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domingo, 12 de outubro de 2014

Categorias da Educação Especial


          Ainda que o desenvolvimento das pessoas com deficiência se processa de forma deficitária e lenta, se comparado com a evolução que realmente deveria ter. Mas não é impossível conseguir que eles atinjam o mesmo nível de conhecimentos e capacidades das pessoas consideradas normais em praticamente todas as atividades. Por isso, estas ditas limitações não conseguem atrapalham a força de vontade humana de se superar a cada dia. Mostrando eles que podem sim avançar nos níveis de educação a seu ritmo, com  conhecimentos sociais e intelectuais.            


            A partir dos projetos de inclusão social/educacional os alunos se sentiram incluídos por terem sido aceitos pelos outros, pois a inclusão possibilitou que essas crianças e jovens pudessem sonhar com um futuro, uma profissão, uma continuidade em seu aperfeiçoamento educacional. Até alguns anos atrás as crianças com necessidades especiais eram guardadas em casa ou colocadas em uma classe especial. A inclusão social deve ser um trabalho em conjunto com o poder público e as famílias de modo que sejam resolvidas em todas as áreas onde essas crianças e jovens devem atuar na sociedade junto com aqueles ditos ‘normais’. Algo importante sobre a inclusão social e a Educação Especial é que a criança não é avaliada com a turma, mas consigo mesma, pois a inclusão é uma questão humanística de dar a essas pessoas dignidade. Não é responsabilidade só de o professor fazer a inclusão, mas de todos os profissionais que se envolvem com os sujeitos na sociedade. O processo de inclusão é muito novo aqui no Brasil, mas está andando de forma rápida e com resultados positivos. Devemos construir uma escola para todos onde não há discriminação, onde as crianças com deficiência participam das atividades, um desses meios é a sala de recursos, que é importantíssima, porque ela equipara as condições desse aluno em sala de aula. Uma sala aonde tem os mesmos materiais dos colegas só que adaptados as suas necessidades, o aluno só aprende se o professor tiver o desejo de ensinar.

            O paradigma da educação inclusiva é consolidado nos documentos legais, como o Decreto nº. 6.571/2008 que institui a política de financiamento para o atendimento educacional especializado - AEE, e a Resolução CNE/CEB nº 4/2009, que institui as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica.

I - Implantação de sala de recursos multifuncionais;

            O ensino de crianças e jovens com necessidades especiais deve ser prioritariamente, feito na sala de recursos multifuncionais da escola ou em outra escola de ensino regular, não sendo substitutivo às classes comuns, podendo ser feito, em locais de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, pois incluir é coloca-los em igualdade com os demais, tanto em meios como em recursos didáticos. E isso é dever da Escola com a comunidade e o Estado, dando condições de acesso à educação a todos.

II - Formação continuada de professores para o atendimento educacional especializado;

            Na perspectiva da educação inclusiva, cabe destacar que a educação especial tem como objetivo assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência, e a formação continua de professores para o atendimento educacional especializado e aos demais profissionais da educação, para a inclusão. Incluindo o constante aperfeiçoamento por parte desses profissionais conforme as novas tecnologias e os novos processos pedagógicos de aprendizagem vão surgindo para o melhor desempenho dos alunos com necessidades especiais.

III - Formação de gestores, educadores e demais profissionais da escola para educação inclusiva;

            A transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior e a oferta do atendimento educacional especializado exige a formação de professores para o atendimento educacional especializado e aos demais profissionais da educação, para a inclusão e do mesmo modo a participação da família e da comunidade;

IV - Adequação arquitetônica de prédios escolares para acessibilidade;

            A acessibilidade arquitetônica, nos transportes, nos mobiliários, nas comunicações e informações; e a articulação intersetorial na implementação das políticas públicas.

V - Elaboração, produção e distribuição de recursos educacionais para acessibilidade;

            A promoção de acessibilidade aos programas de distribuição de livros didáticos e paradidáticos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, em formatos acessíveis Braille, Libras, além de dicionários trilíngue Português/Inglês/Libras para alunos com surdez e de laptops para alunos cegos.

VI - Estruturação de núcleos de acessibilidade nas instituições federais de educação superior (MEC/SEESP, 2008).

            A implantação dos núcleos de acessibilidades no contexto do Programa Incluir, para a promoção da acessibilidade na educação superior. A realização do PROLIBRAS, em parceria com o INEP, para a certificação de profissionais para o ensino e para a tradução e interpretação da Língua Brasileira de Sinais – Libras. Orientando os sistemas de ensino para garantir o acesso ao ensino comum, a participação, aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados de ensino; a transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior.

           

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Plínio Salgado.