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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Rodrigo Diaz de Vivar, mais conhecido como El Cid: o maior guerreiro dos reinos da Península Ibérica.


El Cid Campeador. Imagem: Spain / Castille and Leon / Burgos.  

Rodrigo Diaz de Vivar, nome completo de um dos poucos homens imortalizados como um dos mais bravos cavaleiros de toda a Idade Média. Mais conhecido como “El Cid”, esse homem de origem nobre nasceu entre os vários conflitos que marcaram o processo de formação das monarquias nacionais da Península Ibérica. Vivendo no século XI, no começo da sua segunda metade, recebeu a adequada educação militar que o distinguira enquanto nobre e, futuramente, nos campos de batalha.

Por volta dos 20 anos, quando ainda era um aprendiz na arte da guerra, partiu para a cidade de Graus onde defendeu a população local contra a investida do reino de Aragão. Mediante suas vitórias iniciais, alcançou prestígio ao assumir o posto de comandante da milícia de Castela. Sob sua liderança, protegeu o reino a que representava contra uma tentativa de conquista feita pelos exércitos de Leão. Após a morte de Sancho, rei a quem defendia, Rodrigo viu os reinos de Castela e Leão ir para as mãos de Afonso VI.

Sob o comando do novo rei, ele abandonou os campos de batalha para empregar seus conhecimentos jurídicos em favor do novo governante. Sendo exímio jurista, tinha a difícil missão de arbitrar as contendas desenvolvidas entre os senhores de terras do reino. Retribuindo aos seus serviços, Afonso VI não poupou esforços para que seu fiel funcionário tivesse um bom casamento. No ano de 1076, Rodrigo se casou com Jimena, a filha do conde de Oviedo.

Alguns anos depois, ao ser enviado para cobrar impostos na cidade muçulmana de Sevilha, acabou surpreendido por um ataque da cidade de Granada. Nesse instante, o serviçal foi obrigado a dar lugar ao guerreiro de conquistas pregressas. Assim, conseguiu defender os sevilhanos contra os exércitos vizinhos ao organizar habilmente suas tropas. Com a vitória, ele despertou a fúria e a oposição de vários nobres que tinham sido vítimas de sua espada. 

Em um complô, a nobreza que se enfurecia contra Rodrigo promoveu um ataque à cidade de Toledo. Injuriado contra os seus opositores, aproveitou das forças de seu pequeno exército para invadir esse mesmo núcleo urbano. Agindo sem a permissão do rei, acabou sendo banido do reino de Castela e Leão. Dessa forma, abandonou o perfil de simples serviçal para então assumir a função de mercenário. Para sobreviver, ele abandonou os ideais de fidelidade para guerrear em troca de riquezas.

Inicialmente, tentou oferecer os seus serviços para o conde de Barcelona. Sem uma resposta positiva, se aliou aos muçulmanos que ocupavam a porção centro-sul da Península Ibérica. O cavaleiro nascido em um reino cristão passou a defender os muçulmanos da cidade de Zaragoza contra a investida de militares espanhóis interessados em conquistar terras. Durante essas lutas, aprisionou Berenguer Ramón II, o conde de Barcelona que havia anteriormente rejeitado seus serviços.



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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.