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terça-feira, 10 de setembro de 2013

As “Bruxas da Noite”, um pesadelo para os nazistas durante a II Guerra Mundial.



A ideologia dos líderes nazistas sempre foi pontuada por esoterismo e magia, mas se alguma vez tiveram verdadeira razão para acreditar em bruxas as responsáveis foram as ​​Nachthexen (Bruxas da Noite). Assim, os alemães chamavam os militares aviadores do 588° Regimento de Bombardeiros da Noite da União Soviética.



Em 2 de novembro de 1938, Polina Osipenko ,Valentina Grizodúbovatres e Marina Raskova receberam a distinção de Heroínas da União Soviética por vários recordes de distância percorrida em voo, foram as primeiras mulheres a recebê-lo e as únicas antes do início da Segunda Guerra Mundial. Marina Raskova, que também foi à primeira mulher instrutora na Academia da Força Aérea, foi entrevistada por Stalin pessoalmente que lhe deu o posto de Major. Quando Hitler quebrou o pacto de não agressão com a União Soviética, Marina liderou uma campanha para que as mulheres tivessem permissão para lutar contra os alemães no ar. Em 1941, graças à sua amizade com Stalin alcançou seu objetivo: a criação de três regimentos de voo compostos exclusivamente por mulheres, incluindo 588° Regimento de Bombardeiros da Noite. Este regimento foi composto por 400 mulheres, entre pilotos e pessoal de terra, que tinham uma idade média de 22 anos. Quando Marina encontrou-se com todas elas, assustou-se com a perspectiva de que mulheres tão jovens pudessem morrer. Dirigindo-se ao Regimento a Major Raskova, perguntou-lhes:

“Vocês não tem medo de ir para o front? Vocês não sabem que os alemães podem matar você?”

Todo o Regimento respondeu em uníssono:

“Não se atirarmos primeiro, Major Raskova!”



Os alemães avançavam rapidamente e a aprendizagem que deveria durar vários anos na Academia da Força Aérea foi reduzido há alguns meses. Tiveram que passar por um duro treinamento físico e um curso de táticas de combate, mas nenhuma delas se queixou sobre isso. Além disso, as aeronaves escolhidas para o Regimento de Bombardeiros da Noite foram os Polikarpov U-2 (Po-2), o biplano mais produzido no mundo criado, inicialmente, para a prática de voo e pulverização de campos.



Polikarpov Po-2. Ilustração técnica. Imagem: 

O problema é que essas aeronaves eram muito lentas, obsoletas (fabricadas em 1927) e foram construídos com madeira e lona. Essas "Vassouras Voadoras", sem rádio ou paraquedas, preferiam morrer a cair nas mãos dos alemães, transportando dois tripulantes (piloto e navegador) tinham espaço para duas bombas, e às vezes devido a sistemas desatualizados e mau funcionamento lançavam as bombas com as mãos. Há princípio, eles não tinham chance contra os rápidos caças alemães, mas sua capacidade de manobrar e fazer curvas bruscas e rápidas dificultavam muito a possibilidade de serem abatidos. Além disso, sua lentidão permitia voarem tão baixo a ponto de passarem entre os bosques, onde caças alemães não poderiam atravessar.

Devido à sua pequena capacidade de carga, As Bruxas da Noite realizavam várias operações na mesma noite, sempre seguindo as mesmas táticas quando se aproximaram do alvo desligavam seus motores barulhentos e planavam até alcançar o objetivo, jogando bombas e logo após religavam o motor para sair do local.

“Era simplesmente incompreensível que os pilotos soviéticos que tantos problemas nos deram eram mulheres. Essas mulheres não tinham medo de nada. Elas vinham, noite após noite em seus frágeis aviões.”

Declaração de um Piloto de Caça da Luftwaffe

De 1941 até o final da guerra, as mulheres deste regimento conduziram 23.672 missões e deixou mais de 3.000 toneladas de bombas. Foram condecoradas 23 das "Bruxas da Noite" pela União Soviética. A Major Raskova morreu em uma missão em 1943. Outros pilotos ficaram conhecidos como: Nadya Popova e sua copiloto Katya Ryabova que chegaram a realizar 18 missões em uma só noite, a Tenente Irina Sebrova que interveio em 1.008 missões e sobreviveu as duas vezes que foi abatida chegando a sua base.


Mesmo se fosse possível reunir todas as flores na terra e colocar aos seus pés não seria suficiente para homenagear o seu valor.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.