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sábado, 5 de outubro de 2013

Olimpíadas: História e Objetivos!


Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Verão de 1896 no Estádio Panathinaiko em Atenas, Grécia. Imagem: Arquivo Pessoal CHH.

Analisaremos hoje os Jogos Olímpicos, sua História e Objetivos. As Olímpiadas amigos Construtores tem por ideia primaria unir todas as nações do mundo por meio dos esportes e dessa forma promover a união dos povos. O Movimento Olímpico utiliza símbolos para representar os ideais consagrados na Carta Olímpica. O símbolo olímpico, mais conhecido como os anéis olímpicos, é composto por cinco anéis entrelaçados, representando a união dos cinco continentes habitados (considerando as Américas do Norte e do Sul como um continente único). A versão colorida dos anéis, azul, amarelo, preto, verde e vermelho sobre um fundo branco, forma a bandeira olímpica. As cores foram escolhidas porque cada nação tinha, pelo menos, uma delas em sua bandeira nacional. A bandeira foi adotada em 1914, mas voou pela primeira vez apenas em 1920 nos Jogos Olímpicos de Antuérpia, na Bélgica. Desde então, foi hasteada em cada celebração dos Jogos.

O lema olímpico é "Citius, Altius, Fortius", uma expressão latina que significa "mais rápido, mais alto, mais forte". Os ideais de Coubertin são melhores expressos no juramento olímpico:

“A coisa mais importante nos Jogos Olímpicos não é vencer, mas participar, assim como a coisa mais importante na vida não é o triunfo, mas a luta. O essencial não é ter vencido, mas ter lutado bem.”
Os Jogos Olímpicos têm sido usados como uma plataforma para promover ideologias políticas quase desde o início. Alemanha nazista desejava retratar o Partido Nacional Socialista como benevolente e amante da paz quando organizou os Jogos de 1936. Os jogos também foram destinados a demonstrar a superioridade da raça ariana, uma meta que não foi realizada em parte devido as conquistas de atletas como Jesse Owens que ganhou quatro medalhas de ouro nesta Olimpíada.

A cada quatro anos, atletas de centenas de países se reúnem num país sede para disputarem um conjunto de modalidades esportivas. A própria bandeira olímpica representa essa união de povos e raças, pois é formada por cinco anéis entrelaçados, representando os cinco continentes e suas cores. A paz, a amizade e o bom relacionamento entre os povos e o espírito olímpico são os princípios dos jogos olímpicos. 

Foram os gregos que criaram os Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C., os gregos já faziam homenagens aos deuses, principalmente Zeus, com realização de competições. Porém, foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos, de forma organizada e com participação de atletas de várias cidades-estado.  

Atletas das cidades-estados gregas se reuniam na cidade de Olímpia para disputarem diversas competições esportivas: atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo e pentatlo (luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de disco). Os vencedores eram recebidos como heróis em suas cidades e ganhavam uma coroa de louros. 

Além da religiosidade, os gregos buscavam através dos Jogos Olímpicos a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. Mostra também a importância que os gregos davam aos esportes e a manutenção de um corpo saudável. 

No ano de 392 d.C., os Jogos Olímpicos e quaisquer manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após converter-se para o cristianismo. 

No ano 1896, os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin. Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, participam 285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira. 

As Olimpíadas, em função de sua visibilidade na mídia, serviram de palco de manifestações políticas, desvirtuando seu principal objetivo de promover a paz e a amizade entre os povos. Nas Olimpíadas de Berlim (1936), o chanceler alemão Adolf Hitler, movido pela ideia de superioridade da raça ariana, não ficou para a premiação do atleta norte-americano negro Jesse Owens, que ganhou quatro medalhas de ouro. Nas Olimpíadas da Alemanha em Munique (1972), um atentado do grupo terrorista palestino Setembro Negro matou 11 atletas da delegação de Israel.  A partir deste fato, todos os Jogos Olímpicos ganharam uma preocupação com a segurança dos atletas e dos envolvidos nos jogos.

A Grande Revolução e sua interferência histórica


A Grande Revolução. Imagem: Arquivo Pessoal CHH.

Vemos hoje mais do que nunca ouvir falar sobre revolução, mas afinal de contas será que existe um sentido primário na utilização do termo? Um sentido no qual é distinto desse que doravante somos levados a utilizar com tal desrespeito que não compreendemos nem de perto seu real significado? Acredito que a leitura do texto em questão pode deverás ajudar os amigos Construtores a entender que podemos ver muito mais além daquilo que a nós simplesmente é mostrando de forma tão banal. Com este texto podemos ver que revolução pode e deve ser algo muito mais tangível que aquilo que “compreendemos” ou acreditamos compreender é na realidade!

A insatisfação permanente do Espírito – Todas as revoluções não passam de capítulos de uma única e grande revolução. Essa Grande revolução esteve sempre presente em todas as épocas da história. Corresponde a um fenômeno puramente espiritual, porque interfere na marcha material da civilização.

A concepção materialista da história é uma condenação ao direito humano dos movimentos revolucionários. É a exclusão de um mundo que coexiste paralelo e dinâmico, em perpétua correspondência com o desenvolvimento dos fatos objetivos da sociedade.

Revolução é vitalidade, é força do homem. É autonomia da Ideia, é interferência histórica, é propulsão, desvio de rota, criação de aspectos novos.
A Revolução é permanente porque o Espírito não descansa, através do relativo da Inteligência, na procura do Absoluto que é repouso supremo. Toda Revolução encerra uma verdade ética e um erro matemático; e é do jogo contínuo desses dois elementos que deriva o funcionamento ininterrupto da relativa faculdade criadora do homem engendrando novas formas que condicionam transitoriamente uma aspiração de repouso.

Eis porque dizíamos que as revoluções devem ser consideradas, não apenas segundo os quadros da evolução da Espécie, o que seria um critério unilateral, mas segundo todos os sentidos dos movimentos  sociais, em que se reflete a imagem inteira do Homem. As revoluções, onde e quando se processem, apresentam realmente as expressões de forças biológicas em evolução, o índice de desenvolvimentos econômicos, segundo circunstâncias determinadas; mas apresentam também as expressões de outras forças, que são intelectuais e morais e derivam da inquietude permanente de “outro mundo”, independente, subjetivo, de ritmo próprio.

Poder relativo do Homem  Não damos, porém, ao livre-arbítrio a soberana faculdade de decidir das transformações da sociedade. Seria preciso que a faculdade criadora do Homem fosse absoluta, de sorte a improvisar uma sociedade nova, de natureza, de essência diversa, numa palavra, feita segundo o arbítrio imaginativo do seu criador.


Pode-se com um automóvel, ir para onde se quer; há plena liberdade para isso; mas o automóvel depende do funcionamento do motor, como este depende de suas peças, e tudo depende da gasolina.  O automóvel não tem vontade própria, mas tem sua própria natureza. E a Humanidade ainda é a velha viatura dos velhos tempos dos Faraós.

O Homem e a Humanidade -  Só o Homem é novo. É a perpétua mocidade. Porque traz dentro de si força renovadora que prolonga as primaveras. O homem é novo, quando se rejuvenesce pela ação criadora do seu mundo interior; e quando ele se sente suficientemente jovem, interfere, atua, modifica, na ânsia de renovar a face da terra. Revolução é ato do Homem e não da Humanidade.

Revolução é ato de força, portanto de juventude. Movimento revolucionário é movimento de mocidade. Da eterna mocidade dos heróis. Por isso é arbitrária, violenta nos seus efeitos. Por isso é permanente, porque se a Humanidade envelhece o Homem, cada vez mais, é moço e belo.  Revolução é sentido de equilíbrio novo, de formas novas. Trazendo um íntimo sentimento moral, revela-se num alto pensamento estético. Revolução é, pois, beleza da mocidade e glorificação do Homem.

A luta do Homem – O Homem tem de lutar contra o mundo. Tudo se rebela contra aquele que quer criar uma ordem nova. Todos os preceitos se levantam. Tudo o que há de negativo no passado se mobiliza. Todos os comodismos dos satisfeitos se insurgem. Todos os medíocres conjuram para aniquilar aquele que vai interferir na marcha normal dos fatos. A Revolução tem de lutar contra os fatos, não para negá-los, mas para subordiná-los ao seu ritmo. É aí que se evidencia o caráter subjetivo da Revolução. Pois ela não se conforma com o desenvolvimento das forças materiais da sociedade; até falando em nome deste ela age em sentido contrário, precipitando as etapas da marcha de uma civilização. Revolução é ideia animada pela consciência de sua própria força.

Luta: atmosfera de ideia – Quando a ideia se imantou irradiando o magnetismo de sua energia é chegado o momento da luta do Homem. E, então, ele terá de contar com a resistência de mil adversários. É necessário que ele os irrite, que os provoque, arrancando-os da resistência passiva, da indiferença silenciosa, que constituem a mais poderosa das armas contra o gênio criador.

Arbítrio versus determinismo – O arbítrio do Homem deverá, entretanto, conciliar-se com o determinismo dos fatos. O êxito origina-se com o determinismo dos fatos. O êxito origina-se exatamente dessa conciliação.

Os fatos já foram ideias abstratas e trazem consigo a força que aquelas lhes transmitiram. A fórmula de Maquiavel, que dava ao Homem o concurso, em iguais porções, da Fortuna e da “virtuù”, nós poderemos hoje traduzir, depois de um século de crítica científica, que é todo o período que vem a Revolução Francesa aos nossos dias, pela fórmula que atribui metade do êxito à capacidade de ação da Ideia-Força, e a outra metade à interpretação dos lineamentos preponderantes do determinismo da história.

Resistência do Passado – Um dos aspectos mais dignos de atenção dos períodos revolucionários é o da simultaneidade dos ftores que neles operam, e que representam todas as correntes de pensamentos e desejos as quais, tendo nas épocas normais se dissimulado, agora surgem como forças que pretendem atuar e decidir.

Além desses pensamentos e desejos, temos a considerar a residtência do Passado. Entre os renovados conceitos da Sociedade, do Estado, do Governo, das relações entre individuos e indivíduos, entre governos e indivíduos, entre classes e governos, entre classes e classes, perduram traços do Passado, que insistem em prolongar-se. São resíduos os detritos, que enfrentam a vaga destruidora dos novos pensamentos e dos novos anelos. Esse fenômeno foi observado na Itália fascista, conforme nos explica Rocco, dizendo ( “Transformazione dello Stato”): “Era per tanto naturale che, finchè detriti del vecchi mondo politico, com mentalità totalmente diversa professanti dottrine antetiche a quella fascista, collaboravano col fascismo nel Governo fosse difficile iniziare vigorosamente uma totale transformazione dello Stato”.

Caráter transitório do Fascismo – É que a revolução subjetiva na Itália esteve enquadrada naquele terceiro caso a que nos referimos no capítulo precedente: ela só começou a operar decisivamente depois da revolução objetiva a que o país foi levado por um mal-estar decorrente de fenômenos sociais que produziram o grande movimento reflexo de reação do organismo nacional, determinando a marcha sobre Roma. A verdadeira revolução, no sentido da Ideia criadora, só depois foi se processando na Itália e ainda está muito longe do quanto terá de realizar antes que termine seu ciclo próprio.

“Doze anos  depois do advento do fascismo é que a Itália começou a entrar no Estado Corporativo, que antecederá o Estado Integral, última etapa da primeira fase revolucionária. A segunda fase da Revolução será aquela em que esta se exprimirá juridicamente através de transformações do Estado, como um fenômeno permanente e ético.  As declarações escritas em 1933 anteviram a decadência do regime fascista, o qual se cristalizou numa ditadura e abandonando o ritmo da revolução social, deixou-se influir pelas ideias do século XIX, tais como o expansionismo imperial e o racismo de chamberland e Gobineau. Na sua primeira fase, o fascismo exerceu grande influência na Alemanha, podendo-se dizer que fez a gerar o nacional-socialismo. Este, porém, absorveu a doutrina marxista que pôs a funcionar ao serviço do racismo e da hipertrofia do Estado, erigido acima da Nação e do Homem. Acabou exprimindo o conúbio de Marx e de Nietzsche e começou por sua vez, influir no fascismo italiano. Inicia-se, desde então a decadência do fascismo e o prenúncio de sua queda”.

Destruição e construção – A tendência dos períodos críticos dos povos é para a desagregação da opinião, porque todas as forças subconscientes vêm à tona lutando pela própria predominância. Nos dias de incubação, em que se elaboram surdamente as ideias revolucionárias, cada fator homem engendra a sua concepção, segundo os impositivos do seu próprio espírito. Há como que um acordo geral, no tocante a destruir o passado, a substituir uma ordem velha por uma ordem nova. Mas essa uniformidade de pensamento no concernente à destruição não é a mesma no relativo à construção. Derrubada de uma situação anterior, estabelece-se a luta entre os próprios aliados. Vencerá o que tiver maior poder de interpretação das forças preponderantes e ao mesmo tempo a maior força de sedução renovadora.

A ideia Revolucionária tem de lutar contra o Presente e contra o  Passado. Períodos de reconstrução costumam chamar a fases como essa em que enveredou a Revolução Italiana e em que se agitou a Revolução Russa, após a marcha sobre Roma e o golpe de Lenine. A Revolução assume, então um aspecto inicial de destruição. A Revolução torna-se como a antítese de si mesma. É o instante em que se manifestam os núcleos de pensamento, de desejos,  de mentalidades que convivem, sem atritos, nas épocas normais, e assumem posição de batalha nos momentos seguintes à derrubada de uma ordem velha. É também o momento em que de cada ciclo percorrido surgem as fisionomias expressivas, ansiosas por exercer preponderância nos lineamentos da ordem nova.

A História inteira desfila como uma procissão de fantasmas.

Por isso, escreve Oliveira Martins:

“Cada civilização é um sistema ou série; e da mesma forma que sucede com os organismos naturais, cada sistema, contém, num grau mais ou menos rudimentar, todos os momentos de todas as séries: uma gota de orvalho é a miniatura do mundo”.

E acrescenta:

“O encontro da ação individual comas instituições de um pais dando de si o que se chama uma revolução, jamais produz, o desenvolvimento puro desse pensamento individual, nem dessas instituições sobre que atua, quer vença a primeira, quer as segundas, no conflito que transitoriamente se levanta”.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.