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domingo, 26 de julho de 2015

A Conquista da América



A conquista da América pelos europeus não foi um acontecimento rápido. Foi um longo, continuo processo que durou vários séculos. Sob a visão etnocêntrica do colonizador Europeu, acrescida de outros elementos como a dominação militar a (principalmente no caso dos espanhóis), a religiosidade e desestruturação provocada pelo choque entre culturas tão distintas nas sociedades indígenas da América. A religião influenciou tanto os dominadores, que impuseram suas crenças, quanto os dominados; os astecas, por exemplo, interpretaram miticamente que a chegada dos espanhóis era o cumprimento de presságios e sinal de novos tempos.

As primeiras décadas após a chegada europeia foram as mais marcantes. Estimasse que grande parte da população nativa americana tenha sido dizimada nos primeiros 50 anos, principalmente na América hispânica. Portanto, o contato entre Europa e América pode ser considerado um dos mais violentos da História da humanidade.

A natureza, o clima, os animais, encontrados pelos europeus na América encantavam cronistas e viajantes. E isso fez com que plantas nativas fossem levadas e introduzidas na alimentação de suas metrópoles. O ‘Novo Mundo’ começava a influenciar os costumes do ‘Velho Mundo’.

Ao mesmo tempo a organização de algumas cidades causava espanto, surpresa e admiração como pode ser observado na  cidade de Tenochtitlán.

Já os costumes e modos de vida dos grupos indígenas causavam perplexidade aos que chegavam. Ainda que admirassem alguns aspectos, outros causavam rejeição e foram severamente combatidos como a nudez de alguns grupos. Ou práticas como politeísmo e poligamia. Para a maioria dos europeus os indígenas viviam em um estágio atrasado sem norma e nem religião. Esse discurso foi a base da exploração e do processo de colonização instituído, principalmente, com violência.
Os indígenas foram analisados com base nos parâmetros das cidades europeias e apontados como primitivos, brutos, sem almas e obscenos.  Eram raros os defensores dos indígenas como Frei Bartolomé de Las Casas e o filosofo francês, Montaigne.

A reação dos indígenas foi variada. A chegada de pessoas tão diferentes no modo de vestir agir e falar, deve ter causado  curiosidade e estranheza de maneira geral. Foram amistosos, como nos relatos de Colombo e Cabral. Em alguns casos como entre os astecas os colonizadores foram vistos como deuses, e sua chegada, como o cumprimento de profecias. Houve também, casos de hostilidade revelando que os indígenas resistira a presença estrangeira. Mesmo com reações diferentes quando os nativos perceberam a real intenção dos invasores eles reagiram com lutas. De qualquer maneira a chegada os europeus significou para os nativos perdas do território.

Os espanhóis na América: os espanhóis chegaram a América graças a expansão marítimo-comercial. Ficou explicito nas campanhas de Hernan Cortéz, apartir de 1519, na região do México, mesmo com um menor número de soldados ele massacrou os astecas.
O espanhol Francisco Pizarro em 1527, ele explorou a costa do Peru. E recolheu informações úteis sobres os territórios andinos. Se aproveitando dos conflitos internos pelo trono entre Atahualpa e Huáscar, Pizarro entrou e aprisionou Atahualpa e assim a cidade de Cuzco foi tomada por espanhóis. No entanto a resistência nativa pedurou até 1572 quando o último soberano inca Tupac Amaru, foi executado.

Além disso as doenças-sarampo, varíola e gripe. A violência foi a tônica da conquista. A barbárie cometida pelos conquistadores espanhóis descrita em relatos do Frei Bartolome de Laz Casas. Toda essa violência era justificada pelo que a igreja chamava de Guerra Justa. Era um embate autorizado pela Coroa ou pelos governadores como as guerras travadas em legitima defesa contra os ataque indígenas.

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MOCELLIN, Renato; CAMARGO, Rosiane. História em Debate, 2ª ano. São Paulo: Editora do Brasil, 2013.pp.61-69.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.