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terça-feira, 9 de abril de 2013

Capitalismo - Propriedade - Burguesia



O Estado de Espirito Capitalitas-Comunista. Imagem: Arquivo CHH.
Gustavo Barroso

A tática dos comunistas marxistas foi sempre estabelecer confusão entre as palavras - capitalismo, propriedade, burguesia, riqueza, capitalista, de significação diversa da que lhe emprestam, com o único fim de lançar as classes da Nação umas contra as outras e mais facilmente a destruir. O Integralismo precisa dar a essas palavras seu verdadeiro significado e o Integralista deve sabê-lo.

Capitalismo não é a propriedade. Capitalismo é o regime em que o uso da propriedade se tornou abuso, porque cada indivíduo pode, se tiver dinheiro, especular no sentido de fraudar e oprimir os outros. Capitalismo é o regime em que o uso da propriedade se tornou desordenado, porque cada indivíduo pode agir à vontade e produzir sem se preocupar com as necessidades da coletividade, causando o desemprego, as falências, os salários ínfimos e a carestia da vida. Capitalismo é o regime em que um indivíduo ou um grupo de indivíduos pode açambarcar as propriedades por meio de trustes, cartéis ou monopólios. O Capitalismo, portanto, em última análise é um destruidor da propriedade.

A propriedade não deve e não pode ser suprimida. Deve e pode ser disciplinada. A propriedade é a projeção do homem no espaço, a garantia de sua velhice e a estabilidade de sua família. A propriedade é legítima quando provém do trabalho honesto e quando empregada no sentido do interesse nacional. Deve ser dada a todos quantos a mereçam sem distinção de classes. A propriedade obtida desonestamente não deve ser mantida. A propriedade empregada em sentido contrário ao interesse nacional deve ser posta nos seus verdadeiros termos. Por isso, o Integralismo só admite o direito de propriedade condicionado pelos deveres do proprietário.

Capitalista não é todo indivíduo que possui dinheiro. Há capitalistas produtores e benéficos como há capitalistas aproveitadores, especuladores, ociosos e indolentes. Há capitalistas chefes de empresa que trabalham mais do que qualquer dos seus operários. A palavra capitalista não tem o significado limitado e pejorativo que lhe emprestam de caso pensado os comunistas.

Educação: situação atual e a proposta Integralista


Educação. Imagem: Rede Sul.
Autor: Lucas Antonio Feitosa de Jesus
Integralista, Graduando em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Sergipe


Qualquer pessoa com uma mentalidade ginasiana consegue constatar que todos os problemas do Brasil estão ligados necessariamente à questão da educação. Das nossas mazelas nacionais, desde a instabilidade política e a desordem social até a negligência em atividades administrativas nos mais diversos ramos profissionais, todas originam-se primariamente em uma única fonte: a ausência evidente de uma obra sistemática que se bata na formação de uma mentalidade coletiva genuinamente brasileira e popular e que reflita a compreensão sincera das responsabilidades de cada um como ser moral, intelectual e espiritual.
Já não é novidade alguma depararmo-nos, nos noticiários, com notícias do calibre de “Educação é o ponto fraco no Brasil”,  “Ranking de qualidade de educação coloca o Brasil em penúltimo lugar” ou, as mais recentes, “Hino do Palmeiras garante 500 pontos na redação do ENEM” e  “Candidato escreve receita de miojo na prova do ENEM e tira nota 560”. Manchetes que escandalizariam qualquer população séria que, formada nas honrosas tradições do passado, indignar-se-iam com as garantidas máculas em vias de serem sofridas pelas gerações do futuro, transformam-se costumeiramente em piadas e chavões banais que expressam o lado cômico de uma indiferença velada para com algo que não tem mais jeito. O discurso acadêmico empírico sobre a educação brasileira tem se mostrado, ao mesmo tempo, caricato e nefasto, haja vista que a realidade tem sido sempre mais forte do que as doutrinas materialistas erguidas como princípios rígidos e considerados eternos. Com tantos golpes negativos, acostumamo-nos a apanhar e a iniqüidade surgiu como novo dogma no Brasil.

Essa atual situação, contudo, era previsível. O que esperar, pois, de um governo que mantém e divulga a educação libertadora e o sócio-construtivismo como corpo e asas de uma aeronave, sendo esta comandada, respectivamente, por Paulo Freire e pela dupla Jean Piaget e Lev Vigotsky? Um ataque terrorista, certamente.

A educação libertadora freireana, que tem como Magnum Opus a “Pedagogia do Oprimido” do supracitado autor, acredita ser possível usar do meio social e político em que o indivíduo ignaro vive para que, a partir dele, sua consciência seja despertada no intuito de exercer seu papel como cidadão e revolucionar a sociedade. É a velha cartilha marxista na qual tudo – inclusive a educação – é uma superestrutura que merece ser mudada ou destruída em prol da infraestrutura, ou seja, a economia.  Mas, cá entre nós: vocês conhecem algum sujeito educado ou alfabetizado pelo método propugnado por Paulo Freire que demonstre certa competência técnica, científica ou artística? Certamente não, afinal, sua didática foi aplicada, não só no Brasil, mas fora dele como no Chile, em Guiné-Bissau e Porto Rico, não gerando nenhuma redução nas taxas de analfabetismo.

Paulo Freire, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, exaltado como profeta, gênio, sumo sacerdote da educação e recentemente nomeado – porque será, mistério inconfessável! – Patrono da Educação Brasileira, na verdade, não passa de um ideólogo comunista. São evidentes suas inúmeras tautologias e prolixidades que se fazem presentes em seus livros e artigos, todas elas externando a vontade de seu autor em provar de pé junto que só existem dois sujeitos na educação bancária: oprimido e opressor. Não lembra alguém que, no século XIX, tentou mostrar que só existiam burgueses e operários? Pois é.

Já o sócio-construtivismo versa que o conhecimento culturalmente produzido é um conhecimento “tido-como-compartilhado”, logo, há uma interação negociada pela evolução dinâmica de interpretações, transformações e construções dos indivíduos. Na visão sócio-construtivista, a escola e a educação têm papel essencial em promover o desenvolvimento dos indivíduos enquanto o professor, mediador e promotor de desafios e problemas aos mesmos, conduz o processo de aprendizagem em colaboração efetiva com os educandos. Daí surge a história do “professor facilitador”, cuja autoridade é tão inócua e frouxa que esse conceito, vértice tão importante na manutenção da verdadeira liberdade, acaba tornando-se fútil.   Para a prática educativa numa perspectiva sócio-construtivista, é necessário, dentre outras coisas: permitir que os alunos formulem suas próprias perguntas, gerar hipóteses e modelos, testar sua validade, proporcionar situações investigadoras que gerem desafios e incentivar a abstração reflexiva como força dinamizadora da aprendizagem para que os alunos dêem sentido às experiências vivenciadas. 

Muito embora o sócio-construtivismo já tenha sido abandonado na Suíça e na França, que foram pioneiros na aplicação e na constatação do não funcionamento de tal didática, no Brasil ele ainda é a fina flor da mocidade, colocada num altar sacrossantamente intocável ao lado da educação libertadora. Por que o sócio-construtivismo não funciona? A explicação é relativamente simples: toda linguagem compõe-se de uma parte estática e constante (como o alfabeto e a ortografia, assim como fonemas, morfologia e regras de construções gramaticais) e de uma parte aberta, fluida e passível de interpretações e reinterpretações (universalidade de significados, valores, nuances e ordens de discurso). A primeira fixa-se pela memorização e exercício constante e repetitivo, mas, a segunda, se obtém por constantes leituras e melhoramento intelectual permanente, na busca da alta cultura em suas melhores fontes e pelas práticas individuais em busca do enriquecimento da auto-expressão. Sem controle e entendimento da primeira parte, não se vai à segunda de forma satisfatória e coerente. É exatamente isso que o sócio-construtivismo propõe aos alunos em idades mais tenras fazendo com que, teoricamente, participem de um alto escol cultural antes mesmo de ter os instrumentos de base necessários à construção de um pensamento aceitável e independente do ponto de vista intelectual. É a velha analogia da carroça puxando os bois.

Aqueles que leiam essas linhas e levantem a hipótese de que, se somos contra a educação vermelha petista é porque somos favoráveis à educação dos liberais, cometerá um erro absurdo tendo em vista que o Integralismo não desvia nem para a direita nem para a esquerda. Nosso imperativo categórico é caminhar para a Frente! Qualquer análise a nós não cabe, afinal, somos a síntese da brasilidade. 

Dos predecessores daqueles que aí estão, não guardamos nenhuma saudade. O intelectualismo de superfície dos partidos, tidos como burgueses, que nos governaram sempre foi imerso numa cortina de fumaça que escondiam seus interesses pessoais ou grupais e sua ignorância crassa que, durante sua permanência no poder, foi infiltrando na alma dos milhões de brasileiros o vírus da desordem mental, da indisciplina, do pragmatismo e da inteira materialização do sentido da vida. A ideologia liberal só fez trazer a lona com a qual o PT levantou o circo. Assim foi no passado – distante e recente – assim é no presente: para os verdadeiros baluartes do pensamento brasileiro, o boicote; para sujeitos que não escreveram ao menos dez páginas dignas de serem lidas, os lugares cativos na mídia, na política e nas cátedras acadêmicas.

Eis o Brasil que aí está!

Dentro de tal cenário, é forçoso, pois, que certo ceticismo seja infligido em nossas almas. Perdidos em si mesmos, os brasileiros podem perguntar: mas qual é, então, a solução que o Integralismo tem para tão fundamental problema? O que propõe a filosofia do sigma?

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.