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quarta-feira, 13 de março de 2013

O Novo Papa Francisco I: conhecendo sua história e vocação.



Primeira aparição do Papa Francisco I. Imagem: RTP Notícias.

A Igreja Católica Romana escolheu diante do Conclave o Cardeal Jorge Mario Bergoglio como o novo Papa com o nome de Francisco I. O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi escolhido o novo papa nesta quarta-feira, no segundo dia de votação na Capela Sistina, no Vaticano. Bergoglio escolheu ser chamado de Francisco (Como um Jesuíta, a escolha do nome tem relação direta com São Francisco Xavier (1506-1552) , foi um missionário e co-fundador da Companhia de Jesus). A Igreja Católica Romana considera que São Francisco Xavier tenha convertido mais pessoas ao Cristianismo do que qualquer outro missionário desde São Paulo, merecendo o epíteto de "Apóstolo do Oriente". 

Bergoglio não estava entre os nomes apontados como favoritos para suceder Bento XVI, que renunciou no mês passado. O conclave secreto que escolheu o primeiro papa latino-americano da história começou na noite de terça-feira com uma primeira votação, e nesta quarta-feira outras quatro rodadas aconteceram. A fumaça branca indicando que o novo pontífice tinha obtido a necessária maioria de dois terços aconteceu após a quinta votação [1].

Uma multidão alegre na Praça de São Pedro começou a gritar e a aplaudir quando começou a surgir a fumaça branca, em meio a uma chuva persistente e ventos frios.

História e Vocação

Cardeal Jorge Mario Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, Argentina, nasceu em 17 De dezembro de 1936 em Buenos Aires. Foi ordenado pelos Jesuítas em 13 de dezembro de 1969 durante os seus estudos teológicos na Faculdade Teológica de São Miguel. Foi mestre novice em São Miguel onde também ensinou teologia. Foi Provincial para a Argentina (1973-1979) e reitor da Faculdade de Teologia e Filosofia de São Miguel (1980-1986). Após completar a dissertação doutoral na Alemanha serviu como confessor e diretor espiritual em Córdova. Em 20 de maio de 1992 foi nomeado Bispo de Auca e Auxiliar de Buenos Aires, recebendo a consagração episcopal em 27 de junho. A 3 de junho de 1997 foi nomeado Arcebispo coadjuvante em Buenos Aires Buenos Aires e sucedeu ao Cardeal António Quarracino em 28 fevereiro de 1998. Relator geral adjunto da 10ª Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos em outubro de 2001.Presidente da Conferência de Bispos da Argentina de 8 de novembro de 2005 até 8 de novembro de 2011. Proclamado Cardeal pelo Papa João Paulo II no consistório de 21 de fevereiro de 2001 com o título de S. Roberto Bellarmino [2].


O novo papa, Francisco, aparece na Basília de São Pedro, no Vaticano, após ser eleito nesta quarta-feira para suceder Bento XVI. Imagem: Agência Reuters.

É a primeira vez nos últimos 600 anos que coexistem um Papa Emérito com um Sumo Pontífice. É também o primeiro Papa Jesuíta a ocupar a cadeira de S. Pedro [2].

Papado – Administração de um Papa

Como sucessor de São Pedro, o primeiro bispo de Roma, o papa se apresenta como o vigário de Cristo na Terra, com supremacia sobre todos os demais bispos da Igreja Católica Apostólica Romana. A autoridade do Papa foi estabelecida no Ocidente durante os cinco primeiros séculos depois de Cristo, mas a recusa das Igrejas do Oriente em acatá-la resultou (1054 d.C) no primeiro Grande Cisma. O papado fortaleceu seu poder secular no Ocidente após a coroação de Carlos Magno como sacro imperador romano, em 800 d.C, por Leão III. 

No século XIII, o papa dispunha de mais vassalos feudais do que qualquer outro suserano, e a lei canônica eram aplicados a toda a Europa cristã. O crescimento de força secular enfraqueceu a autoridade política do papa na Baixa Idade Média, e o segundo Grande Cisma (1378 – 1417) dividiu gravemente os domínios do papado. Os papas renascentistas procuraram reforçar os Estados papais e criaram uma corte papal brilhante do ponto de vista cultural, mas a corrupção reinante na Igreja precipitou as exigências de mudanças que culminaram com a Reforma protestante. O papado reagiu fundando a ordem dos jesuítas (1540), estimulando a Inquisição (1542) e convocando o Concílio de Trento [3]. 

Nos séculos XVII e XVIII o poder do papado foi enfraquecido internamente por disputas em torno do jansenismo e externamente pela secularização da sociedade, pela difusão do pensamento racionalista e, sobretudo, pela tendência dos Estados modernos de instituírem Igrejas nacionais [3]. No século XIX, o papado readquiriu influência como baluarte da tradição contra os movimentos revolucionários e procurou reafirmar-se com medidas adotadas no Concílio Vaticano I, tais como a declaração do dogma da infalibilidade do papa (1870), segundo o qual Deus preserva os sumo pontífice de errar em matérias de fé e de moral, quando se pronuncia excathedra com vigário de Cristo. Os Estados papais foram perdidos em 1870, mas o Tratado de Latrão (1929), firmado entre o Papa Pio XI e o líder fascista italiano Benito Mussolini, estabeleceu a Cidade do Vaticano como domínio Papal independente [3].

Depois da II Guerra Mundial, os Papas João XXIII e Paulo VI opuseram-se aos governos totalitários, manifestaram-se a favor da justiça social e, principalmente com a realização do Concílio Vaticano II, apoiaram iniciativas no sentido da renovação da Igreja, procurando ao mesmo tempo manter suas doutrinas históricas.

13/03/2013

Leandro Claudir é Acadêmico de História pela Universidade Luterana do Brasil, Técnico em Informática pela QI Escolas e Faculdades. Habilitado em Liderança de Círculos de Controle de Qualidade Empresarial pelo Sesi. Criador e Administrador do Projeto Construindo História Hoje. IBSN- 7837-12-38-10.

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Você quer saber mais? 

[1] PULLELA, Philip. Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio é escolhido novo papa.  Reuters, 2013 Disponível em: <http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE92C05C20130313> Acessado em: 13 de março de 2013.


[2] CAETANO, Eduardo. Cardeal Jorge Mario Bergoglio: eleito Papa com o nome de Francisco I. Lisboa: RTP Notícias, 2013. Disponível em: < http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=635378&tm=7&layout=121&visual=49> Acesso em: 13 de março de 2013.

[3] GRANDE ENCICLOPÉDIA Larousse Cultural. São Paulo: Nova Cultura, 1995. 18 v.


































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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.