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terça-feira, 2 de abril de 2013

Núbia (TA-SETI), a terra do arco. Parte III. Principais Monarquias.




A partir da XXIII Dinastia o Egito começa a se fragmentar em pequenos reinos independentes. A XXV Dinastia foi a chance dos núbios. A Núbia era a única região que prosperava. Aos poucos foi se desligando do Egito encontrando saídas comerciais e prósperas ao Sul. Assim se formou um Reino autônomo, cuja capital Nápata se encontrava próxima à Quarta Catarata. Na época do Faraó Sesonki, um grupo de sacerdotes de Amon transferiu-se para lá, fundando outro Estado Teocrático tendo Tebas como modelo. Era o único recanto do Nilo no qual existia um poder central, um exercito eficiente e uma economia prospera. O primeiro soberano foi Kashta, ampliou seu poder até Tebas. Lembrando que Kashta era um Rei Núbio e não um Faraó da XXV Dinastia.

XXV Dinastia (Núbia) Faraó Piankhi (751-716 a.C)


Parte superior da Estela do Faraó Piankhi. Imagem:Estela encontrada em Elefantina contendo o nome do Faraó Núbio Piankhi. Imagem: http://www.touregypt.net/featurestories/piye.htm

Filho do Rei Núbio Kashta, ajudou o povo de Heracleópolis contra Tefnakht que governava o Delta do Nilo. Conquistou também a cidade de Mênfis. Impressionados com a queda da cidade Santa de Mênfis, os príncipes do Delta abandonaram Tefnakht e se submeteram em massa ao conquistador, entre eles estava o Faraó Osorkon IV que não passava de um príncipe como os demais. Quando Piankhi se dirige à cidade de Saís, Tefnakht sozinho resolve se submeter. Quando os principes de Fayum e de Afroditopolis se rendem sem lutar, o Faraó Núbio Piankhi, julgou concluído a sua missão. O Egito estava novamente unido, desde o Delta até a Quarta Catarata, sob um único cetro. Piankh, constrói um templo a Amon em sua Capital Nápata.

XXV Dinastia (Núbia) Faraó Sciabaka(716-695 a.C)



O Faraó Sciabaka é irmão de seu antecessor no trono Piankhi. Seu reinado já começa conturbado devido a Tefnakht que havia se rendido a Piankhi, mas decide mudar que ideia com o advento de um novo Faraó e tenta restaurar em 730 a.C a XXIV Dinastia Egípcia e consegue um poder temporário no Delta do Nilo. Tefnakht falece em 721 d.C e seu irmão Bocoris sob ao trono, mas é destituído pelos núbios de Nápata sob ordens do Faraó Sciabaka a pedido dos nobres. Sciabaka vai a guerra durante seu reinado para conquistar novamente a cidade de Saís para os Núbios.

XXV Dinastia (Núbia) Faraó Sciabataka(695-690 a.C)


Busto do Faraó Sciabataka. Imagem: Museu da Núbia. Fonte:http://pt.goldenmap.com/Shabataka

O Faraó Sciabataka, sucessor de Sciabaka provocou uma guerra civil no Egito, que levou a eventos em Nápata para a ascensão de um jovem nobre filho do antigo Faraó Piankhi, de nome Taharka, que derrubou Sciabataka do trono e se tornou Faraó.

XXV Dinastia (Núbia) Faraó Taharka (689-664 a.C)


Faraó Taharqa venerando o Deus-Falcão Mandulis (Equivalente Núbio de Hórus). Fonte: Museu do Louvre, França. http://www.louvre.fr/en/recherche-globale?f_search_cles=XXV%20Dynasty%20Pharaohs&f_search_univers=Collection%20%26%20Louvre%20Palace&nrppage=50

Taharka foi um grande Faraó Núbio, fez grandes construções em Mênfis (681 a.C). Em 671 a.C o General Assírio Scianubúsciu derrota Taharka e todo o Baixo Egito foi declarado provincia Assíria. Taharka continuou governando em Nápata até morrer em 664 a.C e foi sucedido pelo seu neto Tanutâmon.

XXV Dinastia (Núbia) Faraó Tanutâmon (664-656 a.C)


Rosto de parte de uma estátua do Faraó Tanutâmon como Amon Rá. Fonte: Museu Ashmolean Inglaterra. http://www.chem.ox.ac.uk/oxfordtour/ashmolean/

Após a morte de Taharka em 664 a.C, seu neto Tanutâmon o sucede. Imitou os feitos de seu avô e fez muitas novas construções em todo o Egito e restaurou monumentos que estavam em ruínas. Mas, em 661 d.C, Assurbanipal da Assíria caí sobre o Egito, destruindo a cidade de Tebas. O Faraó Tanutâmon refugia-se em Nápata e começa a ignorar o Reino do Norte e passa a proteger sua influência no Sul. A Capital foi posteriormente transferida para Meroe no Sul. Com Tanutâmon vemos o fim das Dinastias Núbias no Egito.

Nomes dos Faraós da XXV Dinastia e suas derivações


Cartuchos reais de três dos cinco Faraós da Dinastia Núbia. Imagem: MELLA, Federico A. Arborio. O Egito dos Faraós: História, Civilização e Cultura.São Paulo: Editora Hemus, 1981.

Ordem: Nome de nascimento, (nome do cartucho ou nome escolhido pelo faraó para reinar), outros nomes – data aproximada do reinado:

•Piye, (Usermaat-re), Piankhi – 751 - 716 a. C.

•Shabaka, (Neferkare), Sciabaka – 716 - 695 a. C.

•Shebiteku, (Djedkau-re), Sciabataka – 695 - 690 a. C.

•Taharka, (Khurenefertem), Taharka – 690 - 664 a. C.

• Tanutâmon, (Baka-re), Tanutâmon– 664 - 656 a. C.

02/04/2013

Leandro Claudir é Acadêmico de História pela Universidade Luterana do Brasil, Técnico em Informática pela QI Escolas e Faculdades. Habilitado em Liderança de Círculos de Controle de Qualidade Empresarial pelo Sesi. Criador e Administrador do Projeto Construindo História Hoje. IBSN- 7837-12-38-10.

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PARTE I

PARTE II

MELLA, Federico A. Arborio. O Egito dos Faraós: história, civilização e cultura. São Paulo: Editora Hemus, 1981. pp. 218-219, 263, 270-271, 299, 411, 417, 442.

MOKHTAR, Gamal (Org.). História Geral da África. Vol. II: A África Antiga. São Paulo: Ática/Unesco, 1983. pp. 227-229, 232-233, 243, 257, 267, 277, 340.

Grande Enciclopédia Larousse Cultural.São Paulo: Enciclopédia Nova Cultura, 1999. pg. 2030.

SILVA, Alberto Costa e. A Enxada e a Lança: a África antes dos portugueses. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1985.

KI-ZERBO, Joseph. História Geral da África Vol. 1: metodologia e pré-história da África. Brasília: Unesco, 2010. pp. 88, 830.







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Plínio Salgado.