares dos Seus santos a fazer juízo contra todos, e a argüir todos os ímpios de todas as obras de sua impiedade..."
O Livro foi reencontrado no século XVIII pelo viajante inglês Bruce. No século XIX, foi feito por Lawrence uma edição em 1821 e muitas outras na Inglaterra e Alemanha. Servimo-nos do tomo 23 do "Dictionaire des Apocryphes", 1856, Ab. Migne de excelente qualidade por sua fidelidade e informações antepostas ao texto.
Os exegetas estão de acordo quanto à possibilidade da redação original do Livro ter ocorrido por volta do século III aC, muito em conta das descobertas dos pergaminhos do Mar Morto no século XX. O Livro dos Esplendores cita o Livro de Enoch como um dos conservados através de gerações, como o Zohar.
É provavel ainda que, sob o nome de Enoch, abrigue-se o nome de um membro da seita dos essênios, o que ocorria com frequência em tais ordens monásticas. Nomes como Hermes Trimegistro, Zoroastro passaram a ser um título distintivo entre iniciados nos Mistérios.
Apenas os estudos comparativos de textos como Bardo Todol, Livro dos Mortos e do Corpus Hermeticum possibilitará o leitor de avaliar os textos contidos no Livro de Enoch.

Enoch segundo os rabinos


Rashi – um dos maiores comentaristas e intérpretes das Escrituras entre os sábios judeus – por exemplo, escreveu que "e andou Enoch – era justo e inocente em seus pensamentos, não sendo acusado em coisa alguma, por isso apressou-se o Eterno, Bendito seja Ele, em removê-lo desta Terra e matá-lo antes do tempo previsto, e esta é a razão de estar escrito, em relação a sua morte, וְאֵינֶנּוּ, “veeinenu” – pois “não havia mais ele” no neste mundo no propósito de cumprir seus anos de vida, porque לָקַח אֹתוֹ, “laqach otô” – “tomou para si (Deus)” antes do tempo.".


Em contraste com Rashi, outro comentarista bíblico - Levi ben Gershom - filosofou que “eis a causa a este fato de não ser lembrada a sua morte neste evento, contrariando os outros descendentes seus cujas mortes foram lembradas, insinuando alguma diferença entre ele e as outras personagens bíblicas: ele fez paz com sua alma e chegou a ela em sua perfeição, e as aquelas outras personagens morreram sem vontade, relutantes com a suas mortes.”. Isto significa que Enoch chegou a perfeição em sua “breve” vida, não sobrevivendo mais aqui, mas sendo tomado pelo próprio Deus."


Os sábios judeus, de abençoada memória, comentaram que “em todas as situações o sétimo é preferido [...] nas gerações: Adam, Seth, Enosh, Kenan, Mehallel, Jered, and Enoch - e entre estas todas “Enoque andou com Deus” (Gen 5:24); Entre os patriarcas, o sétimo é o preferido: Abraham, Isaac, Jacob, Levi, Kehath, Amram, e Moisés: e Moisés subiu para Deus (Ex 19:3)”. – (Peskita de Rab Kahana: cap. 23).


De acordo com o Targum de Yonatan – tradução para o aramaico das Escrituras hebraicas – Enoch tinha se elevado ao céu ainda em vida e teria se transformado no anjo Metatron. O versículo “porque andou (Enoch) com Deus” no Targum de Yonatan: “E não esteve mais (Enoch) entre os habitantes da terra, pois foi tomado e subiu para os céus, pelo comando do Eterno (se fez isso), e chamou seu nome de Metatron, o Grande Escriba.


De acordo com outro midrash, Enoch esteve entre o seleto grupo dos que entraram no paraíso celeste, indicando os que tiveram esta oportunidade - “nove foram os que entraram em vida no Jardim do Éden celestial, e estes são: Enoque, filho de Jarede, e Elias (profeta), e o Messias, e Eliezer, servo de Abraão, e Hiram, rei de Tiro, e o servo do rei de Kush ( Etiópia), e Yaabetz, filho de Rabbi Yehudá o Príncipe, e Batiah, filha de Faraó, e Sarah, filha de Asher, e há os que afirmam também que Rabbi Yehoshua ben Levi.”


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Plínio Salgado.