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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

GREGOR JOHANN MENDEL


Agnaldo Arroio
Faculdade de Educação - USP


Mendel, monge e botânico austríaco de origem tcheca foi o primeiro cientista a elucidar os mecanismos básicos da hereditariedade. Primeiro crítico importante das teorias evolucionistas de Darwin, ele escreveu uma série de artigos (1868-1876) defendendo a idéia de que as características adquiridas de qualquer variação genética ou somática não podiam ser todas herdadas.

Johann Mendel nasceu em 22 de julho de 1822, em Heinzendorf, Áustria. Aos 18 anos estudou por dois anos filosofia, latim, matemática, física, religiões, filosofia grega, história e história natural no Philosophical Institute em Olmütz (agora Olomouc, República Tcheca), antes de ir para Brünn. Entrou para o monastério em Brünn, Moravia (agora Brno, República Tcheca) em 1843. Ordenou-se padre em 1847, quando adotou o nome de Gregor. E dividiu o tempo entre lecionar numa escola técnica e plantar ervilhas no jardim no mosteiro. Com alguns colegas de magistério, fundou em 1862 a Sociedade de Ciências Naturais.

Enquanto tentava oficialmente ser aprovado como professor de Biologia - o que nunca conseguiu - Mendel fez descobertas que criaram um novo ramo dentro das ciências biológicas: a genética, ciência da hereditariedade. Nos 20 anos seguintes ele ensinou em uma faculdade vizinha, exceto por dois anos em que ele estudou na University of Vienna (1851-53). Durante este período, estudou zoologia, botânica, paleontologia, física e matemática. Depois Mendel não conseguiu ser aprovado oficialmente como professor, por ter se desentendido com a banca examinadora. Em 1868 Mendel foi eleito abade do monastério, no entanto, o “lado científico” parece não ter sofrido influência da sua crença religiosa. Mesmo não tendo sido aprovado para a função de professor, os anos de estudo lhe proporcionaram uma sólida formação científica, principalmente no aspecto metodológico, aprendeu como proceder na escolha do material para a experiência, a tomar notas minuciosas dos seus experimentos, os procedimentos específicos para cada caso estudado, utilizando cálculos e análise estatística. As circunstâncias colaboraram para que ele desenvolvesse seus trabalhos, pois dispunha no seu mosteiro de um jardim experimental, de auxiliares para as culturas, de uma biblioteca e de intercâmbio com outros cientistas através de cartas, bem como sua importante participação nas sociedades científicas, onde ele podia se comunicar com outros cientistas, estudantes, especialistas em diversos assuntos e fazer a divulgação das pesquisas.

Oficialmente para a Ciência, Mendel era um desconhecido. Sua obra sobre hereditariedade ficou esquecida na biblioteca, desde quando publicada em 1866, nas atas da Sociedade de Ciência Naturais. Este trabalho não teve muita repercussão nos meios científicos, pois ao contrário da norma para um trabalho de Historia Natural da época, era recheado com cálculos e proporções. E assim ficou por 34 anos, até que em 1890, agindo independentemente, três botânicos - K. Correns, na Alemanha, E. Tcherrmak, na Áustria, e H. De Vries, na Holanda - redescobriram seu trabalho e proclamaram as leis de Mendel, desenterraram seu trabalho e anunciaram sua importância.

Os seus dois grandes trabalhos, hoje clássicos, são: Ensaios sobre a Hibridação das Plantas e Sobre Algumas Bastardas das Hieráceas Obtidas pela Fecundação Artificial. As leis de Mendel (ou mendelismo) são a base da moderna genética e foram estabelecidas a partir do cruzamento de ervilhas. Suas observações também o levaram à criação de dois termos que continuam sendo empregados na genética moderna: dominante e recessivo. O convívio em vários meios com diferentes pessoas, diferentes maneiras de pensamento, contribuiu muito para que ele encarasse a hereditariedade com um novo olhar.

Você quer saber mais?

http://www.mendel-museum.org/

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.