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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A Liberdade na Concepção Integralista


Sigma entre colunas adornado com louros. Imagem: Construindo História Hoje.

O manifesto “Verde-Amarelo”, como se pôde observar, exaltava a liberdade consistindo em uma pragmática semântica, cujo conteúdo e expressão servira apenas para atrair a atenção das massas para um movimento que se expandiria do plano cultural para uma afirmação mais política com o advento Integralista, cuja definição de liberdade passa a ser discutida de forma mais aprofundada, como se pode observar nos textos dos anos que se seguem.

Sendo assim, apenas anos mais tarde, Plínio vem nos mostrar a direção a qual julga a mais correta para uma boa conceituação de liberdade. Pois, para ele, aquela liberdade propagada pelos gritos da Revolução Francesa, seria danificada pela disciplina, da qual ser livre tornou-se o mesmo que subjugar o mais fraco.

“Assim sendo, em nome da liberdade, os banqueiros dominavam as nações e escravizaram a indústria e o comércio. Estas por sua vez, entregues às leis da concorrência, livraram-se da disciplina do Estado, mas caíram no cativeiro dos agiotas. Já os patrões, pela liberdade de contrato, passaram a explorar os pobres, tornando o trabalho humano uma mercadoria sujeita às leis da oferta e da procura. Quanto aos pobres, clamando por liberdade, assistem ao espetáculo de luxo e paganismo de seus chefes, endureceram o coração e lançaram-se nas tremendas lutas de classe, feitas de ódio e de revolta. Desta mesma maneira, em nome da liberdade, ele determina que o gênero humano vem a encontrar a ruína, dado que em sua defesa exacerbada sem disciplina também levam à decadência outras instituições como a família, e a imprensa que passa a se comercializar”.

Plínio Salgado (O sofrimento Universal, 1934).

Dicas de Leitura: A Escravatura e o Processo da Abolição de Maria Amélia Salgado Loureiro.


Quase por toda parte, no antigo Oriente, existiu a escravidão: no Egito, na Caldéia, na Assíria, na Média e Persa, enfim em todas as regiões da Ásia Menor houve, sempre, homens privados de sua liberdade pessoal. A escravidão resultava, sobretudo, das guerras de conquista. Os egípcios, por exemplo, levaram das suas campanhas na Ásia e na Etiópia, milhões de asiáticos e de negros. Os assírios e demais povos conquistadores seguiram este exemplo. Na Gréciaadotava-se a escravidão em toda a parte e, como no Oriente, era ela a consequência da guerra e da pirataria, que alimentava um comércio lucrativo. Em Roma, o serviço servil era sustentado, na maioria dos casos, pela guerra. Os questores vendiam os prisioneiros aos traficantes de escravos que ordinariamente acompanhavam os exércitos, embora os romanos considerassem esse comércio vergonhoso. Os bárbarosda mesma forma, mantinham a escravatura: entre os Germanos viviam os escravos em situação de colonos e não eram maltratados; junto aos Francosa escravidão tomou um aspecto de dureza muito particular, cujos traços se encontram na lei sálica; a lei dos Visigodosmantinha, também, a rigidez do direito primitivo sobre a escravidão; a lei dos Borgúndios, ainda que menos rigorosa traça uma linha de demarcação profunda entre o homem livre e o escravo.

Sobre a obra:

No momento em que várias correntes de opinião tentam minimizar e, mesmo, negar, a participação de ilustres brasileiros, tanto civis como militares, em atividades que determinaram a extinção do tráfico negreiro e a libertação dos escravos, ocorreu-nos lembrar essa fase da vida nacional para, sem isenção, colocar os fatos em seus devidos lugares.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.