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terça-feira, 10 de abril de 2012

Que tipo de Páscoa foi a sua, pagã ou cristã?




Tenho me surpreendido com as últimas informações a respeito da fabricação, venda e consumo dos chamados ovos de páscoa. Como tudo no mundo capitalista há uma grande expectativa dos empreendedores ligados ao ramo do chocolate que projetam uma triplicação dos negócios e por consequência um aumento significativo em ofertas de empregos temporários e até fixos. 

Mas, até aonde a chamada festa da páscoa conserva seus objetivos cristãos? 

Em primeiro lugar, é necessário esclarecer que a ideia dos coelhos que botam ovos de chocolate é de origem pagã. Este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos relacionados à deusa da fertilidade e do renascimento da mitologia anglo-saxã. A ideia original no paganismo está relacionada à sorte que uma lebre sacrificada poderia trazer em suas entranhas. Acompanhadas do ritual de previsão do futuro, sacerdotisas pagãs ministravam a tal benção ligada à prosperidade. 

Em segundo lugar, a festa da páscoa judaica está relacionada não diretamente a saída do povo judeu do Egito, mas sim ao livramento da praga da morte dos primogênitos, razão esta que levou Faraó a aceitar a saída do povo de Deus de sua servidão que já permanecia 400 anos. A palavra páscoa, original hebraico – “pessach” – significa: pular além da marca, passar por cima ou poupar, desta maneira o cordeiro perfeito proposto por Deus para sacrifício era uma tipologia a respeito da promessa do Messias. 

Em terceiro lugar, a festa da páscoa cristã deveria estar relacionada à correta interpretação bíblica da tipologia do livramento do povo judeu da praga da morte dos primogênitos e por consequência sua libertação da escravidão de Faraó. Tratando-se de uma sombra, o sacrifício do cordeiro aponta para a mensagem reconhecedora de João Batista que apontou para Jesus e disse:Eis aí o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” – João 1:29. 

“Depois do sábado, no domingo bem cedo, Maria Madalena e a outra Maria foram visitar o túmulo. De repente, houve um grande tremor de terra. Um anjo do Senhor desceu do céu, tirou a pedra e sentou-se nela. Ele era parecido com um relâmpago, e as suas roupas eram brancas como a neve. Os guardas tremeram de medo do anjo e ficaram como mortos.
Então o anjo disse para as mulheres: — Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado, mas ele não está aqui; já foi ressuscitado, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele foi posto. Agora vão depressa e digam aos discípulos dele o seguinte: "Ele foi ressuscitado e vai adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês vão vê-lo." Era isso o que eu tinha a dizer para vocês. Elas foram embora depressa do túmulo, pois estavam com medo, mas muito alegres. E correram para contar tudo aos discípulos.
De repente, Jesus se encontrou com elas e disse: — Que a paz esteja com vocês! Elas chegaram perto dele, abraçaram os seus pés e o adoraram. Então Jesus disse: — Não tenham medo! Vão dizer aos meus irmãos para irem à Galileia, e eles me verão ali.”--
Mateus 28:1-10 

Frequentemente, também nós, a exemplo dos discípulos de Jesus, não compreendemos direito o seu Reino e nos perdemos na busca por posições de importância ou de comando, ou mesmo queremos afastar-nos da vontade de Deus. Aos seus discípulos, Jesus precisou lembrar que eles estavam indo a Jerusalém, que era chegada a hora do Filho do Homem ser glorificado.

Que a autossuficiência e a soberbia de nos apegarmos a uma vida tranquila e descompromissada com a Vida Verdadeira, não sejam motivo para negar a fé em Jesus Cristo. Que tenhamos a valentia de reconhecer nossas faltas, porque a fé é um dom, dada por Cristo, não para nossa glória, senão para consolar, estar junto ao nosso próximo, nossa irmã e estarmos firmes na esperança que nos presenteia o Deus da Vida.

A festa da Páscoa além de absorver ideias errôneas e idólatras do paganismo apaga a memória correta da razão do nascimento e morte de nosso Salvador. Como podemos observar as chamadas datas de feriados religiosos em nosso país não contribuem em nada para o exercício da fé cristã bíblica, além de ser objeto de manipulação para o consumismo e os interesses capitalistas. Cabe a nós, que pela graça de Deus alcançamos a liberdade em Cristo, anunciarmos que Ele é o nosso Cordeiro pascal e que Ele morreu em nosso lugar, como um substituto voluntário para que por meio Dele tenhamos a vida eterna. Amém.

Queridos amigos, queridas amigas: Lembrem-se, algumas coisas são explicadas pela ciência, outras pela fé. A Páscoa ou pessach, é mais do que uma data, é mais do que ciência, é mais do que a fé, Páscoa é AMOR” (A. Einstein).

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