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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Raízes teóricas do pensamento Corporativista Brasileiro: O interesse pela questão social em Miguel Reale.



Bandeira integralista. Imagem: http://www.integralismo.org.br

Miguel Reale nasceu em São Bento do Sapucaí, Estado de São Paulo, em 1910. Matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo aos vinte anos, em 1930, tendo concluído o curso em 1934. Como estudante, frequentaria os grupos socialistas, nutrindo simpatias pela ideologia. A atmosfera da Faculdade era de efervescência e de grande interesse pelas coisas brasileiras. Gozavam de enorme popularidade a crítica realizada por Euclides da Cunha e os remédios aconselhados por Alberto Torres para integrar num só os dois países retratados por Euclides e fazê-lo progredir. A Revolução de 30 trouxera grandes esperanças. Mas em 32 o ambiente era de franco desencanto. O próprio Reale teria oportunidade de escrever:

“Quando surgiu a Revolução Paulista (1932), eu estava em um desses momentos de desengano, em perfeito estado de disponibilidade, com o cérebro como um cemitério de ideias que já haviam sido ideias força no passado, desde os ideais miríficos do Liberalismo às pulsações agitadas do Marxismo. Alistei-me como quem vai para a luta à procura de si mesmo, certo de encontrar no perigo o sentido novo da vida. Ao voltar, compreendi que a minha crise espiritual tinha sido, como a de muitos de minha geração, a crise de quem se fecha em si mesmo, devorando ideias no silêncio egoísta dos gabinetes, sem compreender que a ideia é tanto mais nossa quanto mais a espalhamos pelo mundo”.

Assim, os moços queriam uma política de ideias e não simples personalismos. Eis o que Reale enxergou no integralismo e o que o levaria a aderir àquele movimento em 1933, aos 23 anos de idade, aluno do penúltimo ano da Faculdade. Juntamente com outras personalidades, entre as quais aponta D. Helder Câmara e Jeovah Mota, Reale traria para a Ação Integralista, lançada por Plínio Salgado no ano anterior, novo equacionamento da questão social.

Enquanto Plínio Salgado a englobaria no tradicionalismo católico, o grupo indicado a colocaria numa posição privilegiada, considerando-a o ponto de partida do qual competia proceder-se a novo ordenamento jurídico da sociedade. Miguel Reale afastou-se do integralismo após o golpe de 37, de que resultaria a implantação do Estado Novo. Em 1940, Reale ganhou o concurso para reger a cadeira de Filosofia do Direito, na Faculdade de Direito de São Paulo e, desde então, a elaboração teórica passou a absorvê-lo integralmente.

No período em que pertenceu ao movimento integralista, Miguel Reale elaborou dois conjuntos de obras. O primeiro corresponde à história das 29 idéias políticas e abrange cinco livros a saber: Formação da política burguesa (1934); O Estado moderno (1935); O capitalismo internacional – introdução à economia nova (1935); Atualidades de um mundo antigo (1936) e Atualidades brasileiras (1937). O segundo grupo é integrado pelos três textos em que expõe a sua versão da doutrina integralista: A posição do integralismo (1933); Perspectivas integralistas (1935) e ABC do integralismo.

Esse ciclo corresponde entretanto a segmento diminuto no conjunto de sua produção intelectual, por isto mesmo, referir, ainda que brevemente, a feição que veio a assumir posteriormente. Desde 1940, quando publicou Fundamentos do Direito e Teoria do Direito e do Estado, Miguel Reale ocupou-se em dar forma acabada à teoria tridimensional do Direito, (1ª ed., 1953), encontra-se na 14ª edição (1994). Tanto este livro como a obra que dedicou especialmente ao tridimensionalismo foram traduzidos em diversos países. Nos últimos anos, sua Introdução ao Direito mereceu três edições sucessivas em língua espanhola.

Evento de Carrington ou Tormenta Solar


Explosão de Massa Coronal que gera as Tempestades Solares. Imagem: Telegraph.co.uk
O Evento de Carrington ou Tormenta Solar de 1859 foi uma grande tempestade geomagnética provocada por ondas solares ocorrida em 2 de setembro de 1859. Seu nome provém de Richard Carrington, astrônomo inglês, especialista em manchas solares. Esta tormenta solar foi a mais potente já registrada pela história da humanidade. Causou falhas no serviço de telégrafo em toda a Europa e América do Norte. O evento parece ter sido notado em 28 de agosto de 1859 quando foi possível perceber auroras boreais por quase toda América do Norte. Observou-se imensas cortinas de luz de Maine até a Flórida.
A magnetosfera protege a superfície da Terra das partículas carregadas do vento solar. É comprimida no lado diurno (Sol) devido à força das partículas chegantes, e estendido no lado noturno. Imagem: http://www.space.com/

As erupções solares que provocam tormentas magnéticas podem causar danos nos sistemas dos satélites e de comunicação, bem como nas redes de energia. Alguns consideram até a possibilidade de um grande apagão e que poderiam ocorrer detonações atômicas espontâneas.
Um fenômeno suficientemente forte desestabilizaria, inclusive de forma catastrófica, uma boa parte da tecnologia global.
O mundo moderno, depende em excesso da rede satelites, de telecomunicações, aparelhos eletrônicos de todo tipo, tecnologias muito vulneráveis a variações espaciais.
Tempestade solar pode ser causa do apagão no Nordeste
O pulso eletromagnético detectado nos EUA teve origem após uma explosão solar ocorrida no dia 31 de Janeiro de 1989, quando uma grande quantidade de massa coronal foi ejetada da estrela (Sol). A maior parte dessas partículas seguiu em direção ao espaço, enquanto uma pequena parcela atingiu o campo magnético terrestre e pode ter provocado auroras nas latitudes médias e altas.


Vento Solar provindo das Explosões Solares que Ejetam Massa Coronal no espaço em direção da Terra. Imagem: http://www.space.com/

Exatamente nesse mesmo instante, quase toda a região Nordeste ficou às escuras. Segundo relatos feitos no site Painel Global, diversos carros e luzes também apresentaram funcionamento errático e intermitente, além de muita interferência nas estações de rádio.

Em boletim recebido do SWPC, Centro de Previsão de Tempo Espacial dos EUA, às 02h36 UTC (23h36 no Nordeste e 00h36 em Brasília), magnetômetros instalados em Boulder, no Colorado, registraram um repentino pulso eletromagnético de 8 nanoTeslas (Tesla é a unidade de medição de campos magnéticos). Para fins de comparação, o pulso eletromagnético registrado teve intensidade de 8 nanoTeslas. A maior tempestade solar já registrada ocorreu em setembro de 1859 e teve a intensidade estimada em 110 nanoTeslas. Essa tempestade ficou conhecida como Evento Carrington.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.