-

-

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O processo de Mecanização na Educação



O homem entrou em um ciclo vicioso de confusão intelectual. Não sendo mais capaz de reflexionar apropriadamente sobre os eventos sociais pertinentes a consecução do bem-comum em sua própria coletividade, consolidou uma turva visão do efeito de causa e consequência aplicado à sociedade.

Este fenômeno foi responsável pela transformação do conceito de liberdade observado por Plínio Salgado. A liberdade política se transformou, gradativamente, em liberdade moral e essa deu origem à liberdade dos instintos. Esta última é extremamente prejudicial ao homem, pois o equilíbrio do Homem se dá justamente pelo equilíbrio existente entre seu senso de moralidade e seus instintos, como afirmou Sigmund Freud. Entendendo os instintos como parte constituinte do “Id” e o “Ego” como a racionalidade, temos que estes sozinhos não são capazes de formar a personalidade do indivíduo, sendo equilibrados pelo “Superego” e pelo “Ego-ideal”, que são constituídos pelos princípios morais.

Tendo afirmado a liberdade moral extremada, ou seja, o livre-arbítrio levado às últimas consequências, é afirmada também, a primazia do instinto sobre a moral, causando o desequilíbrio no Homem. Da mesma forma que o homem não é inteiro razão ou inteiro emoção, mas sim uma mistura em equilíbrio composta por ambos ingredientes, também não pode ser o homem todo instinto ou todo moral. É esta a importância precípua da moralidade para o homem e a justificativa para a atemporalidade e ininterpretabilidade desta.

“Não admira que se afirme que a moral é um ponto de vista. Não admira que se dê hoje ao amor entre o homem e a mulher uma finalidade puramente egoísta. Não admira que se queira anular a personalidade em nome do individualismo. Nem que se queira fazer uma coletividade infeliz, em holocausto a uma pura ideia abstrata, a uma pura concepção ideal de coletividade feliz. Nem, ainda, que se persigam as religiões em nome da liberdade. Que se venham mais tarde a perseguir os próprios indivíduos que clamarem pela liberdade, em nome dessa própria liberdade. Que se atente contra a afirmação integral do amor entre o homem e a mulher, em nome da liberdade do prazer. Que se negue o direito dos pais, em nome da justiça social e dos interesses de uma ideal coletividade. Não admira ainda que se suprima a propriedade em nome dos próprios direitos de propriedade, como faz o capitalismo, como pretende fazer o comunismo. Nem espanta que desapareçam todas as garantias da lealdade e da honra, quando todos estão certos que a moral não passa de um ponto de vista. É que o Homem perdeu o senso do equilíbrio. E, perdendo esse equilíbrio, torna-se um instrumento imperfeito de interpretação do Universo e dos seus fenômenos.”

Plínio Salgado, em "Marcha Fúnebre"

Esta inconsistência do homem criou em seu pensamento um abismo entre o conhecimento culto e o pragmático, de forma que a liberdade por si só não tenha mais sentido pleno perante o intelecto humano. O direito à liberdade, em sua forma mais abrangente, atribuiu ao homem

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.