-

-

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Como lidar com abusos na internet.


Imagem: Hypescience

Nos primórdios, a internet era um lugar sem malícia nem maldade, com pureza e boas maneiras. Já hoje, é um lugar em que abundam o horror  a grosseria.

O abuso hoje chega de todos os cantos, de amigos a completos desconhecidos; sempre tem alguém colocando um comentário desagradável em uma foto, mandando um insulto via twitter, etc.

O que fazer se alguém resolve te atacar online? Chorar? Sentar e aguentar? Não. Você sobrevive. Prevalece. Veja aqui as dicas para lidar com estes tipinhos:

Leve ameaças a sério

Se alguém, via internet, ameaçar e prometer te atacar fisicamente, procure a polícia. Não importa quem, ou quando.
Mas se as coisas forem menos severas, você pode…

Resolver isto offline

Se um amigo resolver ser um idiota na internet, tente resolver isto fora dela. Apesar de parecer um lugar mágico, a web não é um bom lugar para expressar sua sinceridade. As chances de um mal-entendido mútuo online são muito grandes, e podem piorar a situação. Marque um encontro face a face e enterre a machadinha da guerra lá.

Dedurar

É muito fácil insultar alguém online. E é igualmente fácil reclamar com as autoridades sobre isto. É motivo de vergonha dedurar pessoas no jardim de infância, ou na máfia. Mas não online. Dedurar é uma

Nacionalismo no Mundo: NATION!


Tive o privilégio de conhecer Hervé Van Laethem em um agradável final de tarde no outono de 2011, em Bruxelas. Esse militante nacionalista da Bélgica francófona, de 47 anos, afável, de sorriso fácil, usando frequentemente gravata, com uma barba bem cuidada e óculos, assemelha-se a um professor universitário, não guardando nenhuma semelhança com o estereótipo do militante à la Ian Stuart. Entretanto, que ninguém faça equívocos: Hervé Van Laethem, em suas três décadas de militância política nacionalista, esteve frequentemente em situações que exigiram coragem física. Esse ex-militar das forças especiais belgas liderou o L’Assault, grupo que fazia a segurança dos eventos nacionalistas na Bélgica francófona durante o período mais duro para os nacionalistas, no final dos anos 80 e começo dos anos 90, quando sair às ruas para realizar uma manifestação significava atrair centenas de militantes da extrema-esquerda, prontos para agredir qualquer um que desafiasse o seu monopólio nas manifestações de rua.

Enquanto conversava com Hervé, tive a oportunidade de observar as fotos de várias manifestações do grupo NATION, fundado por ele em 1999, que hoje é o principal grupo nacionalista da Bélgica francófona. Os temas dos inúmeros protestos variavam, mas estavam sempre ligados à preservação dos valores fundamentais da sociedade européia. Assim, muitas manifestações eram contra a chamada “islamização” da Europa, enquanto outras estavam contra o aborto, a “cristianofobia”, ou contra a adoção de crianças por “casais” homossexuais, etc. É esse movimento que Hervé Van Laethem liderou desde a sua fundação até 2006, quando o NATION passou a ser dirigido por um colegiado de dez membros, cada um encarregado de um setor (atualmente, Hervé responde pelas relações exteriores do NATION). O movimento possui também diversas comissões temáticas, dedicadas a vários assuntos, como defesa do meio-ambiente, solidariedade social, combate contra a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança de defesa ocidental capitaneada pelos Estados Unidos), expulsão de falsos refugiados (particularmente importante no combate pela retomada de várias igrejas católicas, que foram ocupadas por muçulmanos para pressionar o governo a conceder a eles o status de refugiados), etc. Também fazem parte do organograma do NATION o Centro de Formação Nacionalista Jacques Borsu, a editora Tridente e o CNEP (Centro Nacionalista de Estudos Políticos), que estuda e edita temas de Economia, Historia e Geopolítica.

Hervé e o conjunto do NATION possuem o mérito de serem nacionalistas em um país particularmente complexo como a Bélgica. Ao contrário dos suíços, cujas diferentes comunidades linguísticas não são um óbice ao surgimento de uma identidade e um sentimento de comunidade nacional, os belgas estão irremediavelmente divididos pela rivalidade latente entre suas duas principais comunidades: os valões, que falam francês, e os flamengos, que falam um dialeto próximo ao holandês. Os malabarismos políticos para evitar a cisão do país em dois levaram à formação do que me parece ser a estrutura administrativa mais complexa do mundo: três comunidades autônomas compõem o país – Flandres, Valônia e Bruxelas. A elas, se sobrepõe uma divisão lingüística entre as populações que falam o dialeto flamengo, o francês e o alemão. Mas as fronteiras linguísticas não correspondem àquelas entre as comunidades autônomas. Não entendeu? Sem problemas, ninguém fora da Bélgica entendeu... O importante para a boa compreensão desta entrevista é saber apenas que não há partidos ou grupos políticos que representem toda a Bélgica, sendo que cada comunidade lingüística tem seus próprios grupos políticos e que o NATION é o principal representante dos nacionalistas belgas francófonos. 
Boa leitura!

***
Acredito que a maioria dos brasileiros não faz idéia da complexidade da Bélgica, com suas várias comunidades linguísticas e rivalidades regionais. Poderia nos explicar um pouco a respeito da situação política da Bélgica e como o NATION vê essa situação? E, para retomar o título de uma entrevista sua à rádio Méridién Zero, “A Bélgica: ela vai morrer?”

Efetivamente, o slogan «België barst!» , que quer dizer literalmente «que a Bélgica exploda!» - que também pode ser traduzido por «que a Bélgica morra!» - é um slogan dos nacionalistas flamengos repetido durante muitos anos. Este slogan tem sua origem em uma declaração em francês de um líder nacionalista flamengo, Joris Van Severen, durante um de seus discursos, quando ele para de falar holandês, pois naquele momento o francês era a língua dominante na Bélgica. Isto queria dizer que, se alguém quisesse realizar seus estudos superiores na Bélgica, estes deveriam ser em francês. Em consequência, Joris Van Severen, ao invés de falar holandês, assumiu a língua dominante, dizendo «la Belgique» - porque em seu espírito «la Belgique» é forçosamente francesa – «la Belgique, qu’elle crève !» (a Bélgica, que ela morra!) «België barst!». Este slogan foi retomado e, atualmente, quando você vai a uma manifestação do Vlaams Blok, do NSV, dos estudantes nacionalistas flamengos ou de outras organizações, é algo que surge muito regularmente, sendo um lema do que costumamos chamar de «direita nacional flamenga». 

E, se a Bélgica explodir algum dia, isso ocorrerá em parte devido ao seu funcionamento desde a sua criação. Quando a Bélgica foi criada, em 1830, ela foi, antes de tudo, uma revolta da burguesia – em grande parte francófona – e apoiada simultaneamente por forças financeiras e políticas. Primeiro, porque era necessário criar um Estado tampão com países imperialistas, como a França, que não parava de aborrecer o resto da Europa. Mas, sobretudo e antes de tudo, era necessário criar um centro comercial e financeiro, uma espécie de «no man’s land», onde poderiam

Golpe no Mercosul: consequências para o Brasil


Em 1965, no ato de inauguração da então maior ponte em vão livre do mundo – a Ponte da Amizade, Alfredo Stroessner e Castelo Branco, respectivamente presidentes do Paraguai e do Brasil, caminharam em direção ao meio da ponte em um encontro simbólico, que marcaria para sempre as relações entre os dois países. O Brasil construíra sozinho um colosso da engenharia moderna e presenteava o Paraguai com uma ligação rodoviária ao seu território, além do acesso paraguaio ao oceano atlântico, pelo porto de Paranaguá. Era o início de uma relação de amizade que ampliaria a importância geopolítica do Paraguai, desenvolveria sua indústria e consolidaria o Brasil como seu principal parceiro.

As relações com o vizinho foram arquitetadas cuidadosamente pelo Itamaraty, tendo em vista a ainda muito viva memória a respeito da Guerra do Paraguai (1864-1870). O Brasil não podia – ou melhor, não tinha recursos para – errar no campo das relações exteriores. A política de Estado e a seriedade com que eram tratadas as questões internacionais, sobretudo com os vizinhos, garantiram ao Brasil o respeito por parte de todas as nações do mundo.

Há cento e dez anos da modernização empreendida pelo Barão do Rio Branco e apenas há dez anos no poder, o Partido dos Trabalhadores conseguiu destruir a diplomacia brasileira.

***

No dia 22 de Junho foi deposto, por decisão quase unânime

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.