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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Otto von Bismarck, o Chanceler de Ferro.

“A História é simplesmente um pedaço de papel coberto de tinta; o principal ainda é fazer a História, não escrevê-la.”

Um dos mais importantes estadistas europeus do século XIX, Otto von Bismarck foi o responsável pela unificação dos 39 Estados que deram origem à nação alemã. De vontade inflexível, valeu-se tanto da força bruta como de uma fria e calculada astúcia com o objetivo de obter poder para sua Prússia natal e para si próprio.

Bismarck nasceu em 1815, numa família pertencente à nobreza prussiana. Depois de frequentar a Universidade de Göttingen e a de Berlim, e fracassar na tentativa de fazer carreira no Exército e no funcionalismo público, entrou na política aos 32 anos, como delegado na Dieta Unida. Com arrogância e violência, o jovem aristocrata defendeu a monarquia dos Hohenzollern com os liberais e nacionalistas que exigiam a unificação e um governo constitucional. Férreo defensor do poder absoluto do rei, em 1862 foi indicado por Guilherme I para ocupar os cargos de primeiro-ministro e chanceler.

Bismarck adotou uma política externa agressiva, baseada nos princípios da Real-politik, mediante a qual conseguiu acabar com o domínio da Áustria sobre os Estados do norte alemão e isolar durante muitos anos a grande inimiga da Prússia, a França. Após ter completado a unificação da Alemanha, em 1890 o governo autocrático de Bismarck foi encerrado pelo Kaiser Guilherme II, que exigiu o afastamento do velho “Chanceler de Ferro”.


ROSE, E. Jonathan. Os Grandes Líderes: Bismarck, São Paulo: Nova Cultura, 1987.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.