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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O Estado e a Nação



 Plínio Salgado. Imagem: Livro; Plínio Salgado, meu pai.

O Estado deve ser vivo e ágil como a própria Nação (Não há intenção literária nesta frase. Já em 1875, escrevia Bluntschill com certo exagero: “O Estado não é um instrumento sem vida, uma máquina morta, mas um ser vivo e por conseguinte, orgânico (Teoria Geral do Estado) Essa afirmação exprime o pensamento da organicidade e vitalidade do Estado, sustentado pela escola histórica alemã). A Nação jamais envelhece, porque as gerações sucedem-se. O Homem é sempre moço: o conceito do Estado envolve necessariamente a ideia da perpétua juventude.

O Estado não é a Nação: mas é o ordenamento jurídico das forças nacionais. Essas forças modificam-se, transformando-se: o Estado deverá transformar-se.

Não se compreende um Estado Velho, procurando exprimir uma Nação nova.

A Nação desenvolve-se, expandindo-se em todas as direções – no plano econômico, no plano intelectual, no plano moral. E o Estado, que deve traçar uma finalidade a esses movimentos, não pode deixar ultrapassar-se porque nesse caso, já não seria um instrumento hábil aos objetos nacionais.

As energias da Sociedade Nacional desencadeiam-se em luta constante: o Estado precisa acompanhá-las na sua evolução, dirimindo os conflitos e impondo justos limites, pois para esse fim a Nação o criou.

 Integralismo na cidade de Marilia/SP. Imagem: Agenda de Marilia.

As 10 Estratégias de Manipulação das Massas



Dez estratégias de manipulação das massas. Imagem: Construindo História Hoje.

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram renda decente, são tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DIFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO SE ELE FOSSE CRIANÇA DE BAIXA IDADE.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.