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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Núbia (TA-SETI), a terra do arco. Parte IV. Conquistas e Aspectos Socioculturais.



Necrópole de Mênfis. Mênfis a Cidade Sagrada foi uma das grandes conquistas Núbias pelo Faraó Piankh em suas campanhas do ano de 721 a.C . Imagem fonte: http://destinolandia.com/la-necropolis-de-menfis/

Continuando nosso estudo sobre o Reino da Núbia, analisaremos as Conquistas e os Aspectos Socioculturais que abrangem a região Núbia. Os Faraós núbios além de expandirem suas fronteiras ao Norte e ao Sul unificaram o Egito sobre uma única dinastia diante de um Reino Egípcio decadente. A cultura núbia é muito rica em diversos aspectos e está dividida em três Grupos: A,B e C. Sendo a primeira muito diversificada em todos os aspectos de sua ampla imagem e visão da realidade que os cercava. Já o Grupo B, nada mais é do que uma degeneração do Grupo A, devido as seguidas invasões egípcias na região. Distinta das duas anteriores, a Grupo C e baseada em motivos geométricos e se espalhou por toda a região núbia durante o Primeiro Período Intermediário.

Conquistas da XXV Dinastia (A Dinastia Núbia)

Formação do Reino Núbio autônomo em Nápata pelo Rei Alara (780 a.C).

O Rei Kashta (760 a.C) sucede seu irmão Alara no Trono de Nápata e com um exercito eficiente expande o Reino além de Tebas.

Em 751 a.C Piankhi filho de Kashta conquista a cidade de Mênfis e Saís e todo o Delta do Nilo e torna-se o primeiro Faraó da XXV Dinastia, a Dinastia Núbia.

O Faraó Sciabaka irmão de Piankhi reconquista Saís, após a revolta de Bocoris, seguidor da XXIV dinastia egípcia e do “Faraó” Osorkon IV.

Sobe ao trono o Faraó Taharka (689 a.C), filho de Piankhi. Ele realiza construções em Mênfis (681 a.C).

Em 664 a.C Tanutâmon neto de Taharka torna-se Faraó e da continuidade aos trabalhos de construção e reformas nas cidades. Projeta sua influência ao Sul e transfere sua Capital para Meroe.


Ruínas de parte da cidade de Saís. Foi conquistada por Piankh em 721 a.C. Imagem fonte:http://www.dur.ac.uk/penelope.wilson/gallery2.html

Aspectos Socioculturais

Seu modo de vida era voltado para caça, pesca e e criação animal que estavam associados a uma forma de agricultura rudimentar. Era uma Núbia pastoral e talvez seminômade, embora não destituída de habilidade agrícola. Os núbios possuíam uma Cultura Oral bem comum aos membros das distintas tribos. Não adotaram a escrita que conheceram através do contato com o Egito porque eram estruturados em pequenas unidades sociopolíticas aonde não havia pressão/necessidade da presença da escrita para as atividades cotidianas. A cultura da Núbia Antiga é dividida em Grupo A, B e Grupo C.

Cultura Núbia Grupo A

A Cultura do Grupo A desenvolveu-se contemporaneamente à I Dinastia Egípcia. Seus vestígios arqueológicos foram encontrados na Núbia entre a primeira catarata à Batn-el-Haggar ao Sul. Fisicamente apresentavam semelhanças com os egípcios pré-dinásticos. Viviam em pequenos acampamentos pastoreando ovelhas, cabras e alguns bovinos.


Cerâmica Núbia do Antigo Império (3.100 a 2.200 a.C). Imagem fonte: http://historia-da-ceramica.blogspot.com.br/2009/11/ceramica-nubia.html

Eram seminômades, orientados pelas necessidades de novas pastagens. A cerâmica constitui uma das marcas características desse grupo cultural, pois revela um artesanato engenhoso e uma decoração artística.

Cultura Núbia Grupo B

No fim da II Dinastia Egípcia e é considerada um empobrecimento da Cultura do Grupo A. Esse período de decadência cultural coincide com o inicio da III Dinastia Egípcia e vai até o inicio da VI Dinastia e teria sido causado pelas repetidas investidas egípcias contra a Núbia.


Cerâmica Núbia do Médio Império. (2.000 a 1.600 a.C.). Imagem fonte: http://historia-da-ceramica.blogspot.com.br/2009/11/ceramica-nubia.html

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.