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sexta-feira, 4 de julho de 2014

A Formação do Mundo Moderno: O Novíssimo Tempo, Luzes e Revoluções.


Frontispício da Encyclopédie (1772), desenhado por Charles-Nicolas Cochin e gravado por Bonaventure-Louis Prévost. Esta obra está carregada de simbolismo: a figura do centro representa a verdade – rodeada por luz intensa (o símbolo central do iluminismo). Duas outras figuras à direita, a razão e a filosofia, estão a retirar o manto sobre a verdade.

Encyclopedie's frontispiece, full version. Engraving by Benoît Louis Prévost.

Iniciada no Renascimento a Época das Luzes, talvez indique de maneira mais concreta o que ocorreu no século XVIII. O Iluminismo nunca foi um movimento homogêneo e sim pluralista. É no século XVIII que a visão do Iluminismo ganha força como opositora às forças reacionárias do Antigo Regime e apresenta uma visão mais racional do mundo e da interação entre os seres humanos. Representa um movimento geral na Europa de crítica ao Antigo Regime, objetivam dar conteúdo as críticas onde a razão e a liberdade estaria do lado do homem. 

Criando uma fé na razão, amparada nas pesquisas do século XVII como as de Isaac Newton, que estabeleceu que em tudo estava presente a natureza. Mas o século XVIII apresentou seus revolucionários, desenvolvendo a autonomia das esferas de conhecimento e, em meio a essa tônica é que encontramos homens como Benjamin Franklin, que através de seu estudo dos raios fez a Igreja ver que se tratava de um fenômeno natural. Também procuraram estabelecer melhores condutas sociais e políticas a partir da descoberta das leis sociais e políticas.


Montesquieu 

Parte dessas experiências já haviam sido testadas sem sucesso no século XVII. O que tornou o século XVIII especial foi a crise geral, decorrente da impossibilidade de deter novas ideias pela Igreja e os Estados Absolutistas, os mesmos viram-se obrigados a envolverem-se com os novos tempos para sobreviver, resultando em uma instabilidade política e religiosa. 

Na cidade de Paris, surgiu o clima necessário para as mudanças com a ida da corte para Versalles. Nesse clima os portadores da crítica são os literatos, criando uma literatura de oposição ao Antigo Regime. Esses primeiros literatos da França criaram uma liberdade que não era a dos libertários, mas a dos libertinos, diante desse clima é que se formaram os intelectuais que realizaram as mudanças e que foram a base da produção das ideias iluministas. Eram homens com um profundo conhecimento das questões universais, críticos das instituições políticas e sociais, acreditavam que a única forma de se limitar a intolerância e a criação de um governo esclarecido.


Filósofos Iluministas reunidos no salão de madame Geoffrin. Óleo sobre tela de Anicet-Charles Lemonnier, 1812. 

Durante o iluminismo surgem as primeiras Enciclopédias que contém todos os novos valores e conhecimentos apresentados na época, sua introdução era um manifesto do Iluminismo. Propagando as luzes surge  no século XVIII o movimento filosófico denominado Ilustração que afirmava o poder ilimitado da razão para governar o mundo. Isso foi tão destacado que chamam a época da Ilustração simplesmente de “racionalismo”. Visavam também construir uma base moral, para a religião e a ética de acordo com a razão inalterável das pessoas. Não é por coincidência que a pedagogia como ciência tem suas origens na Ilustração. 

Os iluministas desejavam converter a religião em algo natural um conceito de cristianismo humanizado. O Iluminismo seguia o objetivo de acabar como medo dos homens e de convertê-los em senhores. Propunham por meio da ciência, a dissolver os mitos e confusões da imaginação. Inaugurando dessa forma o Século das Luzes por meio da visão humana, em que a igualdade foi a nova mestra das trocas e das virtudes humanas e a referência para as críticas ao domínio aristocrático.

John Locke 

A cidade, em oposição ao campo, passou a ser o espaço original das novidades, onde os novos valores se anunciavam e eram divulgados, transformando-se em ideais burgueses. O mercantilismo como um conjunto de práticas e projetos econômicos desenvolvidos nessa Europa moderna  fez com que a terra perdesse valor, era preciso torna-la capaz de gerar mais riqueza e valor sólidos. Novos homens ricos e urbanos dominaram o cenário das cidades, afastando delas os velhos hábitos rurais. 

Objetivando aumentar seus lucros os burgueses avançaram para os campos,  tornando a terra consolidadora de seus bens. Os comerciantes foram, sem dúvida, a expressão mais pontual da inexistência de fronteiras entre o campo e a cidade. Seja pela exploração da circulação de matérias-primas, fossem rebanhos de ovelhas ou artesanato. O resultado mais importante foi à descoberta pela burguesia ascendente de que o Estado do Antigo Regime era um freio aos anseios de liberdade de interesses. Passaram então a buscar instrumentos que lhes permitissem manter seus interesses.

Voltaire

As críticas vão se constituir na base ideológica de um novo projeto de sociedade, definido pelo Direito natural e pela liberdade, contrário a quaisquer formas de privilégios que não decorressem da avaliação da ação produtiva dos homens. Essa visão crítica das Luzes é fortalecida por  incorporar todos os setores que de variadas maneiras sofriam com os procedimentos absolutistas, e anuncia-se como projeto político de oposição. 

As revoluções burguesas, resultantes dessa atmosfera crítica, apresentam-se trazendo em si um duplo conteúdo. Organizam, por um lado, os novos ideais de liberdade, igualdade e, posteriormente, fraternidade que modificam as relações sociais, privilegiando os interesses privados e a noção de homem produtor e acumulador, ao mesmo tempo em que constroem um sistema de governo baseado nos interesses públicos da nação, identificada como todos os homens livres que vivem em um território. 

Autor: Leandro Claudir. Criador e administrador do Projeto Construindo História Hoje e Acadêmico de História.

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FALCON, Francisco José C. Iluminismo. São Paulo: Editora Ática, 2002. pp. 200 - 211.


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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.