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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Dinâmica da Revolução



Fac-símile do livro doutrinário fundamental do Integralismo. Imagem: Construindo História Hoje.

Nossa tese Integralista não é uma tese estática; não foge ao sistema universal do movimento: procura abranger o movimento e, por isso, toma como ponto de partida a relatividade do movimento.

Na dinâmica social, este se subordina à harmonia dos contrários, à gravitação dos interesses do homem em face do desinteresse das forças da matéria.

As revoluções objetivas podem ser:

1)    Proceder das revoluções subjetivas.
2)    Coincidir com estas;
3)    Anteceder; ou, finalmente,
4)    Anteceder, coincidir e continuar.

No primeiro caso, a rebelião, movimento armado civil ou militar, revolta, greve, sedições, golpes de Estado, enfim todas as ações concretas de grupos, classes, regiões, ou massas populares, revelam-se como resultado da ação ideológica, da propaganda de novos pensamentos, uma palavra, da revolução subjetiva.

No segundo caso, a modificação psicológica subconsciente dos grupos, classes, regiões, massas, civis ou militares, criando um mal-estar indicativo daquele desequilíbrio a que nos referimos, processar paralelamente com as transformações ou transposições dos planos ideológicos, envolvendo os dois planos, sem ligação, para conduzi-los a um vértice que assinala a oportunidade histórica.

No terceiro caso, uma modificação do subconsciente popular, determinando manifestações reflexas indeterminadas, precede a evolução das ideias, estourando num momento dado, sendo que só depois desse estampido sem significação é que se precipita o processo da formação revolucionária subjetiva, que toma as rédeas da direção do movimento e lhe imprime um sentido mais exato.

 No quarto caso, as perturbações de ordem manifestam-se esporadicamente, em horas e lugares diferentes, sugerem um estado de espírito, determinam a formação dos elementos da revolução subjetiva, caminham paralelamente com o desenvolvimento desta, coincidem com esta na hora decisiva da deflagração geral, e continuam agindo sem uma expressão nitidamente determinada.

A primeira é a revolução da cultura;

A segunda é o golpe técnico;

A terceira é a revolução dos gênios;

A quarta é o palco das mediocridades.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.