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domingo, 2 de dezembro de 2012

O Construindo História Hoje recebe o prêmio "Top Caneta de Ouro" Novembro/2012 do Marque com X.



Conforme estabelecido nas regras para parceria, estabelecidas pelo Educadores Multiplicadores/Marque com X. O Construindo História Hoje recebeu o 3° lugar, como bloque que mais enviou visitantes (através de banners, links e etc), e terá seu banner divulgado por 30 dias no espaço "Top Caneta de Ouro" (sendo 3 do blog Educadores Multiplicadores e 3 do blog Marquecomx).

Agradeço aos amigos do MARQUE COM X, e a todos os visitantes e amigos do CHH por mais está vitória que pertence a todos nós. Valeu amigos, CHH vencedor do mês de Novembro/12, segundo o que mostrou o Google Analytics

E os que mais enviaram visitantes para o blog Marquecomx, foram:

 1° Blog Caneta de Ouro:
Multiplicador: Blog da Profª Jackie

 2° Blog Caneta de Ouro:
Multiplicador: Gracita - Mensagens

>>>>>3° Blog Caneta de Ouro:<<<<<<
Multiplicador: Construindo História Hoje 

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Você quer saber mais?





Espírito burguês e espírito nobre Por Victor Emanuel Vilela Barbuy


Bandeira do Brasil e Bandeira do Integralismo. Imagem: Frente Integralista Brasileira.

Segue texto que serviu de base à palestra que apresentamos, na cidade de Curitiba, no último dia 07 de setembro, por ocasião do III Encontro Nacional Evoliano, sob o título de “Espírito burguês e espírito nobre”. Antes de apresentá-lo, julgamos oportuno fazer uma breve advertência tanto àqueles que nos atacarem por citarmos algumas lições de Julius Evola quanto àqueles que o fizerem por colocarmos o Cristo como modelo de espírito nobre, falarmos em nobreza cristã e nos valermos dos ensinamentos de diversos pensadores católicos. Aos primeiros, provavelmente pseudotomistas de espírito integralmente oposto ao de Santo Tomás de Aquino, recomendamos o estudo da obra do Doutor Angélico, que sempre buscou os aspectos de verdade presentes em todos os pensadores e doutrinas que conheceu, valendo-se, com efeito, de ensinamentos válidos de autores dos quais, partindo da Revelação Cristã, discordava em diversos pontos, tais como Avicena, Averróis, Maimônides, Platão e, é claro, Aristóteles. Do mesmo modo, aos últimos, lembramos que Evola estudou, admirou e citou diversos pensadores tradicionalistas católicos, a exemplo de Joseph De Maistre, Louis De Bonald, Juan Donoso Cortés e o próprio António Sardinha, mais destacado líder e doutrinador do Integralismo Lusitano, além de haver admirado e elogiado, em sua fase mais madura, o Catolicismo tradicional e autêntico, chegando, já em meados da década de 1930, a dizer, a um jornalista que o entrevistou em Viena, conforme recordou ele próprio, em artigo contra O equívoco do “novo paganismo”, publicado na revista Bibliografia Fascista em 1936,  que lhe parecia chegado o tempo “no qual nos achamos quase obrigados a nos declararmos, se não cristãos, ao menos católicos” [1]. 

Espírito burguês e espírito nobre 

Antes de ser uma classe social, é a burguesia um estado de espírito. É ela, como preleciona Plínio Salgado, este “varão justo, santo e sábio igualmente, encarnação viva de seu povo e descobridor bandeirante das essências de sua pátria”, na expressão de Francisco Elías de Tejada [2], “o próprio espírito da avareza e da sensualidade”, hoje presente em todas as classes, e que se traduz, antes de tudo, pela “preocupação exclusiva pelos bens materiais”, que deixam de se constituir em um meio da Pessoa Humana, ordenado a seu Fim Último, que é Deus, ou a contemplação de Deus na vida eterna, também denominada eterna bem-aventurança, e se transformam em um fim, o mesmo ocorrendo com os cinco sentidos do Homem, tornados fins únicos de todas as suas manifestações e realizações [3]. Tal espírito, a que também podemos denominar burguesismo, mamonismo, ou, ainda, mal burguês, sempre existiu, ainda que seu pleno triunfo tenha se dado apenas entre os fins do século XVIII e albores do século XIX, se fazendo presente, com efeito, em todas as principais civilizações da História, podendo ser aqueles que o encarnam também chamados epicuristas, segundo a denominação dada aos discípulos do hedonista Epicuro nas civilizações grega e romana, ou servidores de Mamon, segundo a terminologia do Evangelho, onde Cristo ensina que não podemos servir a um só tempo a Deus e a Mamon (São Lucas, capítulo XVI, versículo 13).

Isto posto, cumpre assinalar que o termo mamonismo pode ser tomado como sinônimo de burguesismo, ou de espírito burguês, caso compreendido como uma disposição do espírito caracterizada pela ânsia insaciável de lucro e como uma concepção de vida orientada única e exclusivamente aos valores materiais, e também no sentido de poder internacional do dinheiro, de tirania do capital especulativo, de despotismo do ouro, de Internacional Dourada, de potência supranacional e supraestatal que submete ao pesado jugo de sua escravidão, em maior ou menor grau, todos os povos do Orbe Terrestre [4]. Em outras palavras, pode ser o mamonismo tomado no sentido de império despótico e vampiresco das forças do dinheiro e também no sentido de burguesismo, ou seja, de disposição de espírito traduzida na adoração do dinheiro, no culto de Mamon e do Bezerro de Ouro, sendo, neste sentido, marcado, antes de tudo, pela avidez sem limites de enriquecimento material, pela busca do acréscimo ilimitado das riquezas, ou, na frase de Santo Tomás de Aquino, “pela cobiça do lucro, que não conhece limite e tende ao infinito” [5]. Tal expressão do Doutor Angélico define, no entender do Padre Julio Meinvielle [6], e também no nosso, o chamado capitalismo, sistema sócio-econômico essencialmente moderno, antitradicional, que deve ser, como tal, combatido por todos os tradicionalistas autênticos, assim como os gravíssimos danos causados por tal perverso sistema ao tecido social, danos estes que temos o imperioso dever de denunciar, sob pena de com eles compactuar, tendo plena consciência de que, conforme salienta Julius Evola, desenvolveu tal sistema, sob o nefasto signo do liberalismo econômico, ao qual serve o liberalismo político, diversas “formas de pirataria”, bem como de “cínica e antissocial plutocracia” [7].

Ambas as formas de mamonismo estão intimamente relacionadas, levando a avidez desmedida de dinheiro, de bens materiais e, como tais, terrenos, assim como a adoração de tais bens, ao robustecimento igualmente sem limites do poderio do execrável império plutocrático que tiraniza e escraviza, em diferenciados graus, a totalidade das nações da Terra.

O espírito burguês, ou espírito mamonístico, é o espírito do capitalismo, sistema econômico destruidor de famílias e escravizador de homens e de povos em que o sujeito da Economia é o Capital, cujo acréscimo ilimitado, pela aplicação de pretensas leis econômicas mecânicas, é considerado o objetivo final e único de toda a produção [8], e que, como frisa Vázquez de Mella, em discurso proferido no parlamento espanhol a 23 de abril de 1903, não percebe que o problema não é a produção da riqueza, mas sim sua distribuição equitativa [9]. Tal sistema, que, afastando a instrumentalidade da riqueza material, erigiu-a no lugar de Deus, trocando, como diria Heraldo Barbuy, o Sumo Bem pela “suma riqueza” [10], não é o sistema da propriedade privada e da livre iniciativa, que, com efeito, são naturais, já existindo muito antes de seu surgimento, mas, ao contrário, como faz salientar Gustavo Barroso, um sistema em que indivíduos e grupos econômicos podem açambarcar à vontade propriedades alheias, sendo, pois, “em última análise, um destruidor da propriedade” [11]. Neste mesmo diapasão, pondera Hilaire Belloc que o capitalismo é o sistema que emprega o direito de propriedade “em benefício de uns poucos privilegiados contra um número muito maior de homens que, ainda que livres e cidadãos em [suposta] igualdade de condições, carecem de toda base econômica própria” [12], isto é, o sistema econômico no qual os meios de produção são controlados por uma minoria e a esmagadora maioria dos cidadãos se encontra excluída e despossuída [13].

O espírito burguês, reinante no Império de Calibã e de Mamon em que vivemos, é o espírito do Sr. Grandet e das filhas do pai Goriot, de Balzac; do Harpagão de Molière; do Shylock de Shakespeare e do Scrooge de Charles Dickens (antes da visita do fantasma de seu falecido sócio Marley e dos espíritos do Natal Passado, Presente e Futuro). E é o espírito de todos os usurários, dos fariseus que transformaram o Mundo em um vasto mercado governado pelo dinheiro, bem como dos falsos rebeldes que se levantam contra eles e que se nutrem do sentimento de profunda injustiça social gerado pelo sistema capitalista, a exemplo dos adeptos do nefando credo de Karl Marx, o eterno burguês, continuador de Adam Smith e David Ricardo e propugnador do materialismo absoluto, que acreditou como poucos nos mitos burgueses do cientificismo, do tecnicismo e do progresso indefinido, além de tudo haver explicado pelo fator econômico, o que é, com efeito, típico de seu tempo, posto haver sido o século XIX, como anota Carl Schmitt, um século “essencialmente econômico” [14]. Aliás, como observa Plínio Salgado, é absoluta a identidade do marxismo com a filosofia liberal-burguesa predominante em seu tempo [15], assim como com a economia liberal-burguesa, chamada “clássica”, não passando tal sistema, segundo o autor de Vida de Jesus e de Espírito da burguesia, “de um capítulo acrescentado à Economia Burguesa” ´[16]. Assim, é o comunismo, na frase de José Pedro Galvão de Sousa, “uma das formas do sistema capitalista, baseado na dissociação entre capital e trabalho” [17], sendo impossível, como faz ver Plínio Salgado, combater-se o comunismo sem combater-se também o capitalismo e vice-versa, sendo ambos duas faces de uma mesma cabeça, verso e reverso de uma só medalha ou moeda, duas cabeças de uma só serpente, que não é senão o materialismo [18].

Destarte, nós outros não podemos erguer a bandeira do comunismo contra a (des)ordem liberal-burguesa de que ele mesmo deriva e cujo espírito antitradicional encarna até à medula, do mesmo modo que não nos é possível pelejar contra o comunismo invocando os velhos e carcomidos ideais da concepção de Mundo, ou Weltanschauung, liberal-burguesa, que bem podem ser resumidos nos “imortais princípios” da revolução (anti)francesa de 1789, sendo nossa missão, nosso dever, desembainhar a espada da Tradição, pugnando pela destruição da funesta “era liberal-burguesa” e pela restauração da Ordem Tradicional, devidamente adaptada, nos aspectos circunstanciais, à realidade da hora que passa. Para tanto, devemos nós outros, paladinos e arautos da Ordem Tradicional, a única autenticamente orgânica e não utópica, nadar sensatamente contra a corrente, ou, para empregarmos o ditado chinês que deu nome a umas das principais obras de Julius Evola, “cavalgar o tigre” [19], tigre da modernidade materialista e plutocrática, que não pode se lançar contra aquele que o cavalga, aguardando o momento do cansaço do tigre para matá-lo.

Neste mesmo sentido, sustenta o autor de Revolta contra o Mundo Moderno que há, a par da burguesia tomada enquanto classe sócio-econômica, a burguesia compreendida enquanto “um mundo intelectual, uma arte, um costume, uma concepção geral da existência”, formados paralelamente à denominada “revolução do Terceiro Estado” e que ora se apresentam como algo em decadência, caduco e vazio de sentido. Em seguida, frisa o autor de Os homens e as ruínas que são extremamente perigosas as “veleidades de reação” que sabem tão somente fazer referência a instituições, ideias e costumes da decadente civilização, ou “era burguesa”. Isto significaria, segundo o pensador romano de origem siciliana, prover de armas os inimigos, sendo que, em seu sentir, “tudo aquilo que, enquanto mentalidade e espírito burguês”, com seu conformismo e “suas preocupações por uma vida pequena e segura, na qual um materialismo fundamental encontra sua compensação na retórica dos grandes discursos humanitários e democráticos” não pode “mais ter senão uma vida artificial, periférica e precária, por mais tenaz que possa ser sua sobrevivência em amplos estratos de muitos países”. Daí sustentarmos, com Evola, que “reagir em nome dos ídolos, do estilo de vida e dos medíocres valores do mundo burguês” implica em perder a batalha logo de entrada [20]. Isto vale, não é necessário dizer, para todos os vários pretensos grupos tradicionalistas e/ou nacionalistas que se vêm formando no Brasil orientados pelos ideais do chamado conservadorismo anglo-estadunidense, de acentuado cariz liberal, sobretudo dos pontos de vista econômico e político, e que fazem a defesa do espírito burguês, da civilização burguesa e das instituições e valores liberal-burgueses.

O espírito burguês é o espírito liberal, sendo o liberalismo, sistema essencialmente individualista que afirma a liberdade abstrata e praticamente ilimitada, assassina das liberdades concretas, em todos os campos da vida e da Pessoa Humana, afastando-se, em todos esses campos, das regras ditadas pela Moral e pela Tradição, e que se configura na ideologia por excelência não apenas do capitalismo escravizador, mas de todo o Mundo Moderno, que é, em última análise, o Mundo liberal-burguês.

Isto posto, faz-se mister assinalar que assim como, no dizer de Petrarca, pela voz da Razão, no diálogo desta com a Satisfação, que consta da obra Dos remédios da boa e má fortuna, “o verdadeiro nobre não nasce, mas faz-se” [21], o burguês enquanto tal em espírito, que não se confunde necessariamente com o membro da burguesia enquanto classe social, do mesmo modo que o nobre em espírito, que tinha em vista o poeta dos Canzoniere, não se confunde necessariamente com o nobre enquanto membro da classe a que denominamos nobreza, ou seja, enquanto lustre de sangue, o burguês também não nasce tal, mas faz-se pela busca excessiva das riquezas materiais, dos prazeres e da vida cômoda, ou, como diria D. Jerónimo Osório, o chamado “Cícero português”, último bispo de Silves e primeiro bispo do Faro, se referindo ao “vulgo”, à “turba”, a “abastança dos cómodos da vida”, não estimando, segundo ele, ao contrário dos nobres, dos aristocratas, “que deva reputar-se como fito a obtenção de honra e dignidade”, do legítimo “poder e glória” que dão “lustre e nomeada” aos nobres [22].

China, Abortos e Esterilizações Forçadas, Perseguição à Igreja Católica e o Brasil de Amanhã!


Anti-comunista. Imagem: Comunidade da Frente Integralista no Facebook.

Vocês se lembram de uma antiga propaganda da Vodca Orloff? Do “Efeito Orloff”? Era uma propaganda que mostrava um rapaz e uma moça num bar antes de pedir a dita vodca para beber, quando aparece um “clone” do rapaz e um “clone” da moça, vestindo roupões e o “clone” do rapaz diz para este:- “Eu sou você amanhã!” Este era o chamado “Efeito Orloff”! Pois bem, a China pode ser o “Efeito Orloff” do Brasil! A China pode ser o Brasil de amanhã, se for aprovado o aborto no novo Código Penal Brasileiro e se também for aprovado o plano do Ministério da Saúde para a distribuição de pílulas abortivas para as mulheres que queiram abortar seguramente (?) em casa!!! Se isto ocorrer, desencadeará um processo de controle populacional, aqui no Brasil, que certamente resultará em uma política de filho único, com abortos forçados e esterilizações em massa, como ocorre na China!!! Isso sem falar no “Estado Laico” tão defendido por nossos governantes e políticos, que na verdade é uma preparação para a implantação de um “Estado Ateu” onde a Igreja Católica indubitavelmente será perseguida!!! Se não nos mobilizarmos contra os projetos abortistas e “laicos” do (des)governo Dilma, insofismavelmente isso ocorrerá!

Cientistas negam aquecimento global antropogênico


A farsa do aquecimento global. Imagem: blogdoambientalismo.com
Há alguns dias, um grupo de proeminentes cientistas brasileiros das mais importantes universidades e institutos do País, como a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA,) a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade de Brasília (UNB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), estando entre eles o renomado físico, meteorologista e hidrólogo Luiz Carlos Baldicero Molion, Pesquisador Sênior do INPE e Professor Associado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), enviou uma carta aberta à Presidente Dilma Rousseff, apresentando uma série de argumentos que desmentem a nefasta farsa do aquecimento global antropogênico, isto é, provocado pela ação humana. Sob o título “Mudanças climáticas: hora de recobrar o bom senso”, tal carta demonstra, antes e acima de tudo, o caráter ideológico do mito do aquecimento global antropogênico, o qual compara ao lysenkoísmo que tanto prejudicou a ciência soviética, e proclama que “o alarmismo ambientalista, em geral, e climático, em particular, terá que ser apeado do seu atual pedestal de privilégios imerecidos e substituído por uma estratégia que privilegie os princípios científicos, o bem comum e o bom senso”. A Frente Integralista Brasileira subscreve a referida carta, que ora transcreve em seu Portal Nacional, e apoia a difusão de seu conteúdo, sublinhando que a falácia do aquecimento global antropogênico é apenas uma das muitas falácias que as forças do mamonismo internacional manejam para manter os países escravizados e, sobretudo, para deter a marcha das nações proletárias rumo ao desenvolvimento, nesta época em que, como diz a supracitada carta, nós outros detemos “um acervo de conhecimentos e recursos físicos, técnicos e humanos, para prover a virtual totalidade das necessidades materiais de uma população ainda maior que a atual”, o que possibilita a universalização, de “forma inteiramente sustentável”, dos “níveis gerais de bem-estar usufruídos pelos países mais avançados”.

Victor Emanuel Vilela Barbuy,
Presidente Nacional da Frente Integralista Brasileira.
São Paulo, 09 de junho de 2012-LXXIX.

Abaixo segue o texto, na íntegra:

Carta aberta à presidente Dilma Rousseff
Mudanças climáticas: hora de recobrar o bom senso.
Exma. Sra.
Dilma Vana Rousseff
Presidente da República Federativa do Brasil
Excelentíssima Senhora Presidente:
Em uma recente reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a senhora afirmou que a fantasia não tem lugar nas discussões sobre um novo paradigma de crescimento - do qual a humanidade necessita, com urgência, para proporcionar a extensão dos benefícios do conhecimento a todas as sociedades do planeta. Na mesma ocasião, a senhora assinalou que o debate sobre o desenvolvimento sustentado precisa ser pautado pelo direito dos povos ao progresso, com o devido fundamento científico.
Assim sendo, permita-nos complementar tais formulações, destacando o fato de que as discussões sobre o tema central da agenda ambiental, as mudanças climáticas, têm sido pautadas, predominantemente, por motivações ideológicas, políticas, acadêmicas e econômicas restritas. Isto as têm afastado, não apenas dos princípios basilares da prática científica, como também dos interesses maiores das sociedades de todo o mundo, inclusive a brasileira. Por isso, apresentamos-lhe as considerações a seguir.

       1) Não há evidências físicas da influência humana no clima global:

A despeito de todo o sensacionalismo a respeito, não existe qualquer evidência física observada no mundo real que permita demonstrar que as mudanças climáticas globais, ocorridas desde a revolução industrial do século XVIII, sejam anômalas em relação às ocorridas anteriormente, no passado histórico e geológico - anomalias que, se ocorressem, caracterizariam a influência humana.

Todos os prognósticos que indicam elevações exageradas das temperaturas e dos níveis do mar, nas décadas vindouras, além de outros efeitos negativos atribuídos ao lançamento de compostos de carbono de origem humana (antropogênicos) na atmosfera, baseiam-se em projeções de modelos matemáticos, que constituem apenas simplificações limitadas do sistema climático - e, portanto, não deveriam ser usados para fundamentar políticas públicas e estratégias de longo alcance e com grandes impactos socioeconômicos de âmbito global.

A influência humana no clima restringe-se às cidades e seus entornos, em situações específicas de calmarias, sendo estes efeitos bastante conhecidos, mas sem influência em escala planetária.

Para que a ação humana no clima global ficasse demonstrada, seria preciso que, nos últimos dois séculos, estivessem ocorrendo níveis inusitadamente altos de temperaturas e níveis do mar e, principalmente, que as suas taxas de variação (gradientes) fossem superiores às verificadas anteriormente.

O relatório de 2007 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) registra que, no período 1850-2000, as temperaturas aumentaram 0,74°C, e que, entre 1870 e 2000, os níveis do mar subiram 0,2 m.

Ora, ao longo do Holoceno, a época geológica correspondente aos últimos 12.000 anos em que a civilização tem existido, houve diversos períodos com temperaturas mais altas que as atuais. No Holoceno Médio, há 5.000-6.000 anos, as temperaturas médias chegaram a ser 2-3°C superiores às atuais, enquanto os níveis do mar atingiam até 3 metros acima do atual. Igualmente, nos períodos quentes conhecidos como Minoano (1500-1200 a.C.), Romano (séc. VI a.C.-V d.C.) e Medieval (séc. X-XIII d.C.), as temperaturas atingiram mais de 1°C acima das atuais.

Quanto às taxas de variação desses indicadores, não se observa qualquer aceleração anormal delas nos últimos dois séculos. Ao contrário, nos últimos 20.000 anos, desde o início do degelo da última glaciação, houve períodos em que as variações de temperaturas e níveis do mar chegaram a ser uma ordem de grandeza mais rápidas que as verificadas desde o século XIX.

Entre 12.900 e 11.600 anos atrás, no período frio denominado Dryas Recente, as temperaturas caíram cerca de 8°C em menos de 50 anos e, ao término dele, voltaram a subir na mesma proporção, em pouco mais de meio século.

Quanto ao nível do mar, ele subiu cerca de 120 metros, entre 18.000 e 6.000 anos atrás, o que equivale a uma taxa média de 1 metro por século, suficiente para impactar visualmente as gerações sucessivas das populações que habitavam as margens continentais. No período entre 14.650 e 14.300 anos atrás, a elevação foi ainda mais rápida, atingindo cerca de 14 metros em apenas 350 anos - equivalente a 4 m por século.

Por conseguinte, as variações observadas no período da industrialização se enquadram, com muita folga, dentro da faixa de oscilações naturais do clima e, portanto, não podem ser atribuídas ao uso dos combustíveis fósseis ou a qualquer outro tipo de atividade vinculada ao desenvolvimento humano.

Tais dados representam apenas uma ínfima fração das evidências proporcionadas por, literalmente, milhares de estudos realizados em todos os continentes, por cientistas de dezenas de países, devidamente publicados na literatura científica internacional. Desafortunadamente, é raro que algum destes estudos ganhe repercussão na mídia, quase sempre mais inclinada à promoção de um alarmismo sensacionalista e desorientador.

2) A hipótese "antropogênica" é um desserviço à ciência:

A boa prática científica pressupõe a busca permanente de uma convergência entre hipóteses e evidências. Como a hipótese do aquecimento global antropogênico (AGA) não se fundamenta em evidências físicas observadas, a insistência na sua preservação representa um grande desserviço à ciência e à sua necessária colocação a serviço do progresso da humanidade.

A história registra numerosos exemplos dos efeitos nefastos do atrelamento da ciência a ideologias e outros interesses restritos. Nos países da antiga URSS, as ciências biológicas e agrícolas ainda se ressentem das consequências do atraso de décadas provocado pela sua subordinação aos ditames e à truculência de Trofim D. Lysenko, apoiado pelo ditador Josef Stálin e seus sucessores imediatos, que rejeitava a genética, mesmo diante dos avanços obtidos por cientistas de todo o mundo, inclusive na própria URSS, por considerá-la uma ciência "burguesa e antirrevolucionária".

O empenho na imposição do AGA, sem as devidas evidências, equivale a uma versão atual do"lysenkoísmo", que tem custado caro à humanidade, em recursos humanos, técnicos e econômicos desperdiçados com um problema inexistente.

Ademais, ao conferir ao dióxido de carbono (CO2) e outros gases produzidos pelas atividades humanas o papel de principais protagonistas da dinâmica climática, a hipótese do AGA simplifica e distorce um processo extremamente complexo, no qual interagem fatores astrofísicos, atmosféricos, geológicos, geomorfológicos, oceânicos e biológicos, que a ciência apenas começa a entender em sua abrangência.

Um exemplo dos riscos dessa simplificação é a possibilidade real de que o período até a década de 2030 experimente um considerável resfriamento, em vez de aquecimento, devido ao efeito combinado de um período de baixa atividade solar e de uma fase de resfriamento do oceano Pacífico (Oscilação Decadal do Pacífico, ODP), em um cenário semelhante ao verificado entre 1947-1976. Vale observar que, naquele intervalo, o Brasil experimentou uma redução de 10-30% nas chuvas, o que acarretou problemas de abastecimento de água e geração elétrica, além de um aumento das geadas fortes, que muito contribuíram para erradicar o café no Paraná. Se tais condições se repetirem, o País poderá ter sérios problemas, inclusive, nas áreas de expansão da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste e Norte e na geração hidrelétrica (particularmente, considerando a proliferação de reservatórios "a fio d'água",impostos pelas restrições ambientais).

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.