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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Gigante da Montanha e Anões de Niebelungen.

"O marxismo quer os anões de Niebelungen; Nietzsche conclama os gigantes da montanha."

Contrapondo-se à mediocridade do pensamento burguês, e ao oportunismo conformista dos adeptos de Marx, ergue-se uma voz no século XIX, que vibrou como um protesto universal. Foi à voz de Frederico Nietzsche.
Contra o individualismo rasteiro, egoístico, da democracia liberal, contra o coletivismo, anulador da personalidade humana, o pensamento gritante do criador de Zaratustra tem o valor de uma revolta, sibilando, como um chicote de fogo às faces do século científico.
Em Nietzsche encontramos a atitude anticristã de desprezo aos humildes, de glorificação dos homens superiores. Atitude condenável de orgulho, de superdivinização dos heróis, ela teve o mérito, porém (tão certo é que Deus fala pela boca de seus próprios inimigos), de mostrar, no instante em que se delineava a marcha coletivizadora, a anulação completa do indivíduo, prestes a transformar-se em peça de máquina, esta verdade suprema: - O Homem existe!

E Nietzsche é a grande luneta de aumento, na hora em que o homem começa a perder a estatura moral e a desaparecer escravizado na massa.
Eis por que hoje verificamos que Nietzsche foi também um trecho da verdade deturpada pelas projeções exageradas com que se apresentou.
Era preciso que aparecesse Marx, para mostrar as consequências de uma civilização materialista. Marx, por certo, é o próprio interprete da burguesia, falando uma linguagem estranha, que a sociedade materialista, em pavor, não reconhece. E a voz de Marx é a sua própria voz!
Ele quer a destruição do individuo, que será assimilado, para sempre, no monstro da Coletividade. O deus de Comte, burguês prudente e cauto, transfigura-se no Moloque aterrador do socialismo.
O homem animaliza-se, torna-se menos do que um animal, porque é uma peça de máquina.
Sobre esse panorama da miséria, reboa a voz de Zaratustra que desce da montanha.
Mas ele, sendo também o erro, é o contraveneno de Marx.
O marxismo quer os anões de Niebelungen; Nietzsche conclama os gigantes da montanha.
Plínio Salgado em 1950, no Rio Grande do Sul.

Nós, integralistas, não queremos nem o anão, nem o gigante, mas, apenas, o Homem.
O Homem Integral.

Você quer saber mais?

SALGADO, Plínio. A Quarta Humanidade. São Paulo: Editora das Américas, 1957.

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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.