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sábado, 11 de setembro de 2010

63ª Chama Crioula é acesa abrindo as festividades Farroupilhas no Estado.

DESFILE DAS DELEGAÇÕES DE VOLTA AO SINDICATO RURAL

Composta por três centelhas, o 63º acendimento da Chama Crioula ocorreu às 10h34min no sábado (14/08), no cais do porto de Itaqui, quando se uniram à chama acesa no município há 30 anos contínuos, uma centelha vinda da região das Missões, para representar os povos indígenas, e outra vinda da cidade argentina de La Cruz, alusiva à integração com o povo hermano. O Candeeiro Crioulo foi aceso após a fusão das três Chamas pelo Patrono da Semana Farroupilha 2010, Rodi Pedro Borghetti, e pela viúva de Orlando Degrazia, um dos integrantes do Grupo dos 8, Clori Degrazia. As 30 regiões tradicionalistas do Estado foram chamadas a acender seus candeeiros. De acordo com o coordenador da 3ª Região Tradicionalista, João Cezar Farias, cada região tem uma maneira particular de distribuir a centelha entre outros municípios e entidades. Mais de 1800 cavalarianos acompanharam a solenidade que marcou o início das festividades farroupilhas no Rio Grande do Sul. Pela primeira vez que o e evento teve um aspecto internacional, reunindo em um mesmo local o representantes do tradicionalismo, autoridades de Alvear, província de Corrientes da argentina, simbolizando um integração das culturas e povos latinos. A solenidade foi marcada ainda por uma homenagem ao chamado Grupo dos 8, reconhecido como os fundadores do tradicionalismo organizado. Uma pajada, declamada e composta pelo artista João Sampaio, intitulada "Os Oito de Ouro", além de um grupo de cavalarianos foram algumas das formas de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos tradicionalistas em 1947, ano de acendimento da primeira Chama Crioula no Rio Grande do Sul. O vice-presidente da Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas e Presidente do MTG, Oscar Fernande Gress, manifestou a importância do evento como um dos momentos mais importantes para o tradicionalismo organizado. Já o Patrono, Rodi Borghetti, lembrou a importância e a coragem daqueles jovens, em 1947, que acenderam pela primeira vez a chama do Candeeiro, retirando uma centelha da Pira da Pátria. O prefeito Gil Marques Filho, anfitrião do evento, saudou a todos os tradicionalista que participam do ato, representando suas regiões e agradeceu a comunidade que apoio a inicitiva de Itaqui sediar o maior evento do tradicionalismo gaúcho; clamou por uma atenção especial dos órgãos competentes para incentivarem mais a difusão da cultura riograndense.

HISTÓRIA DA CHAMA CRIOULA


O simbolismo do fogo é universal, encerra em si o poder e a força. Assim como na Semana da Pátria, também na Semana Farroupilha temos um fogo simbólico, a "Chama Crioula", aliás, esta tem origem primeira naquela: foi em 1947 que, pela vez primeira, ardeu um candeeiro crioulo.
A "Chama Crioula" representa a história, a tradição, a alma da sociedade gaúcha, construída ao longo de pouco mais de três séculos. Em torno dela construímos um ambiente de reverência ao passado, de culto aos feitos e fatos que nos orgulham, de reflexão sobre a sociedade que somos e a que queremos ser. Frente à chama, não fazemos festa, não bebemos, não dançamos. Nossa postura é de reverencia e de compenetração cívica.


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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.