-

-

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Crise do século XVII e XVIII: um mundo em crise.


             Nesta breve resenha estaremos realizando uma análise do texto de Suzanne Pillorget sobre a crise do século XVII, onde a autora realiza paralelos entre queda e expansão da produção entre os séculos XVI e XVII, respectivamente.   A queda na produção de metais na América é vista pela autora como um dos grandes fatores para a crise do século XVII, mas segundo a autora só a crise de metais não foi suficientemente catastrófica para causar a crise.

            No início do texto a autora explica que as grandes descobertas do século XVI estimularam a atividade comercial e também as atividades econômicas de Europa. A descoberta de jazigos de metais preciosos possibilitara a expansão econômica do século XVI. Porém, o Século XVII começa de uma forma inquietante já que a produção dos metais preciosos começa a declinar. Na realidade não chegou a ser uma queda na produção, mas sim uma demanda maior de metais preciosos por parte dos colonizadores, pois a quantidade extraída ainda aumenta e o stock de metais preciosos em circulação no mundo não se acha diminuído. A autora explica que a dita diminuição da produção de metais preciosos ocorre num momento em que a economia da Europa demandava uma massa monetária maior. Entre 1620 e 1630 a economia europeia entra num período prolongado de recessão que dura mais de cem anos. Essa recessão termina com a chegada de ouro proveniente do Brasil no século XVIII e Moçambique. Como podemos acompanhar a autora não considera a escassez de metais o único fator responsável pela crise do séc. XVII, mas toda uma estrutura ampla de eventos que ocorreram dentro de uma conjuntura no cenário social/econômico mundial. Foi uma situação nascida de um encontro de circunstâncias que foram o ponto de partida para o início da recessão e escassez. No período entre 1620 e 1630, as nações do mundo entram em uma prolongada época de estagnação, entrecortada por breves recrudescimentos e de acidentes difíceis como naufrágios e batalhas navais.

            Podemos observar no texto, Um Mundo em Crise de Suzanne Pillorget, que apesar da aparente ênfase que a autora apresenta na questão da escassez de metais, devido à exigência de um volume superior de numerários, ela não considera que somente o fator demanda em relação à extração de metais preciosos seria suficiente para abarcar todas as consequências causadas pela crise do séc. XVII. Suzanne Pillorget mostra-nos que todo um conjunto de eventos ocorridos nesse período levou a crise, eventos estes que ocorrem em diversos países com consequências de âmbito regional e mundial distintos, mas que juntas abrangem as causas da recessão e retração econômicas mundial. Como nos deixa claro a autora no final do texto onde afirmar a importância dos metais e que sua escassez ainda que moderada possa provocar estagnação econômica, mas não pode, por si só, ter provocado às catástrofes causadas pela crise do séc. XVII.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.