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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Verdades da Profissão de Professor

Imagem: Montana.edu

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

É um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

Paulo Freire

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O Integralismo e o Sistema de Voto Distrital



Conceito Integralista de Voto Distrital. Imagem: Sigma Integralista.


São Paulo, 28 de Maio de 2012


Introdução

A democracia integralista é a chamada Democracia Orgânica, descrita de forma simples no manifesto de outubro. Antes de compreendermos por que o integralismo pode ser simpático ao voto distrital, devemos compreender o que é a Democracia Orgânica e a visão orgânica da sociedade.

A visão orgânica da sociedade

A visão orgânica da sociedade pressupõe que a sociedade é semelhante a um organismo vivo, cujos órgãos autônomos funcionam de forma a complementarem-se para o seu funcionamento pleno. Como em um corpo humano, que possui órgãos diferentes entre si funcionando de maneira harmônica e complementar, possibilitando a existência saudável do organismo, a visão orgânica da sociedade pressupõe que diferentes órgãos, os chamados Grupos Naturais, diferentes entre si, trabalham de maneira harmônica e complementar para o funcionamento saudável do organismo social.

Esses Grupos Naturais não são um simples somatório das características pessoais dos indivíduos que os integram, são novas manifestações, com características únicas. Emile Durkheim, sociólogo francês, tratou dessa diferenciação entre o individuo e o grupo social à que pertence quando escreveu que “o grupo pensa, sente e age de um modo muito diferente do que o fariam os seus membros se acaso estivesse isolados” [1]. Assim como a molécula de água possui características únicas, que não são as mesmas dos átomos de hidrogênio e oxigênio, os Grupos Naturais são entes sociais únicos, cujas características lhe são próprias e independentes dos indivíduos que os compõe. O estudioso francês foi alem:

“a sociedade não é uma simples soma de indivíduos; o sistema formado pelas associações destes representa uma realidade específica, que tem suas características próprias. Sem dúvida, nada se pode produzir de coletivo se não houver consciências particulares; mas essa condição necessária não é suficiente. É necessário que essas consciências se associem, se combinem, e se combinem de certa maneira; é desta combinação que resulta a vida social e, por conseguinte, é essa combinação que á explica. Ao agregarem-se, ao penetraram-se, ao fundirem-se, as almas individuais dão origem à um ser, psíquico se quiser, mas que constitui uma individualidade psíquica de novo gênero. É portanto, na natureza desta individualidade, e não na das unidade componentes, que se deve procurar as causas próximas e determinantes dos fatos que nela se produzem.”[2]

Adotando a visão orgânica da sociedade no contexto da representação democrática, encontramos um esboço do conceito de Democracia Orgânica: representação baseada nos Grupos Naturais. A democracia orgânica busca representar o individuo pelo Grupo Natural a que pertence, e com o qual ele possui a sua identificação no corpo social. O individuo, ao compartilhar características semelhantes com os demais, dentro do seu Grupo Natural, passa a ter necessidade de representação atrelada àquele grupo.

Grupos Naturais na Doutrina Integralista

Compreendida a visão orgânica da sociedade e como ela se relaciona com a questão da representatividade, podemos entender por que os integralistas podem ser simpáticos ao sistema de voto distrital. Precisamos, no entanto, entender primeiro quais são os Grupos Naturais, componentes do nosso organismo social, sob a ótica da doutrina integralista.

Plínio Salgado apontou alguns Grupos Naturais básicos, nos quais os indivíduos efetivam a sua participação na vida social: a Família, Grupo Profissional e o Município. Essa definição não exclui, no entanto, outros Grupos Naturais, os quais o próprio Plínio Salgado também viria a reconhecer.

Salgado escreveu que “a construção da nacionalidade deve ter por base o Homem e sua Família” [3], sendo que a existência do Homem, ligado à Família, é a razão da existência da propriedade, a qual garante a subsistência e a independência da Família, tanto em face dos outros Grupos Naturais e principalmente em face do Estado.

O Grupo Natural, representado pelo Grupo Profissional, decorre da Família e do direito de propriedade. É no exercício do seu oficio que o individuo obtém as condições materiais necessárias para a independência da Família e é no Grupo Profissional que o individuo ira se inserir para exercer seu ofício. Plínio Salgado assim definiu como se manifesta esse Grupo Natural:

“Para garantir esta subsistência e a propriedade adquirida ou a adquirir é que existe o direito ao Trabalho. Mas o direito ao Trabalho, com remuneração justa, não terá nenhuma garantia se os Trabalhadores não se reunirem segundo as categorias das suas profissões e identidade de interesses, pelo que existe o direito de associação, a qual deve ser livre, por que participa da liberdade do Homem” [4]

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.