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domingo, 1 de abril de 2012

A maioria dos gaúchos rejeita o separatismo.

Autor: Leandro CHH

Segundo o primeiro artigo da atual Constituição brasileira de 1988, a República Federativa do Brasil é "formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal", o que torna inconstitucional qualquer movimento que tenha como objetivo (direto ou indireto) a dissolução do estado brasileiro. No entanto, a própria legislação brasileira garante a liberdade de cada cidadão de manifestar ideologicamente o seu pensamento, desde que para tanto utilize-se de "normas infraconstitucionais" (não usar armas de fogo, não atentar contra a vida pública, não incitar violência). Para nossa infelicidade é permitido atrocidades como expressar com palavras (que ao meu ver são as maiores armas da política e dos separatistas) um crime, de “Lesa-Pátria”.

Bom, separar um Estado da Federação seria uma afronta à Constituição Federal. Com a atual Constituição, isso nunca vai acontecer... Nem mesmo através de emenda constitucional.
A única possibilidade de fazer isso seria derrubar a CF/88 e promulgar uma nova Constituição que permitisse isso, mas, sinceramente, creio ser praticamente impossível que isso pudesse vir a acontecer. Teria que haver um movimento muito grande da população do Estado, dos parlamentares, etc. E mesmo assim, é improvável que essa ideia fosse vingar, de fato.

Nós gaúchos estamos sendo indagados sobre as ideias separatistas, como as defendidas pelo Movimento O Sul é o Meu País, que faz consultas públicas sobre a separação dos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná do resto do País, os gaúchos se disseram contrários a esse tipo de pensamento. Como mostra as entrevistas que se seguem.

Vestido com indumentária típica gaúcha, o zelador José Pires, 53 anos, que se considera tradicionalista "com muito orgulho"." Perguntado sobre a pesquisa que vem sendo feita pelo Movimento O Sul é o Meu País, diz que a ideia não convêm. "Faz parte do tradicionalismo ser uma irmandade e ser brasileiro", afirmou.

O comerciário Miguel Conceição da Silva, 47 anos, diz que a questão separatista deve ser discutida com muito cuidado. "Acredito que como isso quase aconteceu no Rio Grande do Sul no passado, esse é um assunto que deve ser muito bem pensado. É uma coisa bem difícil de se analisar de forma rápida, e para que não ocorram problemas no futuro após uma divisão com o descarte do Estado em relação ao resto do País."

No entanto, a maioria dos entrevistados se disseram contrários as ideias separatistas, e defendem o Estado gaúcho como parte do Brasil. O policial militar Adaildo Moreira, 42 anos, diz que na atual conjuntura brasileira, ideias como essas não são interessantes. "Acho que o que deve ser revisto é as distribuições de recursos entre os Estado para que haja mais igualdade. A separação do resto do País não seria essencial."

O microempresário Harley Rabelo, 51 anos, diz que a ideia de separatismo, hoje, não é realista. "Hoje, isso é uma utopia, o tempo já passou, não é mais hora de pensar nisso. A gauchada já está mais acomodada, não se mexe mais nisso", disse ao defender o Rio Grande do Sul como um dos Estados mais brasileiros. Segundo ele, ao invés de pensar em separar, o seu Estado pode servir como exemplo para o Brasil. "Nosso povo é um povo politizado e serve de exemplo para o resto do País."

O Brasil é um país de dimensões continentais, apresenta muita miscigenação étnica e cultural, bem como diversos níveis de desenvolvimento econômico.
É inegável que o atual sistema político é deficiente e injusto, pois boa parte do dinheiro que se recolhe nas regiões mais ricas é aplicado (e muito mal-aplicado, diga-se de passagem) em regiões mais pobres. Dessa forma, tanto aqueles que são mais desenvolvidos quanto os que são menos desenvolvidos continuam com uma infraestrutura deficiente.

Obviamente, a má distribuição de recursos pelo governo gera insatisfação. A comunidade do Poder Paulista conta com 14000 membros, enquanto que O Sul é meu País conta com 16000. É pouco, se comparado ao contingente populacional das regiões, mas as ideias separatistas (no Sul, ao menos) têm muitos simpatizantes. Ainda assim, ninguém age. A revolução é virtual.

Aqui nos basta a Ordem e o Progresso. Para aqueles que pretendem levar a discórdia com sua ordem secreta, podem ficar com a falsa Liberdade, Igualdade e Humanidade bem longes daqui.

Além disso, falta conhecimento técnico às pessoas que participam, pelo que posso ver. A maioria discute ideologias e nem ao menos tem argumentos para defender o separatismo, porém os movimentos em números não existem. Não vi nenhum dos participantes das comunidades divulgar dados relacionados a quanto dinheiro seria gasto na “guerra” (porque, sinceramente, duvido muito que qualquer região conseguisse a separação pacificamente), quantas pessoas morreriam, de onde viriam os suprimentos, quem seriam os parceiros. Nada de orçamento. São só pessoas descontentes, sem o conhecimento técnico necessário para fundamentar seus pontos de vista. Além do quê, ninguém entende nada de poder bélico, pelo visto. Ainda assim, tem gente que quer pegar em armas por esse ideal. O pior é que não dá nem para rir de tamanha falta de respeito e amor à pátria mãe Brasil. Acredito que faltem muitas coisas (mais educação, trabalho, melhores salários, melhoria na saúde pública....) em nossa amada Terra de Santa Cruz, mas nada justifica que irmãos separarem seus Estados que são partes integrantes da Nação. Acredito que os únicos beneficiados com o separatismo são as nações estrangeiras (nunca esqueço da frase: dividir para conquistar) e uma pequena elite que se declarariam os libertadores, mas somente desejam encher de riquezas os cofres de suas famílias, na maioria seus membros pertencem a uma importante organização mundial com ideais e propósitos obscuros.

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