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sábado, 23 de março de 2013

Janus, deus romano do passado e do futuro.



Busto de Janus no Museu do Vaticano. Imagem: Museu do Vaticano.

Segundo a mitologia romana, mas também etrusca, Jano (do latim Janus ou Ianus) era o porteiro celestial, sendo representado com duas cabeças, simbolizando os términos e os começos, o passado e o futuro, o dualismo relativo de todas as coisas, sendo absoluto somente a Divindade. Em seu templo, as portas principais ficavam abertas em tempos de guerra e eram fechadas em tempos de paz. Jano preside tudo o que se abre, é o deus tutelar de todos os começos; rege ainda tudo aquilo que regressa ou que se fecha, sendo patrono de todos os finais. Jano foi a inspiração do nome do primeiro mês do ano (janeiro, do latim januarius), o qual foi acrescentado ao calendário por Numa Pompílio (715-672 a.C.), sucessor de Rômulo, personagem histórico-mítico que, segundo Plutarco, teria fundado Roma em 21 de março.

Jano também é um dos mais antigos deuses do panteão romano, filho de Creusa e Apolo. Sua representação de caras opostas, uma olha para frente e outra olha para trás, pode ser entendida como se examinasse as questões por todos os seus aspectos. Orador eloqüente, a ponto de freqüentar o foro, é o deus das portas, dos começos e dos finais. Suas lendas são exclusivamente romanas e estão ligadas as origens da cidade.  Segundo alguns estudiosos, Jano era uma divindade indígena e em outros tempos havia reinado com Cameses, um rei místico a quem se conhece apenas o nome.

É normalmente retratado com uma coroa e um cetro, pois os romanos o consideravam o 'rei da Época de Ouro' de Roma, por tudo que representou ao povo. Imagem: Arquivo Pessoal CHH.

Para outros, Jano era estrangeiro exilado em Roma. Jano teria então erguido uma cidade em cima de uma colina que teria sido chamada de Janículo, levando o nome do deus.  Reinou apenas em Lácio e acolheu Saturno, que foi expulso da Grécia por seu filho Júpiter. Enquanto Jano se ocupada de Janículo, Saturno reinava em Saturnia. Durante o reinado de Jano foi atribuída a perfeita honestidade entre os seres humanos, a abundância e a mais completa paz. Teria sido o inventor da moeda. Jano civilizou os nativos de Lácio, dando-lhes cidades, leis e ensinando-os o cultivo do solo. A ele é atribuído o milagre de salvar Roma da conquista Sabina fazendo aparecer na frente dos assaltantes um dispensador de água quente, por isso em tempos de guerra sempre se deixa a porta do templo aberta para Jano. Acredita-se também que havia casado com a ninfa Yuturna, com quem teria tido como filho deus Fons, deus das fontes.


Busto de Janus em uma moeda romano. Imagem: Arquivo Pessoal CHH.

Originalmente, uma face possuía barba e a outra não, e, às vezes, era masculino e feminino - provavelmente um representação do sol e da lua (Janus e Jana). No entanto, é mais fácil encontrar duas faces com barba. Existem, no entanto, em alguns locais, representações suas com quatro faces. Raramente, mostravam seu corpo, mas se fosse feito possuía uma chave na mão direita. A cabeça dupla face aparece em muitas moedas romanas, então, é dito que ele teria inventado o dinheiro.


Representação artistica de Janus. Imagem: History.

De modo geral, Jano era considerado um deus benevolente. É normalmente retratado com uma coroa e um cetro, pois os romanos o consideravam o 'rei da Época de Ouro' de Roma, por tudo que representou ao povo: creditam a ele o ensino ao cultivo da terra, o uso do dinheiro e a criação das Leis, além de ser o responsável pela transição do povo romano da barbárie para a civilização.

Algumas versões, porém, defendem que cada rosto do deus tinha personalidade oposta. Por isso, acreditava-se que o deus confundia pessoas e ocasionalmente lhes causa doenças.

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