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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O lendário povo Menehune




   No folclore havaiano, os Menehune foi um povoado de anões levados que viviam nas florestas e vales das ilhas, antes de chegarem os primeiros colonos da Polinésia. A lenda desses pequenos perdurou na história do Havaí durante muitos séculos. Dizem que andavam à noite pela floresta e sua altura variava, de cada indivíduo, entre 60 e 15 cm, alguns eram tão pequenos que cabiam na palma da mão. Gostavam de dançar, cantar, mergulhar no mar saltando de escarpas e praticar tiro ao alvo com arco e flecha. Sua comida preferida era peixe e bananas.

   Os Menehune eram conhecidos por usar arco e flecha mágicos para atingir o coração de pessoas coléricas e preenchê-los com amor. De acordo com a lenda, eles eram espertos, extremamente fortes, e excelentes artífices. Eram raramente vistos por olhos humanos, e acreditava-se que possuíam incríveis conhecimentos sobre engenharia e que costumavam construir durante a noite. Usavam sua grande força para construir templos, viveiros de peixe, estradas, canoas e casas.

    Algumas das famosas estruturas que acredita-se que foram construídas pelos Menehune são o Kikiaola, também conhecido por "fossa dos Menehune" (Menehune Ditch, em inglês), que é uma fossa irrigada pelo rio Waimea, na ilha de Kauai; e o viveiro de peixes Alekoko, também situado na Ilha de Kauai, que dizem que foi construído para uma princesa e seu irmão em apenas uma noite. Arqueologistas estimam que foi construído há aproximadamente 1000 anos atrás.

   Para a construção do Alekoko, os Menehune se alinharam em uma fila dupla, passando as pedras de mão em mão. Trabalharam à noite, como sempre, para não serem vistos por ninguém, partindo, transportando, e encaixando pedras. E o encheram passando vários baldes de água de mão em mão.

   As pessoas do local prometeram aos Menehune de não os observarem enquanto trabalham, por isso trabalhavam à noite, e caso alguém os visse, teriam que abandonar o projeto imediatamente. Há uma lenda que diz que uma vez, dois irmãos pertencentes à realeza se esgueiraram à noite para ver as centenas de Menehune trabalhando, porém não aguentaram de sono e acabaram dormindo. Ao nascer do sol, quando os Menehune os descobriram, os transformaram em pilares de pedra, os quais até hoje podem ser vistos nas montanhas acima do viveiro dos peixes. Por causa do nascer do sol, tiveram que deixar sua construção do viveiro de peixes às pressas, deixando duas brechas, as quais os imigrantes chineses tentaram preencher depois, porém o material que utilizaram era bem inferior ao dos pequenos seres místicos.

   Outra história que tem sido contada no folclore local é dos três Menehune de Ainahou. Ainahou é uma floresta situada na região norte da Cratera de Haleakala, na ilha de Maui. Os três pequenos se chamavam Ha'alulu, Eleu e Molowa. Todos os outros Menehune os conhecia bem pelo fato de possuírem poderes raros. O nome Ha'alulu significa "estremecer", e diziam que esse homenzinho era sempre frio, e seu poder mágico consistia em tornar-se invisível toda vez que começava a tremer, além de poder viajar para qualquer lugar sem ser encontrado. Eleu significa "rápido e ágil", e independente de para onde Eleu ia, era tão rápido que desaparecia e ninguém conseguia segui-lo. Molowa significa "preguiçoso", mas o que a maioria das pessoas não sabia, é que quando ele parecia estar dormindo ou sendo preguiçoso, seu ego mágico se tornava imperceptível e ele saia pela ilha realizando boas ações.

   Apesar da crença de que os Menehune foram deslocados das Ilhas assim que os primeiros colonos chegaram ao Havaí, ainda há quem acredite que eles ainda vagam por lá, pregando peças nas pessoas. De fato, um Censo de Kauai que data de 1820, listou 65 indivíduos como sendo "Menehune". Outras lendas do folclore Havaiano também listam mais duas espécies de anões da floresta: os Nawao, que eram maiores e caçadores selvagens, o povo Mu, que foi destruído por um cataclismo há aproximadamente 10.500 atrás, e o povo Wa, o qual não se sabe muito a respeito.



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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.