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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O Nacionalismo de Plínio Salgado e sua Visão do Modernismo. Parte V.


Um escravo liberto trajando o uniforme Integralista. Imagem: Revista Anauê! Abril de 1937, ano III, n.14, pg. 23.

Publicado no Correio Paulistano (17 de maio 1929) e assinado por Menotti Del Picchia, Plínio Salgado, Alfredo Elis, Cassiano Ricardo e Candido da Motta Filho, sugerindo uma resposta ao movimento “Pau-Brasil” proclamado por Oswald de Andrade.

Mais uma vez, tem-se o índio como símbolo da nacionalidade sob o mesmo aspecto ufanista já apresentado no manifesto anterior.

“Os tupis desceram para serem absorvidos. Para se diluirem no samgue da gente nova. Para viver subjetivamente e transformar numa prodigiosa força a bondade do brasileiro e o seu sangue sentimento de humanidade”.

“O nacionalismo tupi não é intelectual. É sentimental”.

Observa-se, a partir destes fragmentos, traços semelhantes ao romantismo, através da exaltação do selvagem, do ufanismo, na valorização do sentimento e da pregação pela liberdade do homem.

“O Grupo <>, cuja regra é a liberdade plena de cada um der brasileiro como quiser e puder (...)”. “Nosso nacionalismo é de afirmação de colaboração coletiva, de igualdade dos povos e das raças, de liberdade do pensamento, de crença na predestinação do Brasil na humanidade (...)”.

Assim é dado o desfecho do manifesto Verde-Amarelo, cuja premissa nos dá a impressão de um futuro movimento político.

“Aceitamos todas as instituições conservadoras, pois é dentro delas mesmo que faremos a inevitável renovação do Brasil, como o fez através de quatro séculos, a alma de nossa gente, através de todas as expressões históricas”.

Grupo Da Anta

“Surge no lugar do grupo Verde-Amarelo, outro com os mesmos elementos: o Grupo da Anta, já com um programa de estudos brasileiros e às voltas com a obra de Alberto Tôrres, Barbosa Rodrigues, Couto Magalhães, Roquette Pinto e Alarico Silveira”.

Como se pode observar nestes fragmentos do texto escrito por Cassiano Ricardo, a Corrente Nacionalista passa a intensificar o seu cunho social, cujos ideais se aproximam cada vez mais daquilo que se chamará de “Integralismo”.

Uma mulher representando a vida além-túmulo, faz a saudação Integralista. Imagem: Revista Anauê! Janeiro de 1936, ano II, n.6. p.1.

“Anta” seria mais uma consentânea com nosso abrir caminhos e retomada do Oeste com pesquisas etnográficas, aprendizagem (pela rama) da língua tupi, redescoberta de Anchieta, Brasil no original”.

“Nosso neoindianismo sempre teve um caráter de reivindicação social”.

O Nacionalismo de Plínio e os Cânones Consagrados

A participação de Plínio Salgado na história do Brasil não foi apenas a de um literato, aliás, a literatura foi um de seus procedimentos usados como aplicação doutrinária, no entanto, via-se se ele em uma tarefa de maior responsabilidade que a de um romancista, mas a de ativista político conjuntamente. Desta forma, a busca de uma identidade nacional própria, tinha para ele um caráter emergencial no auge do modernismo, o que não era uma busca própria de quem atuava apenas como literato:

“Temos, pois, forçosamente, de nos submeter a um meio. Porque o homem, quer considerado sob o ponto de vista psíquico, quer sob o aspecto moral ou mental, só se manifesta como colisão do ser e do ambiente. É uma reação permanente entre o subjetivo e objetivo”.

Por forçosamente, significa que o ideal é fazer da arte um veículo dos temas aqui presentes no Brasil, pois, de acordo com sua definição, o ‘indivíduo’ não pode existir sem um ‘meio’. No caso deste ‘indivíduo’ renunciar a um ‘meio’, deve logo ter que se submeter a outro, razão da qual, Plínio julga necessário procurar trabalhar os temas nacionais, para que não haja necessidade de os procurar trabalhar os temas nacionais, para que não haja necessidade de os procurar em outros países.

Continua...

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Você quer saber mais? 

RODRIGUES, Rodrigo. O Pensamento Nacionalista no Modernismo Brasileiro. Santos: Universidade Católica de Santos, 2001.
























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"O Homem inventou a máquina. A máquina, agora, quer fabricar homens. E se um dia saírem homens do ventre das usinas, também os úteros das mulheres gerarão homens-máquinas, sem coração, sem afeto, meros aparelhos de produção..."

Plínio Salgado.