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domingo, 9 de novembro de 2014

Helenismo



No ano de 338 a.C., na Guerra da Queronéia, a Grécia foi derrotada pela Macedônia. Houve a perda da autonomia político-territorial da Grécia.

O helenismo refere-se ao conhecimento filosófico produzido entre a morte do Alexandre e o início da filosofia medieval.

Principal característica do helenismo: fusão entre a tradição grega e a cultura oriental. Disseminação do pensamento grego pela região da Síria, Egito, Babilônia, etc.

Principais pensadores do helenismo: Plotino, Cícero, Zenão e Epicuro.

O conhecimento produzido pela ciência do helenismo se desenvolveu em diferentes direções: matemática, geometria, astronomia e geografia. Os filósofos helenistas estavam preocupados com a ética (regras da condução de vida), busca pela felicidade individual, imperturbabilidade.?


Principais perspectivas do período helenístico:

1- NEOPITAGORISMO: retomada do pensamento de Pitágoras, sobretudo de sua concepção espiritualista (imortalidade da alma, reencarnação, harmonia espiritual com o cosmos). Oposição ao materialismo.

2- NEOPLATONISMO: Plotino (205-270) conhecemos a vida e o pensamento de Plotino a partir da obra “Vida de Plotino”, escrita pelo seu discípulo Porfírio. Característica central do neoplatonismo: conciliação entre o pensamento de Platão e o pitagorismo com alguns traços da cultura oriental.

3- ESTOICISMO: Teve Zenão de Citio como seu fundador, em 300 a.C.. Para o estoicismo a filosofia seria composta de três partes: física, lógica e ética. Acreditavam numa estreita relação entre o indivíduo (microcosmos) e o universo (macrocosmo).

4- EPICURISMO: perspectiva filosófica fundada por Epicuro. Assim como o estoicismo, buscavam a felicidade individual, mas discordavam quanto ao caminho pra isso.


Periodização

O helenismo marcou a transição da civilização grega para a romana, em que inoculou sua força cultural. Não se encontra nela o esplendor literário e filosófico do período áureo da Grécia, mas divisa-se um grande surto da ciência e da erudição.

Chama-se civilização helenística a que se desenvolveu fora da Grécia, sob influxo do espírito grego. Esse período histórico medeia entre 323 a.C., data da morte de Alexandre III (Alexandre o Grande), cujas conquistas militares levaram a civilização grega até a Anatólia e o Egito, e 30 a.C., quando se deu a conquista do Egito pelos romanos. Grande parte do Oriente antigo foi então helenizado e assistiu-se a uma fusão da cultura grega, revitalizada nas áreas conquistadas, com as tradições políticas e artísticas do Egito, Mesopotâmia e Pérsia.

Depois da morte de Alexandre, a transmissão da cultura grega persistiu nos grandes centros urbanos, embora sofresse influência dos costumes orientais. A tentativa de Antígonos, um dos mais antigos generais de Alexandre, de manter intacto o império conquistado pelo guerreiro macedônio, fracassou após a Batalha de Ipso, na Frígia (302 a.C.). A partilha do império foi feita entre três generais: Seleucos I Nicator, Ptolomeu I e Lisímacos.

As lutas, entretanto, continuaram, e vinte anos depois o império foi dividido em três estados independentes: o reino do Egito ficou com os Lágidas, descendentes de Ptolomeu; o da Síria, com os Selêucidas, descendentes de Seleucos; e o da Macedônia coube aos antigônidas, descendentes de Antígonos.

Alexandria, no Egito, com 500.000 habitantes, tornou-se a metrópole da civilização helenística. Foi um importante centro das artes e das letras, e a própria literatura grega tem uma fase chamada "alexandrina". Lá existiram as mais importantes instituições culturais do helenismo: o Museu, espécie de universidade de sábios, dotado de Jardim Botânico, Zoológico e Observatório Astronômico; e a Biblioteca, com 200.000 volumes, salas de copistas e oficinas para preparo do Papiro. O Reino Egípcio só terminou com a conquista de Otavius, no reinado de Cleópatra.

O reino da Síria abrangia quase todo o antigo império persa até o Rio Indo. A capital era Antioquia, outro grande centro da cultura helenística, perto da foz do Orontes, no Mediterrâneo. Os selêucidas, entretanto, não puderam manter a unidade de seu vasto império, que acabou conquistado pelos romanos no século I a.C.

Já o reino da Macedônia teve de enfrentar a luta das cidades gregas, ciosas da defesa de sua autonomia, e acabou incorporado ao Império Romano. Do ponto de vista cultural, o período compreendido entre 280 e 160 a.C. foi excepcional.


Cultura

Tiveram grande desenvolvimento a história, com Polibius; a matemática e a física, com Euclides, Eratostenes e Arquimedes; a astronomia, com Aristarcus, Hiparcus, Seleucus e Heráclides; a geografia, com Posidonius; a medicina, com Herofilus e Erasistratus; e a gramática, com Dionisius Tracius. Na literatura, surgiu um poeta extraordinário, Teocritus, cujas poesias idílicas e bucólicas exerceram grande influência. O pensamento filosófico evoluiu para o individualismo moralista de Epicuristas e Estóicos, e as artes legaram à posteridade algumas das obras-primas da antigüidade, como a Vênus de Milo, a Vitória de Samotrácia e o grupo do Laocoonte.

À medida que o Cristianismo avançava, o helenismo passou a representar o espírito pagão que resistia à nova religião. O espírito grego não desapareceu com a vitória dos valores cristãos; seria, doze séculos depois, uma das linhas de força do Renascimento.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.