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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Afinal o que é o Integralismo? Pergunta do repórter da Veja Jose C. Bardawil ao Deputado Federal da Arena-SP, Plínio Salgado, em 13 de maio de 1970. Uma das últimas entrevistas antes de seu falecimento.



II Convenção Nacional realizada em outubro de 1946 pelo Partido de Representação Popular. Imagem: História do PRP.

Esta foi à pergunta realizada pelo repórter da sucursal da Veja, em Brasília, Jose Carlos Bardawil ao Deputado Federal da Arena – SP, Plínio Salgado, principal líder da Acção Integralista Brasileira – AIB (1932-1937) e do Partido de Representação Popular – PRP (1945-1965).

Esta pergunta porém não foi isolada, Plínio Salgado, no mês de maio de 1970, teve amplo destaque na mídia impressa por ser autor de um relatório da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, em Brasília, que propõe a censura as publicações eróticas. A atitude do então Deputado fez com que a Revista Veja dedicasse uma ampla reportagem sobre o autor do relatório, resgatando sua história e entrevistando esta figura, sendo esta uma das ultimas entrevistas realizadas antes do seu falecimento.

Resposta de Plínio Salgado a principal pergunta do repórter que foi publicada na Revista Veja, do dia 13 de maio de 1970, página 23, pala sua importância para quem estuda o tema após 1937, já que a interpretação do que é a doutrina Integralista muda até mesmo para seu principal criador durante as décadas;

Jose Carlos Bardawil (Veja) - Afinal, que é o Integralismo?

Plínio Salgado – “O integralismo é a doutrina que decorre de uma filosofia integral. Afirmo que, depois do relativismo de Einstein, da física nuclear, não podemos ter do universo – e consequentemente do homem, da sociedade, das nações – visões parceladas e unilaterais. 
Não há problemas isolados, mas todos inter-relacionados, não sendo possível resolver determinada questão sem uma visão do conjunto e da co-relatividade dos fenômenos; a medicina moderna, principalmente depois da biotipologia de Nicola Pende, mostra-nos que o corpo humano funciona em conjunto, pela interdependência dos órgãos e das glândulas de secreção interna. Do mesmo modo, a nação: podemos nos unilateralizar visando este ou aquele problema, todos se interferem. O mundo e a unidade diferenciada a que se referia Aristóteles. Uma só lei rege os astros e os elementos constitutivos do átomo. Uma só lei rege o homem, como individuo e pessoa, como rege suas comunidades nacionais. Baseado nessa doutrina, tiro as conclusões sociológicas e políticas. Seria longo explicar uma filosófica nova, para homens do século XXI, quando ainda estamos neste século XX carregado pelos prejuízos do século XIX. 

Estou certo, porem, que as gerações futuras, renovadas, capazes de atender aos novos tempos, irão realizar essas ideias. Por enquanto, a preocupação são os tabus, o liberalismo de quase duzentos anos, o socialismo de 150 anos, o nazismo e o fascismo, cujas raízes são também velhas. Essa e ainda a linguagem de muitos que primam pela ignorância. E a ignorância merece comiseração.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.