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domingo, 12 de fevereiro de 2012

O fio da espada ? Charles de Gaulle

RESUMO

(Para meditação)

No cenário do tempo de paz, o homem público detém o papel principal. (...). De repente, a guerra retira um outro dos bastidores, impele-o ao primeiro plano, projeta sobre ele o facho das luzes: surge o chefe militar. Tem início uma peça na qual o político e o militar irão representar juntos. (...).

O político se esforça para dominar a opinião do monarca, do Conselho do povo, pois é de lá que ele extrai a ação. (...). Inconstante companheira, a opinião o segue com um passo caprichoso, (...).Toda sua vida, toda sua obra têm um caráter instável, agitado, tumultuoso que o opõe à do soldado.

Este tem por profissão o emprego das armas, (...). A partir do dia em que as empunha, o soldado é submetido a uma disciplina que não mais o deixa. (...).

A esse preço, porém, ela lhe abre o império da força. Por isso, se muitas vezes sofreu sob a disciplina, ele a mantém, melhor ainda: a ama e se glorifica daquilo que ela lhe custa, dizendo: “É minha honra!”(...).

O político e o soldado trazem ao empreendimento comum características, procedimentos e cuidados muito diferentes. (...).

Dessa desigualdade resulta alguma incompreensão. (...).
(...), o gosto pelo sistema, a segurança, a rigidez, pelos quais o espírito da profissão e as suas longas coações imprimiram no soldado como que uma segunda natureza, ao político parecem incômodos e sem atrativos. (...).

Essa falta de simpatia recíproca entre o político e o militar não é, em essência, deplorável (...).

Contudo é necessário que se possam entender. Políticos e soldados têm de colaborar, mesmo que não queiram. (...).

Durante os longos períodos em que a pátria não está diretamente ameaçada, a opinião pública opõe-se aos encargos militares. (...). Tem-se muitas vezes por desperdício tanto dinheiro consagrado às forças que não combatem. (...).

Cedo ou tarde, porém, prevista ou não, desencadeada de propósito ou suportada com horror, eis a guerra. No primeiro brilhar das espadas a ordem dos valores se subverte. Saindo da penumbra o chefe militar é investido imediatamente de uma autoridade estarrecedora. Em um piscar de olhos, seus direitos como deveres atingem limites extremos. (...). O futuro da pátria depende imediatamente daquilo que ele decide. (...).

(...), transformados pela abnegação e preocupados com o exemplo a dar, o governante e o soldado se entendem, (...).

Mas eis que a guerra desencadeia o seu cortejo de lutos e decepções. As paixões das massas se elevam ao paroxismo. Essa onda terrível, (...), não é entendida pelos homens de Estado sem vacilação. O sangue e as riquezas do povo que eles levam aos campos de batalha e pelos quais, afinal de contas, respondem, outros chefes tem de utilizá-los, e o governante deve responsabilizar-se pelo destino dos cidadãos, assim como pelo país e pelo seu próprio, e até mesmo pelo dos homens distantes, cuja arte ciumenta não admite intrusos. Essa angústia, (...), constitui em tais momentos a pior prova do poder.(...).

Se a vitória não se faz esperar o mal-estar é rapidamente apagado. (...). Porém, se o perigo cresce, o azedume se espalha, exaspera-se, na proporção do tumulto público.(...).

Transtornados pela crise, o político e o soldado, de repente, acham insuportável essa dependência recíproca na qual se vêem acorrentados. (...). Eis rompido o equilíbrio, desdenhada a ordem, esmagados os ímpetos. A ação, daí em diante, torna-se incoerente. O desastre acorre.

(...). Certamente, a condução da guerra pertence ao homem de Estado; as operações, ao militar. Mas onde cada um deve parar? Em que medida a estratégia e a política reagirão uma sobre a outra? (...). Basta considerar como o jogo foi conduzido em muitas ocasiões sancionadas pela vitória, para se constatar como o talento dobra à necessidade e às circunstâncias a doutrina e os procedimentos, e que não se acorrentam por fórmulas as contingências da ação.

(...), o caráter de crise brutal que reveste a guerra confere ao comandante militar a maior parte dos atributos próprios do governo.

Este porém [o político], fixadas as frentes, retoma o primeiro plano. É o povo que ele deve utilizar. Aumentar efetivos, mobilizar a indústria, administrar o moral dos cidadãos, ajustar-se com os aliados, tal é, desde então, o maior assunto. (...). Do mesmo jeito, estreita-se a dependência mútua da direção da guerra e das operações. A necessidade de limitar as perdas de homens tutela a estratégia. (...). O estado moral do Exército depende do estado moral do povo.

(...), a conduta da guerra consiste acima de tudo em manter a vontade nacional à altura do perigo. A mais justa glória consagra o homem de Estado que a isso soube dedicar-se sem cuidar de mais nada.

(...): nada se faz de grande sem grandes homens, e esses o são por o terem querido. (...).

Que os políticos e os soldados queiram, pois, a despeito das obrigações e preconceitos contraditórios, começar a se habituar do seu interior à filosofia que convém, e se verão, quando preciso, belas harmonias. (...): não há nas armas carreira ilustre que não tenha servido a uma política importante, nem uma glória de homem de Estado que não tenha dourado o brilho da defesa nacional.(O Fio da Espada – Charles de Gaulle)

Você quer saber mais?

http://www.ternuma.com.br/

O Manuscrito de Voynick


O manuscrito de Voynich é, sem dúvida, o mais misterioso de todos os textos antigos já encontrados. São 200 páginas de sete por dez polegadas. Esta escrito de frma cursiva corrente num alfabeto que nunca foi visto em nenhum outro lugar. Ninguém sabe o que significa. Durante Segunda Guerra Mundial especialistas em decifrar códigos secretos da América tentaram decifra-lo, mas falharam. Embora o manuscrito fosse achado na Itália, análises mostram que o texto é completamente diferente de qualquer idioma europeu. Contém imagens de várias coisas: plantas, estrelas, e o mais estranho de tudo, moças nuas tomando banho como que saidas de algum encanamento muito elaborado. (veja em baixo).

Foi encontrado em 1912 por Wilfrid M. Voynich, um colecionador de livros raros no Colégio Jesuita de Vila Mondragone, em Frascati, Itália.










Alguns alquimistas reclamam para si a autoria da obra alegando ser um livro alquímico medieval...Seja como for, ninguém provou nada ainda. Tire você mesmo as suas conclusões...

Você quer saber mais?

http://www.voynich.nu/

UMA CALCULADORA DE 2100 ANOS



Esta fotografia mostra os restos do mecanismo de Antikythera (à direita você vê o esquema técnico). Foi achado em 1900, na costa de Antikythera, próximo da ilha de Creta (na Grécia). Cálcula-se que seja do primeiro século A.C. Este mecanismo, de bronze, é um achado excepcional, na realidade é a prova de que os antigos tiveram um conhecimento muito mais avançado que do nós pensamos atualmente. A peculiaridade desta calculadora astronômica está na presença, no lado de dentro, de uma engrenagem de diferencial.

Em baixo uma reconstituição moderna do aparelho.

Aqui está ma reconstrução em escala perfeita (1:1) do mecanismo de Antikythera. Altura 12.25 polegadas. Você pode ver o dial dianteiro - mostrando a progressão anual do Sol e da Lua pelo zodíaco. No anel exterior você encontra o calendário egípcio comparado com o grego.

ESTRUTURA SUBMERSA DO JAPÃO

Construções megaliticas no Mar do Japão são um mistério para historiadores e arqueologos.

Estrutura submersa perto
da ilha de Yonaguni (no Japão). Ela está a aproximadamente 75 pés debaixo do nível do mar e tem uma evidente origem artificial. Tem 600 pés de largura e 90 pes de altura, com uma idade aproximada de 8000 anos.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.