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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A infame Unidade Bacteriológica 731 (UB-731)


Complexo da Unidade 731 em Harbin. Imagem: Arquivo Pessoal CHH.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial como os amigos Construtores tem observado, temos sido constantemente informados sobre o uso de armas químicas e biológicas por diversas nações ao longo dos anos. O que muitos não sabem é que seu emprego já estava bem à frente do front de batalha durante a Segunda Guerra Mundial. Usados contra civis, mulheres, crianças e idosos sem nenhuma piedade. As armas biológicas adoeciam a população alvo e depois levavas a mais variedades de horríveis mortes.

            Um livro chamado “Unidade Bacteriológica 731”, foi publicado no Japão, depois da Segunda Guerra, por um homem chamado Akiyama Hiroshi, que havia sido membro da unidade. Segundo este livro, havia um grupo de edifícios com cerca de quatro quilômetros de circunferência, e o principal tinha quatro vezes o tamanho do Edifício Marunouchi, no Japão. Havia por volta de 3.000 empregados que criavam dezenas de milhares de ratos. Tinha ainda 4.500 incubadoras, onde criavam quantidades astronômicas de pulgas e produziam 300 quilos de germes de peste bubônica por mês.


Experiência de hipotermia, usando como cobaias prisioneiros chineses sob vigilância de soldados japoneses. Imagem: Arquivo Pessoal CHH.

Havia uma prisão onde 400 ou 500 prisioneiros de guerra ou patriotas chineses e antijaponeses esperavam para serem usados nas experiências. Alguns eram chineses, outros soviéticos, ou ainda cidadãos da República da Mongólia. Não se referiam a eles como homens, mas como “lenha”. Pelo menos seiscentos eram torturados até a morte todos os anos, e os experimentos realizados neles eram de uma crueldade indescritível. Alguns eram esfolados vivos; alguns postos em refrigeração para experiências e os ossos de suas mãos continuavam tremendo mesmo depois de a carne estar congelada; outros eram deitados em mesas de operação como sapos, enquanto uma equipe os dissecava; outros eram amarrados a estacas apenas com suas roupas de baixo, enquanto bombas de germes eram explodidas na sua frente; e outros eram bem alimentados e daí infectados com germes, e se isto não os matasse, o experimento era repetido até que morressem.

            Quando estava nessa Unidade 731, o autor ouviu dizer que os germes criados ali eram mais poderosos que qualquer outra arma, e poderiam matar 100 milhões de pessoas, uma cifra da qual o exército japonês se orgulhava.

            Quando o Exército Soviético chegou a Harbin, essa unidade tentou esconder todos os traços dos seus crimes. Os japoneses envenenaram todos os prisioneiros sobreviventes, planejando queimá-los e enterrar as cinzas numa grande cova. Como os executores estavam em pânico, não queimavam os cadáveres completamente nem conseguiram enterrar todos. Puxaram então os cadáveres semi-queimados, separaram a carne dos ossos, queimaram a carne e colocaram os ossos numa máquina pulverizadora. Finalmente, os edifícios principais foram explodidos.

           
Não muito depois, alguém de uma aldeia próxima estava andando pelas ruínas quando viu algumas pulgas pulando ao redor de um vaso quebrado. Uma das pulgas o mordeu. Logo percebeu que estava infectado com a peste bubônica que os invasores tinham deixado para trás. A peste logo se espalhou pela aldeia e o governo chinês enviou um exército de médicos para tratar do caso, mas, mesmo com todos os seus esforços, 142 vidas foram perdidas nessa aldeia de pouco mais de uma centena de famílias.

            Que este acontecimento de nosso passado recente sirva de aviso para nosso futuro. Se urgentemente não aprendermos a conviver pacificamente de forma a cooperarmos mutuamente para o bem de todos não há como ver um futuro salutar para essa presente situação. Mas se empregarmos a construção para o beneficio de toda a espécie humana ao invés da destruição, se pararmos de pensar de forma egoísta e tornamos mais altruístas podemos mudar o futuro  negro que resta para uma espécie que semeia tantas mortos e ainda ousa louvar isso com as mais sórdidas palavras: “a guerra é mãe de todas invenções”. Desculpem-me, mas não tenho palavras para expressar a ignorância presente em tal afirmação. Então engajasse você também no processo de construção de uma sociedade mais humana e espiritual.

14/10/2013

Leandro Claudir é criador e administrador do Projeto Construindo História Hoje e Acadêmico de História pela Universidade Luterana do Brasil.

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YI, Pu. O Último Imperador da China. São Paulo: Editora Marco Zero, 1988.

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Plínio Salgado.