-

-

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Núbia (TA-SETI), a terra do arco. Parte V. Desintegração do Reino da Núbia.



Em, em 661 d.C, Assurbanipal da Assíria caí sobre o Egito, é destroí a cidade de Tebas. Os invasores assírios tinham nomeado Neco I como rei do Egito, para então posteriormente deixarem o Egito. A partir da Núbia, Tanutâmon marchou pelo Vale do Rio Nilo e conquistou todo o Egito novamente. Neco I, o representante dos assírios, foi morto na campanha de Tanutâmon. Em reação, os assírios voltaram ao Egito, e  derrotaram o exército de Tanutâmon no Delta do Nilo. Tanutamôn mudou-se para o sul para Tebas.



Depois da vitória Assíria no Egito, o último Faraó Núbio Tanutâmon vendo não haver meios de detê-los refugia se ao Sul no início do século VI a.C. Durante nove séculos, a Núbia conseguiu permanecer isolada até o século IV da era cristã, quando sua Capital Meroe, foi destruída pelos nabateus que se estabeleceram na região e, por volta do ano 540, converteram-se ao cristianismo. 


O Faraó Tanutâmon refugia-se em Nápata e começa a ignorar o Reino do Norte e passa a proteger sua influência no Sul. A Capital foi posteriormente transferida para Meroe no Sul. Com Tanutâmon vêmos fim das Dinastias Núbias no Egito. embora a autoridade Tanutâmon ainda foi reconhecida no Alto Egito até seu oitavo ano. 

Em 656 a. C. o exército de Psamético I pacificamente assumiu o controle de Tebas sob a supervisão Assíria e unificou todo o Egito sob seu comando. Tanutâmon passou a governar apenas Núbia e morreu em 653 a. C. e foi enterrado no cemitério da família em El-Kurru .

A partir do século VII o país foi obrigado a pagar tributos governantes muçulmanos do Egito, permaneceu independente e fiel ao cristianismo até o século XIV, quando sucumbiu ante os exércitos mamelucos muçulmanos.

04/04/2013

Leandro Claudir é Acadêmico de História pela Universidade Luterana do Brasil, Técnico em Informática pela QI Escolas e Faculdades. Habilitado em Liderança de Círculos de Controle de Qualidade Empresarial pelo Sesi. Criador e Administrador do Projeto Construindo História Hoje. IBSN- 7837-12-38-10.

COPYRIGHT ATRIBUIÇÃO - NÃO COMERCIAL © 

Copyright Atribuição –Não Comercial©construindohistoriahoje.blogspot.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Atribuição-Não Comercial.  Com sua atribuição, Não Comercial — Este trabalho não pode ser usado  para fins comerciais. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a“Construindo História Hoje”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Construindo História Hoje tem a obrigação adicional de incluir um link ativo parahttp:/www.construindohistoriahoje.blogspot.com.br. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Construindo História Hoje que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes e seus atributos de direitos autorais.



Você quer saber mais? 

PARTE I

PARTE II

PARTE III

PARTE IV

MELLA, Federico A. Arborio. O Egito dos Faraós: história, civilização e cultura. São Paulo: Editora Hemus, 1981. pp. 218-219, 263, 270-271, 299, 411, 417, 442.

MOKHTAR, Gamal (Org.). História Geral da África. Vol. II: A África Antiga. São Paulo: Ática/Unesco, 1983. pp. 227-229, 232-233, 243, 257, 267, 277, 340.

Grande Enciclopédia Larousse Cultural.São Paulo: Enciclopédia Nova Cultura, 1999. pg. 2030.

SILVA, Alberto Costa e. A Enxada e a Lança: a África antes dos portugueses. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1985.

KI-ZERBO, Joseph. História Geral da África Vol. 1: metodologia e pré-história da África. Brasília: Unesco, 2010. pp. 88, 830.






LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.